Sistema Metroviário Salvador – Lauro de Freitas: Senador Walter Pinheiro critica ex-prefeito João Henrique e lembra que desde 2009 governo pleiteava transferência

Walter Pinheiro: “Lembro que, em 2009, eu até vivenciei um momento de tristeza, porque eu era o Secretário de Planejamento e o prefeito da época da cidade de Salvador não concordava com esse projeto. E uma das propostas em que eu insistia muito era a transferência do metrô para o Estado”
Walter Pinheiro: “Lembro que, em 2009, eu até vivenciei um momento de tristeza, porque eu era o Secretário de Planejamento e o prefeito da época da cidade de Salvador não concordava com esse projeto. E uma das propostas em que eu insistia muito era a transferência do metrô para o Estado”

Em pronunciamento no Senado na tarde desta quinta-feira (11/09/2013), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) revelou que o impasse na transferência da gestão do metrô de Salvador, do Município para o Estado, vem desde o início do governo Wagner. “Lembro que, em 2009, eu até vivenciei um momento de tristeza, porque eu era o Secretário de Planejamento e o prefeito da época da cidade de Salvador não concordava com esse projeto. E uma das propostas em que eu insistia muito era a transferência do metrô para o Estado”, disse.

Pinheiro comemorou o acordo em curso entre Prefeitura e Estado e sentiu-se particularmente contemplado com os investimentos de R$ 1 bilhão para obras de vias estruturantes na capital baiana anunciados pela presidente Dilma Rousseff na recente inauguração da Arena Fonte Nova.

“Falo com alegria, porque tive a oportunidade de trabalhar no nascedouro dessas propostas”, disse o senador, citando a ampliação do metrô com a linha 2, a transferência também dos trens do subúrbio, a mudança da estação rodoviária e do Detran, viadutos e outras grandes intervenções viárias para mobilidade urbana da capital baiana e da sua região metropolitana.

“E agora podemos, efetivamente, consertar esse erro de 13 anos – é um projeto que já nasceu errado –, consolidar outra matriz e fazer essa transferência da gestão para o Estado da Bahia, porque o Estado pode fazer essa gestão. Não é só pela questão da condução da gestão, mas porque Salvador, pelo seu corte de arrecadação, não tem condição de bancar ou de subsidiar uma estrutura de metrô”, afirmou Pinheiro.

Ele citou também a ligação entre a estação de Pirajá e Cajazeiras: “Na medida em que concluirmos o segundo tramo, o trecho do Acesso Norte, até a estação Pirajá, que passa a ser operada pelo Estado, e da estação Pirajá até a nova rodoviária e até a 29 de Março, dentro de Cajazeiras, comportará, tranquilamente, uma proposta de trilhos, como também já havíamos feito isso enquanto proposta nos anos de 2009 e 2010 no Governo do Estado”.

Pinheiro informou que o Governo da Bahia terá que aportar R$150 milhões de subsídios para a questão tarifária do metrô e concluiu: “Se o Prefeito tivesse aceitado, em 2009, a nossa proposta, talvez hoje já estivéssemos preparados para inaugurar o metrô para a Copa do Mundo em 2014. Lamentavelmente, ele não quis fazer isso”.

Sobre Carlos Augusto 9516 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).