Leilões da CONAB são primeiro passo para envio de milho à Bahia

Companhia Nacional de Abastecimento
Companhia Nacional de Abastecimento.
Companhia Nacional de Abastecimento
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comercializou 22 mil toneladas de milho, das 24.700 mil postas em leilão para atendimento aos produtores e criadores rurais da região Nordeste, na última sexta-feira (19/04/2013). Na próxima sexta-feira (26) está previsto mais um leilão.

A boa notícia é que 80 mil toneladas de milho chegarão à Bahia entre os meses de abril e maio, para serem comercializados por meio do programa venda balcão, da Conab, com o limite máximo de seis mil quilos por produtor. Na Bahia, o milho deverá ser entregue nos 22 pólos de venda instalados na Bahia.

A operação segue o modelo anunciado pela presidente Dilma Rousseff e definido na Medida Provisória Nº 610, de 2 de abril de 2013. O documento estabelece que o produto deve ser adquirido a granel e entregue pelo vendedor em cinco portos do Nordeste.

Audiência pública

A chegada do milho à Bahia foi informada pelo secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a prefeitos e deputados, durante audiência pública com tema “A Seca e Seus Efeitos na Bahia”, realizada na última quarta-feira (17), na Assembléia Legislativa da Bahia. Na ocasião, Salles destacou várias ações de convívio com a seca que estão sendo implementadas pelo governo do Estado, como por exemplo, o aumento no número de armazéns que estocam o milho na Bahia, que saiu de 9 para 22.

De acordo com Eduardo Salles, a concentração dos armazéns em poucos municípios dificultava a vida do criador. “Alguns criadores que precisavam adquirir 10 sacos de milho tinham que percorrer até 500 km, uma situação difícil e que nós precisávamos resolver com a instalação de novos pólos de venda”, explicou.

Salles também lembrou, na ocasião, das dificuldades da chegada do milho ao Nordeste, oriundo dos armazéns do Centro-Oeste do país, localizados em Goiás, Mato Grosso. A partir dos leilões que estão sendo realizados, 20 mil toneladas de milho chegarão ao porto de Salvador para depois ser distribuído, dando maior celeridade ao processo de entrega, e as outras 60 mil t, virão ensacadas, mas será comprada já do Oeste da Bahia e da região do “Mapitoba”, que reúne a primeira sílaba dos estados que a compõem: Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, onde a colheita do milho já foi iniciada, disse.

Ações emergenciais

Durante sua explanação na Assembléia Legislativa, o secretário de Agricultura anunciou a abertura de Biofábrica de Palmas, em Juazeiro, entre outras ações emergenciais para o convívio com a seca.

Segundo Salles, com a abertura da Biofábrica a previsão é produzir cerca de 1 milhão de mudas de palma por mês, garantindo alimentação animal em períodos de estiagem.  O investimento é de R$ 1,3 milhão oriundo do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep).

O secretário falou ainda da implantação de unidades multiplicadoras de palmas da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), nos municípios baianos, da sugestão enviada ao governo federal para a elaboração do PAC Semiárido, da realização do SOS Seca e citou outras ações, como a construção de barragens subterrâneas, expansão do Garantia Safra e do Bolsa Estiagem, medidas complementares do governo estadual, para viabilizar a estruturação do Semiárido para o período de estiagem.

Uma das iniciativas citadas pelo secretário para minimização dos efeitos da seca foi a criação do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, que se reúne semanalmente, e realiza reuniões itinerantes pelo Estado, com o objetivo de ouvir a população e promover ações emergenciais.

De acordo com dados homologados pelos governos estadual e federal, cerca de 230 municípios decretaram situação de emergência. Mas os prefeitos acreditam que esta seca é a pior dos últimos anos, visto que, o número de municípios em situação de calamidade tende a aumentar.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9373 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).