Feira de Santana: vereador Pablo Roberto diz que governo de Ronaldo não é transparente e que se configura em um quarto mandato. Confira a entrevista

Pablo Roberto: acho que não são 100 dias, acho que são 4.480 dias. Porque eu entendo que esse governo de Ronaldo é o quarto governo.
Pablo Roberto: acho que não são 100 dias, acho que são 4.480 dias. Porque eu entendo que esse governo de Ronaldo é o quarto governo.
Pablo Roberto: Se tivesse transparência existiria uma página na internet dizendo quantos funcionários tem, quanto recebem cada um, os valores dos contratos, quais os gastos correntes, quanto se gasta com a contratação de carros, shows, etc.
Pablo Roberto: se tivesse transparência existiria uma página na internet dizendo quantos funcionários tem, quanto recebem cada um, os valores dos contratos, quais os gastos correntes, quanto se gasta com a contratação de carros, shows, etc.
Pablo Roberto: acho que não são 100 dias, acho que são 4.480 dias. Porque eu entendo que esse governo de Ronaldo é o quarto governo.
Pablo Roberto: acho que não são 100 dias, acho que são 4.480 dias. Porque eu entendo que esse governo de Ronaldo é o quarto governo.

100 dias depois de ter chegado ao poder, no terceiro mandato, quarto se considerarmos que o governo de Tarcízio Pimenta foi formado, na maior parte, por liderados de José Ronaldo (DEM), o prefeito de Feira de Santana tem pouco a comemorar. Um sistema de transporte ineficiente, ruas e praças ocupadas pelos ‘Sem Terras Comerciais Urbanos (STCU)’, construção irregular de edificações, modelo educacional e de saúde ineficientes, falta de planejamento urbano, e para completar o quadro, falta de transparência na gestão dos gastos públicos municipais.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, o campeão de votos da eleição de 2012, vereador Pablo Roberto (PT) dispara na crítica e fala que tem dificuldades em acesso a informação, o que demonstra a pouca transparência do governo de José Ronaldo.

“É uma luta para se aprovar um requerimento. A Lei de responsabilidade fiscal a Lei 12.527/2011 possibilitam que qualquer pessoa do povo possa solicitar informações, sem ter que fundamentar uma justificativa. Isso tem sido feito, nós encaminhando alguns ofícios, algumas solicitações, e estamos aguardando que a prefeitura municipal. Esperamos que ela faça cumprir o que estabelecem as Leis. Caso contrário, seremos obrigados a representar contra o secretário, ou até mesmo o chefe do executivo, conforme fala a Lei, por improbidade administrativa.”

Pablo Roberto aborda a falta de transparência que na administração de Ronaldo :

“Se tivesse transparência existiria uma página na internet dizendo quantos funcionários tem, quanto recebem cada um, os valores dos contratos, quais os gastos correntes, quanto se gasta com a contratação de carros, shows, etc.  Não aquele ‘extratozinho’ que eles disponibilizam, sem informações explicativas. O governo municipal tem que ser mais transparente, tem que divulgar mais as informações. Existe uma caixa preta nos gastos municipais.”

Quanto aos 100 dias de Governo de José Ronaldo, Pablo Roberto afirma:

“Acho que não são 100 dias, acho que são 4.480 dias. Porque eu entendo que esse governo de Ronaldo é o quarto governo. Ele Foi eleito duas vezes prefeito, depois veio Tarcízio Pimenta, que foi continuidade dos governos de Ronaldo. As nomeações que José Ronaldo tem publicado diariamente para os cargos de confiança da prefeitura tem mostrado isso, são as mesmas figuras que estavam nos dois primeiro governos e no terceiro governo de Tarcízio. Agora estão retornando. Eu acredito que avaliação não é positiva, até porque ainda não foram dadas as respostas aos problemas sociais nesses 100 dias de governo do Democratas.”

Com ralação aos problemas que a população enfrenta, Pablo Roberto explica:

O prefeito mandou fazer uma pesquisa e identificou que o maior problema que a sociedade feirense enfrenta e a situação do transporte. Nós estamos todos os dias assistindo ônibus pegar fogo, ônibus com problemas mecânicos, ônibus saltando as rodas, e a prefeitura não respondeu a sociedade feirense. O que de fato ele está fazendo para enfrentar isso? Não entendo porque essa benevolência toda com as empresas que fazem o transporte urbano.”

Com relação à estiagem e a micareta, Pablo Roberto comenta:

“A micareta de Feira tem importância. É uma festa que faz parte do calendário, não apenas Feira de Santana, mas da Bahia. Agora o governo municipal também precisa dar importância devida a questão da seca. Eu tenho assistido na câmara todos os dias apenas acusações dos governistas, que ‘tiram o braço da seringa’ dizendo que a responsabilidade é do governo do estado, do governo federal e não tenho visto também ações efetivas da prefeitura.

Nós não defendemos em momento algum na que não acontecesse festa de Micareta. A festa tem uma importância. Na minha avaliação, acho que ela deve acontecer. Agora o que deveria ser discutido e refletido seria a data. Aguardar um pouco, esperar minimizar essa situação da seca, e a partir daí, pensar essa grande estrutura, esse direcionamento de um grande montante de recursos para realização da Micareta.”

Sobre Carlos Augusto 9449 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).