Confira a íntegra do Programa Partidário do PSB, em que Eduardo Campos é apresentado como candidato

Partido Socialista Brasileiro apresenta Eduardo Campos com discurso crítico.
Partido Socialista Brasileiro apresenta Eduardo Campos com discurso crítico.
Partido Socialista Brasileiro apresenta Eduardo Campos com discurso crítico.
Partido Socialista Brasileiro apresenta Eduardo Campos com discurso crítico.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) exibiu nesta quinta-feira (25/04/2013) à noite, em cadeia nacional de rádio e TV, o seu primeiro programa partidário de 2013. O programa tem 10 minutos de duração e foi ao ar às 20h no rádio e às 20h30 na televisão. Como este não é um ano eleitoral, os socialistas devem produzir ainda um outro programa partidário, no segundo semestre.

O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, foi o âncora deste primeiro programa, que teve também como convidados os líderes do partido no Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), e na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (PSB/RS).

Campos defendeu um novo pacto pelo Brasil e os líderes falaram dos principais avanços obtidos pelo PSB no Congresso Nacional e nos estados que o partido governa. A mensagem principal é que é possível fazer mais com o dinheiro público, como comprovam esses bons resultados obtidos pelo PSB, que foi o partido que mais cresceu nas últimas eleições, em outubro de 2012.

Ao mesmo tempo, Eduardo Campos reiterou que o PSB é um partido que defende as suas alianças, mas não abre mão de ser um aliado participante e propositivo, “crítico até, quando a crítica é necessária”. Ele acredita que mudanças fundamentais para o país continuam sendo adiadas, a exemplo da Reforma Fiscal, da revisão do Pacto Federativo e da Reforma Política.

“Ou avançamos agora ou corremos o risco de regredir nas conquistas do nosso povo”, apontou o presidente Nacional do PSB. “É hora de fazer o Brasil crescer e, juntos, ganharmos 2013”.

Clique aqui para assistir ou confira abaixo a íntegra do Programa Partidário do PSB.

 O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, foi o âncora deste primeiro programa, que teve também como convidados os líderes do partido no Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), e na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (PSB/RS).

Eduardo Campos defendeu um novo pacto pelo Brasil e os líderes falaram dos principais avanços obtidos pelo PSB no Congresso Nacional e nos estados que o partido governa. A mensagem principal é que é possível fazer mais com o dinheiro público, como comprovam esses bons resultados obtidos pelo PSB, que foi o partido que mais cresceu nas últimas eleições, em outubro de 2012.

Ao mesmo tempo, Eduardo Campos reiterou que o PSB é um partido que defende as suas alianças, mas não abre mão de ser um aliado participante e propositivo, “crítico até, quando a crítica é necessária”. Ele acredita que mudanças fundamentais para o país continuam sendo adiadas, a exemplo da Reforma Fiscal, da revisão do Pacto Federativo e da Reforma Política.

Clique aqui para assistir ou confira abaixo a íntegra do Programa Partidário do PSB.

ABERTURA: LEMBRANDO OS 29 ANOS DAS DIRETAS JÁ!

No dia 25 de abril de 1984, todos os olhos do Brasil se voltaram para o Congresso Nacional.

Ali estava sendo decidido o direito básico de cada brasileiro escolher os seus presidentes.

 O direito de qualquer brasileiro se candidatar legitimamente a este cargo.

As eleições diretas só chegariam cinco anos depois.

Mas aqueles foram dias que mudaram a história do Brasil.

O poder não era do povo.

O tempo não era propício.

Mas lá estávamos todos.

Apostando num tempo novo, desafiando o impossível.

Lá estávamos todos.

Fortes e generosos no largo abraço da democracia.

Ali não havia diferenças, ali nada nos dividia.

Ninguém estava na praça por glória própria, ninguém estava ali por um partido.

Leonel (Brizola), Fernando (Henrique), Eduardo (Suplicy), Márcio (Covas), Dante (de Oliveira),

Orestes (Quércia), Miguel (Arraes), Tancredo (Neves), Ulysses (Guimarães), Luiz (Inácio/Lula).

Ali, como nunca, estavam unidos e confiantes os nossos melhores nomes, as nossas melhores esperanças.

As mulheres e os homens de um país.

·         EDUARDO CAMPOS:

O Brasil mudou muito nos últimos 30 anos.

Conquistamos o direito de eleger nossos governantes e construímos uma democracia sólida.

Elegemos um intelectual, um operário – um filho do povo – e a primeira mulher Presidente da República.

Alcançamos e mantivemos a estabilidade econômica.

Retiramos, juntos, mais de 20 milhões de brasileiros da miséria absoluta.

Todas essas mudanças só foram possíveis porque tivemos como alicerce um amplo pacto social e político.

Uma união de forças que o país exigiu toda vez que precisou passar para um novo patamar histórico.

E é isso que precisa acontecer agora.

Um pacto em torno de ideias e compromissos com o novo Brasil.

Avançamos, mas deixamos de fazer mudanças fundamentais.

Temos um Estado antigo, que ainda traz as marcas do atraso e do elitismo.

Um Estado que pouco tem avançado como provedor de serviços de qualidade e como agente de desenvolvimento.

Temos relações extremamente desiguais na divisão de recursos e responsabilidades entre a União, os estados e os municípios.

Ou avançamos agora ou corremos o risco de regredir nas conquistas do nosso povo.

Temos que ter a humildade de admitir e a coragem de enfrentar os problemas que estão aí, batendo à nossa porta.

O Brasil precisa dar um passo adiante.

E nós do PSB vamos dar este passo junto com o Brasil.

·         NARRAÇÃO INSTITUCIONAL:

Nós somos o país do Pré-Sal.

Mas gastamos R$ 3 bilhões por ano para importar gasolina.

Somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

Mas falta infraestrutura para estocar e transportar a nossa produção.

Temos a matriz energética mais limpa do planeta.

Mas gastamos R$ 400 milhões por mês para manter termoelétricas poluidoras.

Tiramos 20 milhões de brasileiros da pobreza.

Mas nos arredores do Distrito Federal, no Vale do Jequitinhonha, no Semi-árido, no Vale do Ribeira, temos um país que ainda não chegou ao século XXI.

Abrimos as portas da Universidade para brasileiros que nunca tiveram acesso ao Ensino Superior.

Mas faltam creches, e no Ensino Fundamental, precisamos melhorar muito.

Temos um país que nos estimula.

E dentro dele um país que nos pede para fazer mais.

·        EDUARDO CAMPOS:

Essa responsabilidade não é apenas do Governo Federal.

É também dos estados e municípios, que precisam adotar uma nova prática política, com mais transparência e participação popular.

Mas a verdade é que faltam recursos aos estados e municípios.

Um dinheiro que, hoje, está mais concentrado nos cofres da União.

Mesmo assim, os estados e os municípios estão investindo mais do que o Governo Federal em setores como a Educação e a Saúde.

Por mais que se faça, o dinheiro ainda é pouco.

E quem paga mesmo a fatura é a população que fica desassistida.

·         NARRAÇÃO INSTITUCIONAL:

Em 1988, a União repassava a estados e municípios 76% de tudo o que arrecadava.

Hoje, esse repasse é de apenas 36%.

Veja o exemplo da Saúde. Em 1980, a União era responsável por 75% dos recursos destinados à Saúde, enquanto os estados e municípios entravam com 25%.

Hoje, o repasse da União desceu aos 45%, e os estados e municípios arcam com 55%.

·         EDUARDO CAMPOS:

Agora, não podemos transformar essa discussão numa queda de braço entre a União, os estados e os municípios.

A responsabilidade é de todos.

O país é um só.

O povo é um só.

E o nosso compromisso tem que ser com todo o Brasil.

·         DEPOIMENTOS DE PESSOAS DO POVO:

No começo, era como se eu não existisse.

O Brasil, que se dizia moderno, insistia em não me ver.

Como se eu fosse um peso, uma carga.

Precisei de muita ajuda, para comer.

Pra ter uma casa.

Vencer a pobreza foi uma grande vitória.

Agora, eu quero crescer.

Eu quero ser tratada com dignidade.

Eu quero um bom atendimento quando eu precisar de um hospital.

Quero que o meu filho tenha escola pública de qualidade.

A oportunidade que eu não tive.

Só assim eu vou dar um passo adiante.

Só assim eu vou vencer a pobreza de verdade.

Uai, eu, e muitos milhões de brasileiros, né?

·         POLÍTICOS DO PARTIDO

1)  Senador Rodrigo Rollemberg  (PSB/DF), líder do partido no Senado:

Agora, os empregados e as empregadas domésticas têm os mesmos direitos de todos os trabalhadores brasileiros.

Nossa senadora Lídice da Mata (PSB/BA) foi a relatora dessa importante proposta.

Um avanço que nós do PSB defendemos com muita firmeza no Congresso.

A PEC das domésticas é o exemplo de muitos outros desafios que ainda temos que enfrentar para fazer do Brasil um país mais justo e mais igual.

Esse Brasil, nós vamos construir junto com você.

2)  Deputado Federal Beto Albuquerque (PSB/RS) , líder do partido na Câmara:

Na Educação, temos ótimos exemplos.

No Ceará, estamos cumprindo o compromisso de alfabetizar todas as crianças até os 07 anos.

Em Belo Horizonte, temos creches públicas que são melhores que as particulares.

Em Pernambuco, alunos das nossas escolas públicas estão fazendo intercâmbio no exterior.

Em tudo, você pode ter certeza, o Brasil pode fazer muito mais.

·         NARRAÇÃO INSTITUCIONAL:

O PSB foi o partido que mais cresceu nas últimas eleições.

Hoje, temos 445 prefeitos, 06 governadores, 3.556 vereadores, 35 deputados federais e 04 senadores.

O índice de reeleição dos prefeitos do PSB é de 71%, 16% acima da média nacional.

O Governador e o Prefeito mais bem avaliados do Brasil também são do nosso partido (respectivamente, Eduardo Campos, governador reeleito de Pernambuco, e Márcio Lacerda, prefeito reeleito de Belo Horizonte).

É por isso que o PSB é cada vez mais brasileiro.

Na sua presença, e no seu compromisso.

·         EDUARDO CAMPOS:

Nós do PSB acreditamos no Brasil.

Somos herdeiros dos ideais da esquerda democrática, de João Mangabeira a Miguel Arraes.

Gente que amou, pensou e deu uma cara a esse país.

Somos um partido que aposta na democracia e no diálogo.

Porque quem governa, tem que saber decidir mas não pode ser nunca o dono da verdade.

Somos um partido que defende as suas alianças.

Mas seremos sempre um aliado participante, propositivo, crítico até, quando a crítica é necessária.

Mudanças fundamentais continuam sendo adiadas.

Hoje, como sempre foram adiadas no passado.

A Reforma Fiscal, a revisão do Pacto Federativo, a Reforma Política.

Para avançar, não temos outra escolha.

É preciso contrariar os interesses da velha política, que estão instalados na máquina pública.

Cargo público, tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito, sobretudo espírito de liderança.

E não por um incompetente, que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte.

São discussões que precisamos fazer no nosso país sem transformar tudo num debate eleitoral.

Esta não é a hora de montar palanques.

Esta é a hora de montar canteiro de obras, de recuperar a confiança e a força da nossa economia.

É a hora de ouvir a sociedade, dialogar muito, acolher ideias e propostas para o Brasil.

Como tenho dito: é hora de fazer o Brasil crescer e, juntos, ganharmos 2013”.

Sobre Carlos Augusto 9717 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).