Em entrevista exclusiva, Jaques Wagner diz que até setembro PT da Bahia definirá nome para disputar sucessão ao governo do estado

Jaques Wagner: "a minha tarefa é de unificar o PT em torno de um nome. A gente está se colocando para o último trimestre deste ano para podermos dialogar com um nome, ninguém dialoga com dois, três ou quatro nomes. Eu acho que o PT tem maturidade, tem legitimidade para dirigir o processo a partir de 2014, tem nomes, mas isso não vai ser imposição."
Jaques Wagner: "a minha tarefa é de unificar o PT em torno de um nome. A gente está se colocando para o último trimestre deste ano para podermos dialogar com um nome, ninguém dialoga com dois, três ou quatro nomes. Eu acho que o PT tem maturidade, tem legitimidade para dirigir o processo a partir de 2014, tem nomes, mas isso não vai ser imposição."
Jaques Wagner: "a minha tarefa é de unificar o PT em torno de um nome. A gente está se colocando para o último trimestre deste ano para podermos dialogar com um nome, ninguém dialoga com dois, três ou quatro nomes. Eu acho que o PT tem maturidade, tem legitimidade para dirigir o processo a partir de 2014, tem nomes, mas isso não vai ser imposição."
Jaques Wagner: “a minha tarefa é de unificar o PT em torno de um nome. A gente está se colocando para o último trimestre deste ano para podermos dialogar com um nome, ninguém dialoga com dois, três ou quatro nomes. Eu acho que o PT tem maturidade, tem legitimidade para dirigir o processo a partir de 2014, tem nomes, mas isso não vai ser imposição.”

O governador da Bahia, Jaques Wagner, em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, concedida na noite de sexta-feira (23/05/2013), no palácio Rio Branco, em Salvador, comentou sobre o perfil conciliador, e sobre a participação política na construção de um projeto nacional de inclusão social. Também falou da necessidade do PT definir um nome para a disputar o governo do estado em 2014.

Sobre a pré-candidatura de Lídice da Mata ao governo, preferiu acreditar que se trata de uma candidatura dentro do grupo político liderado pelo Partido dos Trabalhadores. Mas, disse que caso Eduardo Campos insistia em se candidatar a presidência da república, a participação de Lídice e do PSB no governo mudam.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – O senhor recentemente concedeu uma entrevista a revista Veja, onde passou um perfil pouco dogmático e bastante conciliador. É isso que o senhor vai tentar levar para a campanha da reeleição da presidenta Dilma Rouseff?

Jaques Wagner – Eu acho que você não faz política em tempos modernos, tempo de democracia sem diálogos, sem abertura para ouvir crítica, para ouvir opiniões diferentes e para construir um processo de consenso. Eu digo sempre que democracia é o território do diálogo, do argumento, do entendimento, e não de estimular os extremos, e estimular as guerras. Então realmente esse é o meu perfil, é como eu opero na política.

Eu tenho um objetivo, que faz parte do projeto de política que eu acompanho desde 1980, na criação do PT, que é fazer um Brasil democrático, forte como antigamente, mas de muita inclusão social, então esse é o objetivo. A ferramenta que você usa são ferramentas que estão ai, a disposição de qualquer um. A ferramenta não da a qualidade do governo, o que da a qualidade do governo é o caminho e o projeto. Então nesse sentido, eu realmente sou muito aberto.

Acho que o PT lidera uma coligação importante em nível nacional, que vem desde de 1989, com a ‘Frente Brasil Popular’. Creio que nós ainda temos muita contribuição a dar a democracia, ao desenvolvimento e ao povo brasileiro. Acredito que a gente tem que admitir que nem só um petista pode dirigir esse processo, podemos ter  aliados, até porque você não sustenta um grupo político se ele é unidirecionado .

JGB – Com relação à disputa eleitoral que se avizinha aqui na Bahia em 2014 teremos eleições majoritárias e eleições para cargos com congresso e na assembléia legislativa. A pergunta é: a senadora Lídice da Mata se coloca como candidata, e ela é de um partido aliado do PT , aqui na Bahia já está estabelecida, no ponto de vista de candidatura ? Como o senhor analisa isso. Eu gostaria de acrescentar um outro ponto, que são as correntes lançadas dentro do PT, como o senhor analisa esse cenário uma vez que todos colocam o senhor, dentro do PT, como o principal coordenador do processo sucessório nessa coligação de partidos?

Jaques Wagner – Primeiro, a minha tarefa é de unificar o PT em torno de um nome. A gente está se colocando para o último trimestre deste ano para podermos dialogar com um nome, ninguém dialoga com dois, três ou quatro nomes. Eu acho que o PT tem maturidade, tem legitimidade  para dirigir o processo a partir de 2014, tem nomes, mas isso não vai ser imposição.

Então, a primeira tarefa é a gente exibir unidade para os nossos parceiros, é obvio que dentro dos parceiros têm vários nomes que poderiam ser citados, como Lídice da Mata, Marcelo Nilo, Otto Alencar. Mas o que me da alegria, é que existem nomes dentro do nosso grupo político, é que são nomes dentro, e fora do PT, que tem estatura para conduzir um processo desse.

Eu não creio que a declaração de Lídice se colocando como candidata signifique uma ruptura. É ela tentando construir a candidatura dela por dentro do grupo como fazem outros candidatos. Agora, se Eduardo Campos decidir que vai ser candidato a presidente d arepública em 2014 evidentemente que o quadro será outro, porque ele rompe uma aliança que vem desde a ‘Frente Brasil Popular’, e lança a candidatura, que é um direito dele, apesar de entender e dizer a ele que isso é precipitado, eu acho que a naturalidade da política é a Dilma para reeleição, e se ele romper, vamos ver a conseqüência disso aqui na Bahia.

Mas é difícil por enquanto falar de cenário, se o cenário não está dado. Eu acho e sinto que o grupo político tem uma vontade muito grande de se manter unido na eleição de 2014, e não acho que vá haver ruptura.

Confira áudio da entrevista

Sobre Carlos Augusto 9514 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).