Prefeito de Feira de Santana opta por festa ao invés de ações que mitiguem efeitos da estiagem

José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana. Ao invés de medias que mitiguem os efeitos da seca, opta por gastar recursos municipais com festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana. Ao invés de medias que mitiguem os efeitos da seca, opta por gastar recursos municipais com festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana. Ao invés de medias que mitiguem os efeitos da seca, opta por gastar recursos municipais com festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana. Ao invés de medias que mitiguem os efeitos da seca, opta por gastar recursos municipais com festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Estiagem leva a pouca produção alimentícia e ao aumento dos processos dos víveres. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Estiagem leva a pouca produção alimentícia e ao aumento dos processos dos víveres. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
José Ronaldo e séquito durante lançamento da Micareta 2013. Dificuldade de compreensão social. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
José Ronaldo e séquito durante lançamento da Micareta 2013. Dificuldade de compreensão social. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Uma das piores estiagens dos últimos 50 anos afeta mais de 200 municípios baianos, dentre eles Feira de Santana. Várias administrações promoveram ações, a primeira vista impopular, mas com efeitos imediatos como a suspensão de festejos. Na sequência optaram por investimentos no campo através do apoio estruturante com a construção, limpeza e ampliação de açudes e aguadas, além da construção de poços artesianos com a finalidade de garantir acesso à água para a sobrevivência humana, e para a produção de alimentos, e a manutenção mínima da vida animal no campo. Outras administrações como a do prefeito Antônio Dessa Cardozo (Furão, PSD), de São Gonçalo dos Campos, tentando injetar animo na economia local antecipou 50% do pagamento do 13º salário do funcionalismo público municipal.

A crise é grave

Os citadinos começam a sentir os efeitos da estiagem através do aumento expressivos dos víveres, a exemplo do tomate e da cebola que alcançam valores superiores a R$ 5 por quilo. Com pouca oferta de alimentos, a população começa a disputar a produção alimentícia que chega aos mercados municipais, elevando preços e dificultando a vida de todos.

Campo e cidade se complementam no processo social. Se no campo a produção alimentícia é estabelecida, é na cidade que adquire valor de troca. Sem o campo a cidade não pode sobreviver, entrando em crise econômica e sócio-alimentar. Por outro lado, sem a cidade o campo tem dificuldade em estabelecer relações de troca, dificultando a vida.

Dificuldade de compreensão social

Tais conceitos são poucos percebidos pela administração do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM), ele e o séquito são incapazes de perceber a necessidade de investimentos onde a população mais precisa. Despejando milhares de reais dos contribuintes municipais, portanto, dos moradores do campo e da cidade, na contratação e estruturação de uma festa que não tem efeitos econômicos e sociais no médio e longo prazo. Além de ter pouco alcance econômico imediato, uma vez que a micareta está circunscrita aos quatro dias do mês de abril de 2013.

Enquanto a administração de José Ronaldo fala em fazer festa, a vida no campo agoniza. Pequenos produtores passam por graves dificuldades, os médios e grandes setores do agronegócio perdem competitividade, gastando parte do acúmulo de capital que obtiveram nos anos anteriores.

Na cidade, a carestia afeta todos os segmentos. O setor comercial passam por retração, com a diminuição da circulação de mercadorias na base da economia, afetando diretamente os negócios. Os efeitos não são piores em função dos programas de segurança alimentar e de renda mínima, estabelecidas pelo governo federal. Eles garantem o básico às pessoas socialmente mais frágeis. Além do proletariado, a pequena-burguesia e o burguês sentem a retração econômica. Existe uma iminente destruição de capital produtivo e circulante.

Indolência intelectual

Segmentos organizados da sociedade pedem que o Jornal Grande Bahia pontue a crise decorrente da estiagem como forma de sensibilizar o poder público. Que permanece mouco, anestesiado, pela indolência intelectual dos que fazem parte do corpo funcional diretivo da prefeitura de Feira de Santana. Percebendo, cada um dos secretários, cerca de R$ 250 mil por ano, pouco lhes importa como a vida passa para os que estão na economia real.

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