Governo adotará as medidas necessárias para conter a inflação, mesmo que impopulares

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje (12/04/2013) que o governo federal não permitirá o aumento da inflação no país, mesmo que medidas consideradas impopulares sejam necessárias. “Elevamos os juros em 2010, época de eleições”, lembrou. “Combater a inflação sempre será uma prioridade”, acrescentou.

Mantega disse que para conter a alta de preços poderão ser implementados vários tipos de medidas e que a elevação da taxa de juros seria apenas uma delas. “Mas isso só se o Copom [Comitê de Política Monetária], se o Banco Central [BC] considerar conveniente” declarou. Ele destacou que a tomada de decisão sobre juros cabe apenas ao BC. “Cada um faz a sua parte, mas eu não sei o que vai acontecer com os juros, nem quero saber.”

De acordo com o ministro, a preocupação com o aumento da inflação ocorre em função, principalmente, da alta dos preços dos alimentos. Segundo ele, o choque de oferta provocado pela seca do ano passado nos Estados Unidos e no Brasil encareceu as commodities.

Além disso, os alimentos como o tomate, a cebola e a farinha de mandioca foram afetados pela a irregularidade de chuvas. “Estamos já terminando o regime de chuvas e entrando nas safras, que vão despejar toneladas de alimentos [no mercado]”, ressaltou o ministro.

Outro fator que faz Mantega acreditar que a inflação será menor em 2013 é que o país não deve enfrentar a desvalorização do câmbio brasileiro, como ocorreu no ano passado. “Esses são dois fatores que vão favorecer uma inflação menor em 2013”, reiterou o ministro, que participou de seminário em São Paulo promovido pela Revista Brasileiros.

Tombini: “Não haverá tolerância com a inflação”

 “Não haverá tolerância com a inflação”, assegurou hoje (12) o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, no Rio de Janeiro, onde participa da 25ª Reunião de Presidentes de Bancos Centrais da América do Sul. 

Indagado sobre a possibilidade de elevação dos juros básicos em função de pressão inflacionária, Tombini respondeu que “o BC não fala sobre reuniões futuras”, referindo-se à próxima do Comitê de Política Monetária (Copom), programada para os dias 16 e 17 deste mês.

O presidente do BC destacou que o banco está atento aos movimentos na economia. “Estamos, neste momento, monitorando atentamente todos os indicadores e, obviamente, no futuro, vamos tomar decisões sobre o melhor curso para a política monetária”.

Ele explicou que o encontro de presidentes de BCs da América do Sul era realizado no âmbito do Mercosul e, este ano, foi ampliado. Da reunião participam nove titulares de BCs, incluindo o Brasil. “Essa é uma oportunidade para que sejam trocadas impressões sobre a economia internacional, a economia da região como um todo e a de cada país”, concluiu.

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