Deputado Carlos Geilson cobra novas escolas em Feira de Santana e soluções para universidades estaduais

Quase sete anos de gestão do governador Jaques Wagner na Bahia e nenhuma nova escola estadual construída em Feira de Santana. A observação foi feita pelo deputado estadual Carlos Geilson (PTN), durante reunião da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa com o secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, nesta terça-feira (14/05/2013).

O parlamentar perguntou ao secretário se o município não tem demanda ou se os governos anteriores já contribuíram o bastante com a educação feirense. Geilson também questionou a liberação incompleta de verba para o curso de medicina da Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (Uesb) – estavam previstos R$ 5 milhões e só 400 mil foram liberados – e a possibilidade desta e de outras universidades estaduais entrarem em greve.

Professores da Uesb, Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e de Santa Cruz (Uesc) reivindicam do Estado a incorporação da gratificação das Condições Especiais de Trabalho (CET), com pagamento parcelado de 9%, concedido nos meses de maio e novembro, e última parcela (5,2%) em dezembro deste.

De acordo com Osvaldo Barreto, no Centro de Feira de Santana não há necessidade de novas escolas estaduais e há, inclusive, unidades de ensino “vazias”. Quanto aos demais bairros, o secretário disse que o Estado teve dificuldade para conseguir áreas, mas na gestão municipal passada a Prefeitura doou duas, onde serão construídas novas escolas. Uma delas é no Viveiros.

Sobre a situação do curso de Medicina da Uesb, o secretário Barreto informou que há dois na mesma universidade – um em Jequié, outro em Vitória da Conquista – e o principal problema deles é a falta de profissionais para ministrarem as aulas. “Todo mundo sabe da carência de  médicos no Brasil e da dificuldade para se contratar esses profissionais”, frisou.

Já sobre a possibilidade de greve, Barreto afirmou que o governo está conversando com os professores, já fez uma proposta que foi recusada e uma contraproposta está sendo avaliada. “Estamos acompanhando a situação e tentando chegar a um acordo com as categorias”, assinalou.

Carlos Augusto
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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).