Em entrevista exclusiva, presidente da DESENBAHIA fala sobre desafio de administrar uma agência de fomento econômico

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Aristóteles Menezes: "O banco comercial tem a vida do cliente, a conta corrente que ele movimenta, o dinheiro que possui. Enquanto a maioria de nossas análises está em projetos e na viabilidade em longo prazo, para termos o nosso capital de volta".
Aristóteles Menezes: "O banco comercial tem a vida do cliente, a conta corrente que ele movimenta, o dinheiro que possui. Enquanto a maioria de nossas análises está em projetos e na viabilidade em longo prazo, para termos o nosso capital de volta".
Aristóteles Menezes: "O banco comercial tem a vida do cliente, a conta corrente que ele movimenta, o dinheiro que possui. Enquanto a maioria de nossas análises está em projetos e na viabilidade em longo prazo, para termos o nosso capital de volta".
Aristóteles Menezes: “O banco comercial tem a vida do cliente, a conta corrente que ele movimenta, o dinheiro que possui. Enquanto a maioria de nossas análises está em projetos e na viabilidade em longo prazo, para termos o nosso capital de volta”.

Aristóteles Alves de Menezes Junior é bastante conhecido da comunidade feirense, durante oito anos foi gerente da principal agência da Caixa Econômica, tendo alcançado o cargo de superintendente regional de Feira de Santana, e na sequência, ocupado o comando geral da Caixa no estado. Convidado pelo secretário estadual do planejamento, José Sérgio Gabrielli, Aristóteles Menezes passou a comandar a DESENBAHIA (Agência de Fomento do Estado da Bahia).

Em entrevista exclusiva, Aristóteles Menezes discorre sobre as diferenças entre um banco comercial e uma agência de fomento; os desafios de gerir a instituição e a demora em liberar o crédito.

Jornal Grande Bahia – Quais são as principais diferenças entre um banco de comercial e um banco de fomento?

Aristóteles Menezes – São instituições financeiras. A grande diferencia de uma agência de fomento para o desenvolvimento, que é o caso do DESENBAHIA, é que é uma instituição financeira não bancaria, enquanto a Caixa Econômica é uma instituição financeira bancária.

O nosso papel enquanto agência de fomento é aumentar o crédito. Nós não temos conta corrente, não temos seguro. Trabalhamos basicamente aumentando o crédito através de projetos. Nossas ações, vão do microcrédito, que é o programa CREDIBAHIA, até o fomento de grandes empreendimentos, como a Arena Fonte Novo e o hospital do Subúrbio.

JGB – Os recursos que o DESENBAHIA disponibiliza através de linha de crédito são oriundos de onde?

Aristóteles Menezes – Nós temos recursos próprios, repassamos recursos do FNE, que é o mesmo que o banco do Nordeste repassa; recursos do BNDES, e temos um fundo estadual chamado FUNDESB, o que nos permite trabalhar com microcrédito, com agricultura e turismo; é um fundo que hoje é significativo para a Bahia. Temos uma carteira de crédito de R$ 1,2 bilhão, e temos para esse ano, R$ 400 milhões disponíveis para emprestar.

JGB – Existe uma crítica recorrente com relação aos bancos de fomento. Como fica a situação do DESENBAHIA  no tocante a burocracia?

Aristóteles Menezes – Nos somos auditados. Gostaria de lembrar que nos temos dentro do DESENBAHIA a carteira do antigo BANEB, que faliu; a carteira podre do antigo DESEMBANCO que também faliu. Então o Banco Central monitora a burocracia, que é uma questão legal. Se demoramos algum tempo a mais que algum banco comercial para liberar o crédito, é porque nos não conhecemos o cliente como o banco comercial conhece.

O banco comercial tem a vida do cliente, a conta corrente que ele movimenta, o dinheiro que possui. Enquanto a maioria de nossas análises está em projetos e na viabilidade em longo prazo, para termos o nosso capital de volta, observando-se a garantia dentro desse projeto. Então é diferente do empréstimo do capital de giro, do banco comercial, que sai na mesma hora, porque o banco já conhece a vida do cliente.

Confira o áudio da entrevista

Entrevista com Aristóteles Menezes

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Sobre Carlos Augusto 10031 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).