Seca no Nordeste afeta 10 milhões de pessoas

Vista aérea do sertão baiano. Seca atinge 10 milhões de nordestinos
Vista aérea do sertão baiano. Seca atinge 10 milhões de nordestinos. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Vista aérea do sertão baiano. Seca atinge 10 milhões de nordestinos. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)
Vista aérea do sertão baiano. Seca atinge 10 milhões de nordestinos. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Seis estados do Nordeste brasileiro ainda sofrem com a seca, que afeta 10 milhões de pessoas. Na Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte chove apenas em pontos isolados, o que não resolve a situação, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A baixa temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico é a causa da falta de chuva na região.

No Recife, mesmo com a chuva na noite de domingo (03/03/2013) o racionamento nas áreas planas começou na sexta-feira (1°) e 82 bairros da região metropolitana ife são afetados. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, a medida foi adotada porque uma das barragens opera com apenas 19% da capacidade.

O sistema prevê que as áreas planas do Recife terão 20 horas com água e 28 horas sem. Nas áreas de morro, o racionamento já era a medida utilizada como prevenção. O rodízio foi adotado levando em consideração a situação dos principais reservatórios de água que abastecem a região, já que no mês de fevereiro choveu apenas 30% do esperado.

O percentual de chuva abaixo da média nesses estados é de 75%. O restante corresponde a quantidade igual ou acima da média. De acordo com o Inmet, não há previsão de chuva para os próximos cinco dias em Alagoas, Sergipe e Bahia, que estão com o maior número de municípios ainda em situação de emergência.

No sul dos estados do Maranhão e do Piauí a chuva tem sido constante desde outubro. No Maranhão choveu 190 milímetros (mm) dos 230 mm esperados para todo o mês de fevereiro. Em Teresina, choveu mais que o esperado, 200mm. Para o Inmet esses dados indicam que “a situação nesses estados está se normalizando”. No litoral entre Natal e Recife também chove, mas ainda é muito pouco para abastecer a população.

*Com informações da Agência Brasil.

Sobre Carlos Augusto 9717 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).