Deputado Paulo Azi denuncia: 129 municípios baianos entraram em colapso de abastecimento de água

Paulo Azi: “Todos nós sabemos que o enfrentamento da seca, que é um fenômeno climático recorrente, tem que se dá de forma permanente e constante ao longo de anos e talvez de décadas”
Paulo Azi: “Todos nós sabemos que o enfrentamento da seca, que é um fenômeno climático recorrente, tem que se dá de forma permanente e constante ao longo de anos e talvez de décadas”
Paulo Azi: “Todos nós sabemos que o enfrentamento da seca, que é um fenômeno climático recorrente, tem que se dá de forma permanente e constante ao longo de anos e talvez de décadas”
Paulo Azi: “Todos nós sabemos que o enfrentamento da seca, que é um fenômeno climático recorrente, tem que se dá de forma permanente e constante ao longo de anos e talvez de décadas”

O deputado Paulo Azi, presidente do DEM-Bahia, se disse estarrecido com os dados levantados pela sua assessoria que apontam 129 municípios baianos em situação de colapso total ou parcial de abastecimento de água, enfrentando processo de racionamento e sendo atendidos apenas através de carros-pipa. O democrata, que presidiu boa parte da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira, 16, voltou à tribuna para denunciar a falta de planejamento e de gestão do governo do Estado que de forma “risível”, como frisou, vem enfrentando os transtornos da seca com construção de cisternas.

“ Todos nós sabemos que o enfrentamento da seca, que é um fenômeno climático recorrente, tem que se dá de forma permanente e constante ao longo de anos e talvez de décadas”, ponderou o parlamentar, lembrando que os governos anteriores, dos ex- governadores Cézar Borges e Paulo Souto, prosseguiram com ações iniciadas por ACM, de realização de obras e de estudos que se tivessem tido continuidade dotariam a Bahia de estrutura hídrica e de suporte adequado às populações que enfrentam hoje as longas estiagens.

Paulo Azi fez questão de detalhar os projetos de estudo das bacias hidrográficas realizados nos governos anteriores, todos já especificando as intervenções, as obras de barragens e de adutoras, além das obras de infraestrutura hídricas que, segundo ele, o atual governo simplesmente engavetou. “ O governo Wagner jogou em alguma gaveta qualquer do governo, importantíssimos estudos de gerenciamento de baciais, de identificação de sítios com viabilidade técnica para implantação de barramentos, optando pelo caminho da propaganda avassaladora de construção de cisternas”, criticou.

Geilson diz que Água para Todos deveria se chamar Racionamento para Todos 

Em tempos de seca, o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) criticou nesta terça-feira (16/04/2013), na Assembleia Legislativa o programa do Governo do Estado, Água para Todos. De acordo com o parlamentar – que durante esses meses visitou várias regiões castigadas pela seca -, a região do sisal está sofrendo por falta de água, o sertão também, até mesmo as duas maiores cidades do estado (Salvador e Feira de Santana) estão sofrendo pelo mesmo motivo.

“Água para Todos? Que todos? Só se for racionamento para todos. O semi-árido e a região sisaleira, principalmente, estão passando por sérios problemas de falta de água. O discurso do governo é um, mas nós baianos vivenciamos na pele outra realidade. O que vemos é a falta d’água, é a omissão e a letargia do governo”, frisou.

Geilson ainda falou que entre os governistas falam tanto em barragens, mas não se sabe quantas barragens, ou quantas cisternas, foram construídas na gestão Wagner. “Nós precisamos de números verdadeiros. O que esse governo fez de fato para combater a seca? O que esse governo tem muito é propaganda. O que esse governo tem muito é o marketing para tentar engabelar os baianos. Divulga números fantasiosos. É muita conversa e pouca ação”, alfinetou o parlamentar.

O deputado aproveitou para cobrar do governo o reajuste dos servidores públicos. “Em outros tempos o PT estaria aqui no plenário dando salto mortal cobrando o reajuste do servidor. Mas ninguém ouve mais nada por parte deles, apenas tentativas de explicações sem fundamentos. E, enquanto isso, os servidores estaduais baianos continuam esperando a boa vontade desse governo”, frisou.

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Sobre Carlos Augusto 9613 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).