Feira de Santana: morador do Bairro da Conceição I protesta indignado com administração de José Ronaldo

Feira de Santana, Bairro da Conceição I - Rua Palmerim . Comunidade indignada,
Feira de Santana, Bairro da Conceição I - Rua Palmerim . Comunidade indignada,
Feira de Santana, Bairro da Conceição I - Rua Palmerim . Comunidade indignada,
Feira de Santana, Bairro da Conceição I – Rua Palmerim . Comunidade indignada.

Residente no Bairro da Conceição I, em Feira de Santana, Leonardo Almeida de Cerqueira manteve contato com a redação do Jornal Grande Bahia com objetivo de denunciar a administração do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM).

Em uma avaliação precisa e concisa, Leonardo critica a política urbanística de Ronaldo, lembrando que o mesmo está há anos no poder e que nada fez para solucionar o problema da comunidade onde vive, afirmando: “estou indignado, juntamente com toda a população desse bairro, com a total negligência e descaso das autoridades e departamentos competentes que, há 10 anos, ou seja, desde o último mandato do atual prefeito, o Sr. José Ronaldo, não apresenta solução, tanto para a Rua Calamar, que é a rua principal deste bairro, como a Rua Palmerim, que é a rua que dá acesso à Rua Belém, onde fica o Condomínio onde moro, Residencial Golden Ville.”.

Nas duas gestões anteriores de Ronaldo, o Jornal Grande Bahia teceu severas críticas em função do planejamento inadequado do município, além da questionável qualidade das obras públicas. A cidade crescia sem o desenvolvimento de vias que interligassem adequadamente os diversos bairros; espaços públicos eram ocupados de forma desordenada; praças sucumbiam ante a inoperância do poder público que em um gesto de genialidade transformou em “barracodromos”; e ruas eram pavimentadas sem sistemas de drenagem e esgotamento.

A mídia local celebrava a administração de José Ronaldo enquanto os problemas se acumulavam. Prédios públicos sem vagas de estacionamento para visitantes e autorização de construção de empreendimentos comerciais sem vagas para estacionamento, ruas com 50 cm de calçada, isto quanto as têm (a Lei Federal obriga que as calçadas tenham ao menos 1,5 m) contribuíram para o crescente desconforto no trânsito da cidade. Se por um lado Feira de Santana foi beneficiada pelo crescimento da era Lula, faltou a devida competência para organizar este crescimento no município.

A soma de todos estes fatores é vivenciada pelos feirenses de forma dramática. Os problemas de hoje foram sedimentados ao longo de 12 anos das administrações dos Democratas em Feira de Santana, e a população começa a perceber que não existem atalhos para a construção de uma sociedade organizada. É necessário cooperação, respeito aos espaços coletivos, planejamento e execução de obras que impactem positivamente ao longo do tempo na sociedade.

Feira de Santana, Bairro da Conceição I - Rua Palmerim . Comunidade protesta.
Feira de Santana, Bairro da Conceição I – Rua Palmerim . Comunidade protesta.

Confira a mensagem

Sou morador do Bairro da Conceição 1, em Feira de Santana e estou indignado, juntamente com toda a população desse bairro, com a total negligência e descaso das autoridades e departamentos competentes que, há 10 anos, ou seja, desde o último mandato do atual prefeito, o Sr. José Ronaldo, não apresenta solução, tanto para a Rua Calamar, que é a rua principal deste bairro, como a Rua Palmerim, que é a rua que dá acesso à Rua Belém, onde fica o Condomínio onde moro (Resid. Golden Ville). Tirei uma foto e estou mandando em anexo… Saliento que a foto foi tirada à noite há cerca de 10 dias e não está bem visível, justamente, devido à total falta de iluminação existente, o que tem aumentado sobremaneira os índices de assaltos, consumo e tráfico de drogas, bem como a prática de relações sexuais de casais a céu aberto, constrangendo a todos que passam pelo local. Somando a tudo isso, o final da rua, que possui extensão de cerca de 300m, o final dela não terminou de ser asfaltada e está completamente esburacada e, quando chove, como tem ocorrido há algumas semanas, deixa a rua como se as casas estivessem à beira de um rio.

Sinceramente, não entendo como se gastam milhões em uma festa (Micareta) que tanto provoca violência, caos urbano e inúmeros problemas sociais, em benefício de alguns poucos, enquanto que questões prioritárias e relevantes são negligenciadas, tais como a que relatei acima, sem contar com a precariedade da saúde pública, segurança, educação, entre várias outras!

Diante dessa situação, gostaria que fosse divulgada essa situação e encaminhada aos órgãos “competentes” para que sejam tomadas as devidas providências!!!

Atenciosamente,

Leonardo Almeida de Cerqueira

Feira de Santana, 15 de maio de 2013.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9368 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).