A cidade descontruída: Centro da cidade de Feira de Santana é ocupado por barraqueiros

Em Feira de Santana, barras de aço usadas por ambulantes ocupam frente do Banco Santander.
Em Feira de Santana, barras de aço usadas por ambulantes ocupam frente do Banco Santander.
Em Feira de Santana, barras de aço usadas por ambulantes ocupam frente do Banco Santander.
Em Feira de Santana, barras de aço usadas por ambulantes ocupam frente do Banco Santander.

A maior cidade do interior da Bahia e uma das maiores do norte e nordeste do País, possui um comércio invejável, um Parque Industrial e um Centro de Abastecimento que serve como referência à toda região, mas o descaso e a falta de Gestores Públicos de qualidade, permitiu que a desorganização em Feira de Santana, tomasse conta da cidade! Os barraqueiros, verdureiros, vendedores de bugigangas invadiram as calçadas das principais artérias do centro da cidade, não deixando espaço para o pedestre circular livremente e o mesmo se vê obrigado a disputar espaço com os veículos nas vias públicas.

O centro da cidade virou um “Mix de Centro de Abastecimento com Feiraguay”. Por outro lado, para acabar de bagunçar, carga e descarga é feita a qualquer hora e local, veículos estacionados em cima das calçadas ou em filas duplas leva o cidadão feirense a acreditar que o SMTT – Serviço Municipal de Transporte e Trânsito – é igual a linha do equador: todos sabem que existe, mas ninguém vê. É só ligar o pisca alerta que tudo pode. Infelizmente, os gestores públicos da “velha e sofrida Princesa do Sertão” não estão nem aí. Quem quiser que se exploda.

Reorganizar o centro da cidade implica em relocar os barraqueiros e todos os que estão bagunçando as calçadas e isto implica em perda de votos, e o voto virou moeda de troca. A Rua Marechal Deodoro e o Parque Bernardino Bahia é um “mangue”. No dia 7 de novembro de 1976, o saudoso Prefeito José Falcão da Silva inaugurou o CAF – Centro de Abastecimento de Feira de Santana – com a finalidade de organizar a Grande Feira Livre que tomava quase todo o centro da cidade, que já – mesmo naquela época – causava

transtornos no trânsito. O principal objetivo deste projeto era reunir as diversas feiras existentes no centro e na periferia da cidade, para um local exclusivo. Hoje estamos vendo que todo este projeto foi pelo ralo do descaso.

Centenas de barracas dos diversos segmentos ambulantes, principalmente os verdureiros, invadiram todas as artérias vendendo uma imagem de desorganização, principalmente do centro, obstruindo as calçadas, prejudicando os lojistas que pagam altos impostos e pior: “este comércio informal não gera impostos, ou seja, renda para o erário público”.

Os Gestores Municipais não conseguem elaborar um projeto criando um espaço adequado, que não prejudique nenhum segmento, muito menos o cidadão que já perdeu seu espaço nas calçadas. Segundo a Administradora de Empresas Thyandra Matos: “é um absurdo!!! A cidade está horrível, uma bagunça generalizada!!! A Prefeitura deveria retirar todas essas barracas clandestinas. O Feiraguay e o Centro de Abastecimento já são suficientes! Acho um absurdo o que estão fazendo com os lojistas que pagam impostos, aluguel e ficam impossibilitados de comercializar pelas barracas instaladas, ilegalmente, em frente as suas lojas. Isto precisa mudar com urgência” – conclui. Para que isso aconteça é fundamental que os Gestores Municipais foquem mais nos problemas sociais e esqueçam o famigerado voto nas urnas.

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