Produtores de ostras de Cachoeira vão beneficiar produção

Vista aérea das cidades de Cachoeira e São Felix.
Vista aérea das cidades de Cachoeira e São Felix.

Os produtores de ostras do recôncavo baiano recebem na próxima quarta-feira, 10 de abril, uma importante ferramenta para aumentar suas rendas e melhorar a qualidade dos seus produtos: uma depuradora de moluscos. O equipamento será entregue pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), e beneficiará mais de 20 famílias produtoras da região do Santiago do Iguape, em Cachoeira. A depuradora purifica as ostras e elimina possíveis bactérias que possam estar presentes no animal.

“O cultivo de ostras na Bahia é uma excelente alternativa de renda para pescadores artesanais devido à intensa exploração desse recurso pesqueiro pela mariscagem”, enfatiza o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, informando que o potencial baiano para a ostreicultura é promissor e os resultados já alcançados apontam uma linha de crescimento para a atividade quando alinhada aos aspectos ambientais.

“A depuradora de moluscos tem capacidade de processar 60 dúzias de ostras a cada 48h e, além dos benefícios higiênicos-sanitários, também agrega valor aos produtos. O aumento na renda das famílias pode ser de até 100%”, explica o biólogo da Bahia Pesca, Brunno Falcão.

O produtor Nilton Silva aguarda com ansiedade a chegada do equipamento. “A comunidade depende das ostras para seu sustento e a depuradora vai melhorar o que vendemos, aumentando o preço e a clientela”, afirma Silva.

Como o cativeiro fica no ambiente onde as ostras vivem, a fonte de alimentação é natural. Os criadores não precisam gastar com ração. A Bahia Pesca fornece todos os equipamentos e faz visitas de assistência técnica para acompanhar os trabalhos, além de realizar o controle de qualidade das ostras. O projeto produz anualmente 12 mil dúzias do molusco.

A comunidade do Iguape cultiva ostras com o apoio de técnicos da Bahia Pesca desde 2007. Os moluscos são retirados do fundo dos estuários ainda pequenos, na chamada fase de semente. Depois são colocados em “travesseiros” e colocadas no mar, onde vão se alimentar e crescer até 80 milímetros. De acordo com Brunno, os moluscos se alimentam através da filtração da água e não provocam nenhum tipo de alteração no meio ambiente.

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