Seca na Bahia: Deputado José Neto diz que “oposição tem que deixar de fazer discurso fácil e apresentar soluções para ajudar na situação do Estado”

Deputado José Cerqueira Neto (Zé Neto) discursa no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Deputado José Cerqueira Neto (Zé Neto) discursa no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Deputado José Cerqueira Neto (Zé Neto) discursa no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Deputado José Cerqueira Neto (Zé Neto) discursa no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

“A Bahia vive a pior seca dos últimos 50 anos”. Essa foi a frase repetida várias vezes durante sessão especial promovida nesta quarta-feira (17/04/2013), cujo tema foi A seca e seus feitos na Bahia. O encontro, proposto pela presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria e o deputado estadual Cacá Leão, teve por objetivo reunir deputados, prefeitos, associações e representantes de órgãos públicos para que, juntos, encontrem alternativas para minimizar os efeitos da seca que vem assolando o Estado.

Cacá Leão ressaltou a importância da audiência publica e do trabalho que vem sendo executado pelo governo para ajudar nessa questão. “Sabemos da luta dos governos estadual e federal, e da Casa em relação à seca que atinge a Bahia. São mais 200 municípios em situação de emergência, e por conta disso, a presidente Dilma aumentou a doação de recurso em R$ 9 bilhões”.

A presidente da UPB disse que a ideia de reunir os prefeitos foi compartilhar com os deputados as necessidades dos municípios.

“Viemos aqui para cada prefeito buscar sensibilizar os deputados para que junto ao governo do Estado, sejam colaboradores para amenizar a seca. É preciso fazer obras estruturantes, criar alternativas para que a população tenha como sobreviver. É necessário se ter agilidade para chegar os recursos a quem precisa”, enfatizou a presidente da UPB.

Presente na audiência, o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, destacou ações que vem sendo desenvolvidas pelos governos federal e estadual e projetos futuros para colaborar na diminuição do problema.

“Em toda a minha vida na agricultura, nunca vi uma situação dessa na Bahia. Já rodei mais 250 cidades e, infelizmente, vamos levar décadas para recuperar a agropecuária baiana. Mas o governo do Estado, desde o momento que a situação da seca começou a se agravar, decidiu criar um comitê de convivência com esse problema, se reunindo semanalmente. Um comitê que se torna itinerante também, já que realiza visitas aos municípios para acompanhar e buscar soluções na diminuição da seca”, disse.

Na oportunidade, o deputado estadual líder do governo na AL-BA, Zé Neto (PT) salientou a aprovação, por unanimidade dos deputados, de 50 milhões de dólares – através do Projeto de Lei nº 20.225/2013, de autoria do Estado – na noite de ontem para financiar o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável na Região Semiárida da Bahia – PROSEMIÁRIDO. “Esse aprovação é para ser comemorada, pois vivemos um momento muito difícil e precisamos pensar em colaborar para amenizar esse sofrimento da seca no nosso Estado”, disse.

Zé Neto também lembrou que, até o final do governo Wagner, R$ 7 bilhões de investimentos terão sido feitos pela Embasa. “Ainda não é o suficiente, queremos fazer muito mais e, para que isso ocorra, precisamos ajudar a otimizar a função do Estado, sair dessa audiência apresentando documento com propostas sérias, respeitando o povo baiano. Defendo com muito vigor o projeto do governador Wagner e torço para que desse encontro, saiam proposições que tragam soluções para a Bahia. A oposição tem que deixar de fazer discurso fácil e apresentar soluções para ajudar na situação do nosso Estado”, frisou.

Ações do governo 

De acordo com Eduardo Salles, o governo do Estado está trabalhando no desenvolvimento de ações emergenciais voltadas para o produtor que não tem condições de pagar débitos, seja de investimentos ou de custeio, que tenham sido tomados há anos atrás e que tem parcelas vencidas ou vincendas de 2012, 2013 e 2014. “Pleiteamos isso no governo federal, foi aprovado, e agora foi feito uma nova reedição ainda melhor. Falo dos passivos, que agora tem condições de serem pagos, no período de três anos”, sinalizou.

“Conseguimos a instalação de mais novos polos para pulverizar a entrega de milho para diversos municípios, como o Feira de Santana, onde serão construídos dois armazéns e doadas 1.500 toneladas de milho”, disse o secretário.

Salles também falou sobre a produção de 1 milhão de mudas de palma que será realizada em Juazeiro, além de R$ 22 milhões para a construção de barragens subterrâneas no interior da Bahia, ele também citou o Seguro Garantia Safra, através do qual foram criados seis mil novos seguros e estão sendo criados mais 210 mil. “A situação do agricultor poderia ser pior se o governo do Estado não tivesse criado esse seguro”, disse.

Deputado Carlos Gaban diz que recursos da seca foram mal aplicados pelo governo  

O vice-líder da oposição na Casa, deputado Carlos Gaban (DEM), afirmou que foram mal aplicados os investimentos de aproximadamente R$ 4 bilhões anunciados pelo governador Jaques Wagner, para programas de aumento da oferta de água e de convivência com a seca.

“Esses recursos, no mínimo, foram muito mal aplicados, pois nenhuma barragem foi construída nesses seis anos de Governo Wagner. Temos grandes cidades como Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim e Campo Formoso com problema de racionamento de água. Em Bonfim, por exemplo, os moradores estão disputando uma lata d’água a noite porque a água está sendo distribuída na cidade em carro pipa”, relatou Gaban.

Para o deputado, a perenização dos rios pode se constituir como um fator decisivo na garantia do abastecimento de água nos municípios do interior baiano, além da construção de barragens para aumentar a capacidade de armazenamento e possibilitar a implantação de projetos de irrigação, dando condições ao pequeno produtor de permanecer no seu local de trabalho com dignidade.

Simões critica descaso político do governo com a seca 

O líder do PMDB/DEM na Assembleia Legislativa, deputado Luciano Simões, criticou o tratamento dado pelo governo às questões relacionadas a seca que atinge 70% do território baiano. De acordo com o parlamentar, o Executivo disponibiliza cerca de R$ 525 mil por dia, através da Secretaria de Comunicação Social, para empresas de publicidade.

“Por isso o dinheiro não chega nos municípios e nem vai chegar. Esse dinheiro está na propaganda que vocês assistem na televisão, mas deveria ser destinado para a saúde, segurança pública e para a própria seca”, disse Simões. O deputado ainda ressaltou que, em 2012, o Governo do Estado chegou a destinar R$ 1 bilhão e 600 milhões a Organizações Não Governamentais (ONGs) do interior.

“O governo não respeita as prefeituras. Esse dinheiro da seca era para ir para a prefeitura e, junto com o sindicato dos trabalhadores e produtores rurais de cada cidade, ela decidir o seu uso. Os prefeitos estão sendo desmoralizados em seus municípios e o dinheiro do Governo Federal está sendo roubado”, disparou Luciano Simões.

“A Bahia vive a pior seca dos últimos 50 anos”. Essa foi a frase repetida várias vezes durante sessão especial promovida nesta quarta-feira (17/04/2013), cujo tema foi A seca e seus feitos na Bahia. O encontro, proposto pela presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria e o deputado estadual Cacá Leão, teve por objetivo reunir deputados, prefeitos, associações e representantes de órgãos públicos para que, juntos, encontrem alternativas para minimizar os efeitos da seca que vem assolando o Estado.

Cacá Leão ressaltou a importância da audiência publica e do trabalho que vem sendo executado pelo governo para ajudar nessa questão. “Sabemos da luta dos governos estadual e federal, e da Casa em relação à seca que atinge a Bahia. São mais 200 municípios em situação de emergência, e por conta disso, a presidente Dilma aumentou a doação de recurso em R$ 9 bilhões”.

A presidente da UPB disse que a ideia de reunir os prefeitos foi compartilhar com os deputados as necessidades dos municípios.

“Viemos aqui para cada prefeito buscar sensibilizar os deputados para que junto ao governo do Estado, sejam colaboradores para amenizar a seca. É preciso fazer obras estruturantes, criar alternativas para que a população tenha como sobreviver. É necessário se ter agilidade para chegar os recursos a quem precisa”, enfatizou a presidente da UPB.

Presente na audiência, o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, destacou ações que vem sendo desenvolvidas pelos governos federal e estadual e projetos futuros para colaborar na diminuição do problema.

“Em toda a minha vida na agricultura, nunca vi uma situação dessa na Bahia. Já rodei mais 250 cidades e, infelizmente, vamos levar décadas para recuperar a agropecuária baiana. Mas o governo do Estado, desde o momento que a situação da seca começou a se agravar, decidiu criar um comitê de convivência com esse problema, se reunindo semanalmente. Um comitê que se torna itinerante também, já que realiza visitas aos municípios para acompanhar e buscar soluções na diminuição da seca”, disse.

Na oportunidade, o deputado estadual líder do governo na AL-BA, Zé Neto (PT) salientou a aprovação, por unanimidade dos deputados, de 50 milhões de dólares – através do Projeto de Lei nº 20.225/2013, de autoria do Estado – na noite de ontem para financiar o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável na Região Semiárida da Bahia – PROSEMIÁRIDO. “Esse aprovação é para ser comemorada, pois vivemos um momento muito difícil e precisamos pensar em colaborar para amenizar esse sofrimento da seca no nosso Estado”, disse.

Zé Neto também lembrou que, até o final do governo Wagner, R$ 7 bilhões de investimentos terão sido feitos pela Embasa. “Ainda não é o suficiente, queremos fazer muito mais e, para que isso ocorra, precisamos ajudar a otimizar a função do Estado, sair dessa audiência apresentando documento com propostas sérias, respeitando o povo baiano. Defendo com muito vigor o projeto do governador Wagner e torço para que desse encontro, saiam proposições que tragam soluções para a Bahia. A oposição tem que deixar de fazer discurso fácil e apresentar soluções para ajudar na situação do nosso Estado”, frisou.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).