Mandato de Zé Neto discute com Sindicato dos Trabalhadores Rurais medidas para diminuir efeitos da seca em Feira de Santana

Membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana durante reunião

Membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana durante reunião.

Ficou decidido que será criado um conselho para acompanhar, cobrar e fiscalizar as ações de mitigação da seca, além de elaborar uma pauta de reivindicações, dentre outras decisões

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana (STRFS) realizou, nesta terça-feira (16/04/2013), uma reunião para tratar do plano de medidas para diminuir os efeitos da pior estiagem das últimas décadas.

O mandato do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto (PT), representado pelo chefe de gabinete Tarcísio Branco, participou da reunião, reafirmando o compromisso em ajudar a população do campo a acelerar a captação de recursos para mitigar os efeitos da estiagem e, em nome do deputado, se comprometeu a encaminhar as demandas com rapidez e ir a campo ver se as soluções apontadas são viáveis.

Tarcísio cobrou objetividade e propôs que os sindicatos acompanhem de perto o trabalho das associações que receberam máquinas do governo para limpeza de aguadas, por exemplo. Além disso, relembrou a necessidade de as prefeituras estarem com os débitos regularizados, para possibilitar convênios com o governo Federal e, assim, receber recursos. “Nesses momentos, tem que ficar claro o papel de cada um, para que a gente possa saber de quem cobrar cada conta. O objetivo é o mesmo para todos: melhorar as condições de vida da população do semiárido”, disse.

O presidente do STRFS, Zé Grande, frisou que o convite foi feito a representantes de diversos grupos interessados, para que seja elaborada uma pauta que contemple a todos. “Vamos criar uma pauta em concordância com todos os atores deste processo. Nosso povo precisa de oportunidades e condições para produzir e temos vários parceiros que podem ajudar”, ressaltou.

Para o diretor do Sindicato dos Produtores Rurais de Feira de Santana, Beto Falcão, é importante que as questões político-partidárias fiquem de lado em nome do bem comum, que é ajudar aos produtores e trabalhadores do campo a passarem por este momento de dificuldade, referindo-se à última reunião ocorrida na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, que, segundo ele, foi usada por alguns como palco político.

O vereador feirense Beldes Ramos (PT), também destacou a importância de não transformar o problema em movimento político. O vereador cobrou objetividade para que as soluções sejam encontradas com mais rapidez e pediu a união entre as esferas municipal, estadual e federal. O edil se colocou à disposição para, em conjunto com o deputado Zé Neto, intermediar os diálogos com o governo estadual.

Luiz Américo, agente voluntário da Defesa Civil, lembrou que a oficialização do estado de emergência facilita as ações, pois elimina alguns processos burocráticos. Mas, ainda assim, é preciso que a cidade esteja organizada para receber a ajuda. “O recurso existe, mas existem trâmites e Feira pode não estar nos padrões estabelecidos pelo governo Federal”, advertiu.

Já Vandalva de Oliveira, representante do MOC, ressaltou que os governos estadual e federal têm trabalhado pelos que sofrem com a seca, mas, ainda assim, é preciso mais ações porque a estiagem atingiu boa parte do Estado. Ela propôs a criação de uma comissão permanente para monitorar e cobrar ações dos órgãos competentes.

Resoluções

A reunião rendeu algumas deliberações para serem concretizadas já nos próximos dias. A primeira é criar, com a sociedade civil, um conselho para acompanhar, cobrar e fiscalizar as ações de mitigação da seca, além de elaborar uma pauta de reivindicações. Outra decisão é fazer um levantamento do orçamento municipal de Feira de Santana, para saber onde há recursos que possam ser revertidos para financiar as medidas emergenciais para ajudar os que sofrem em decorrência dos efeitos da estiagem. E, por fim, ficou decidida a convocação de uma audiência com as autoridades para apresentar as demandas sistematizadas e sair de lá com ações definidas.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).