Cadeira elétrica: Memórias de quem sobreviveu. Livro de Levi Wenceslau

Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Livro de Levi Wenceslau será lançado, no próximo dia 2 de maio, das 19h00 às 21h30, no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura. Salvador Shopping), com palestra do autor e apresentação musical de Margareth Menezes e Flávia Wenceslau.

O livro de estreia de Levi Wenceslau chega às livrarias cercado de grandes expectativas e excelentes referências. Trata-se, na abalizada opinião do jornalista e poeta Edson Lodi, autor dos livros, Travessia, Estrela da minha vida e Relicário – Imagens do sertão, de “uma história de vida na qual a dor, a superação e o amor familiar formam uma rede de malhas densas, complexas – fibras donde nasce este livro: Cadeira elétrica: Memórias de quem sobreviveu”.

Embora tenha, como tema central, uma questão específica – o impressionante relato das circunstâncias que levaram o jovem escritor paraibano a tornar-se tetraplégico em consequência de um acidente automobilístico –, o livro, além de uma dramática história de superação, é também uma obra que, segundo o escritor Carlos Ribeiro, que assina o texto das “orelhas”, atende à exigência básica do poeta alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926), quando este diz que “Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade” e que justamente “Nesse caráter de origem está o seu critério – o único existente”.

“Ao ler o livro de Levi Wenceslau percebi, com grande intensidade, o quão desnecessária é a maioria dos livros que abarrotam as livrarias. Muito poucos expressam uma necessidade tão vital, manifestada em uma linguagem elegante que prima pela fluência, clareza, lirismo, criatividade e precisão, características do texto de um verdadeiro escritor. Sem falar do seu refinado senso de humor”, diz Ribeiro, que é também professor de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e membro da Academia de Letras da Bahia.

A opinião é compartilhada por Edson Lodi, para quem, “Ainda que o tema seja dramático, a prosa de Levi prende o leitor pela fluência e elegância com que se desenvolve. Linguagem simples e escorreita, revelando momentos de finíssima poesia, que, mesmo em momentos de quase desespero, não foge à realidade, ao equilíbrio. Essa percepção é essencial para a exata compreensão do aqui e agora, para receber o estímulo fundamental – o reinventar da vida, o sorrir”.

LIÇÕES DE VIDA

Outra característica marcante do livro é a multiplicidade de níveis de leituras que ele proporciona ao leitor. Multiplicidade que engloba questões espirituais, transcendentes e, mesmo, “sobrenaturais”, mas também uma vigorosa denúncia das péssimas condições de atendimento nos hospitais públicos, e, sobretudo, do despreparo do poder público e das pessoas, em geral, em relação às necessidades básicas de sobrevivência e mobilidade do deficiente físico. [Levi questiona a utilização de eufemismos, a exemplo de portador de necessidades especiais, entendidas por ele como “nomenclaturas que tentam amenizar o impacto das palavras deficiente físico” e não correspondem à realidade da pessoa nessas circunstâncias].

Em suma, Cadeira elétrica trata da historia real de Levi Wenceslau, um jovem que se torna tetraplégico no dia de seu aniversário de 23 anos, em um acidente automobilístico provocado por um animal morto na BR-101 (Recife – João Pessoa, dando inicio a um calvário de muita dor, mas também crescimento e superação. O livro mostra as experiências pelas quais passou durante as três paradas cardíacas que sofreu, uma delas de mais de 20 minutos de duração, sinais que se apresentaram desde a infância do que estaria em seu destino, dois nascimentos, o original e depois do acidente, além de uma leitura envolvente que traz uma narrativa com muitas lições de vida.

Levi Wenceslau nasceu no dia 02 de maio de 1983 no Rio de Janeiro, cresceu na Paraíba e atualmente mora na Bahia. Hoje é estudante de psicologia e pretende atuar na área da Psicologia Social.

Que: Livro Cadeira elétrica: Memórias de quem sobreviveu.
Quem: Livro de Levi Wenceslau
Que mais: Palestra do autor e apresentação musical de Margareth Menezes e Flávia Wenceslau
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura. Salvador Shopping)
Quando: 2 de maio de 2013, das 19h00 às 21h30

 

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Sobre Juarez Duarte Bomfim 742 Artigos
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: [email protected]