Presidenta Dilma Rousseff diz que troca de ministros fortalece coalizão

Presidenta Dilma Roussef, participa da cerimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
Presidenta Dilma Roussef, participa da cerimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
Presidenta Dilma Roussef, participa da cerimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
Presidenta Dilma Roussef, participa da cerimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

Ao dar posse hoje (16/03/2013) a três ministros, a presidenta Dilma Rousseff justificou as mudanças nos ministérios como uma necessidade de fortalecer a coalizão entre os que dão suporte a seu governo. A presidenta empossou hoje os novos ministros da Agricultura, Antônio Andrade, do Trabalho, Manoel Dias, e da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, remanejado da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

“Aprendi que em uma coalização você tem que valorizar as pessoas que contigo estão, esses parceiros na luta, que são companheiros que nos acompanham numa jornada diuturna, então tem que estar conosco, nos momentos bons e nos ruim. Não acredito que seja possível esse país ser dirigido sem essa visão de compartilhamento e de coalização.”

Dilma disse que, ao longo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nos últimos dois anos como presidenta, aprendeu que governar “é necessariamente escolher entre várias alternativas” e que é preciso valorizar a parceria de quem dá apoio ao projeto político do governo. “Aprendi muito ao longo desse período sobre o valor da lealdade entre aqueles que desenvolvem com a gente a tarefa de governar”, disse.

Segundo Dilma, em um país grande e diverso com o Brasil, é impossível governar sem coalizão. “Não se governa para uma região, mas para todo o país. Aprendi que esse é um país desigual, por isso as políticas têm que levar em conta esse fato, ao mesmo tempo, temos que fortalecer as forças que sustentam um governo de coalizão.”

A presidenta defendeu a estratégia de coalização e disse que o governo que não consegue manter relações firmes com aliados perde sustentação. “Muitas vezes algumas pessoa acreditam que a coalizão é algo incorreto do ponto de vista político. Mas nós estamos assistindo, em alguns lugares do mundo, um processo de deterioração da governabilidade justamente pela incapacidade de construir coalizões estáveis, como na Itália e também nos conflitos fiscais nos Estados Unidos”, citou.

Dilma agradeceu a cada um dos ministros que deixam o governo: Mendes Ribeiro, Brizola Neto e Wagner Bittencourt. Ela se referiu a eles como “amigos queridos” e agradeceu ao “apoio, empenho e lealdade” dos três. “Vocês se separam do governo, mas não se separaram do projeto e da trajetória de lutas. Muitas vezes abriram mão de interesses pessoais e políticos em defesa dos direitos dos brasileiros e pela concretização de suas esperanças e de um projeto no qual acreditam”.

Ao agradecer ao ex-ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, Dilma disse que, além do caráter político, a relação entre eles tem “fortes bases afetivas”, o que levou o ex-ministro às lágrimas. Em tratamento contra um câncer, mesmo debilitado nos últimos meses, Ribeiro se manteve à frente do ministério. “O Mendezinho é sobretudo uma pessoa de grande lealdade política e pessoal. Ao Mendes, vou dizer, com muito carinho, obrigada pelo seu trabalho, e resista às dificuldades porque nós, no Brasil, precisamos de você.”

Aos novos ministros, a presidenta desejou boa sorte e muito trabalho, e disse que eles serão responsáveis por “setores de relevância estratégica” para o governo. “Estamos em um processo de transformar ministérios em ministérios profissionais e meritocráticos.”

Dilma disse ainda que “nenhum ministro é uma entidade isolada” e que os desafios do país tem que ser vencidos juntos. “Faço um convite ao trabalho, sempre. Tenho certeza que os brasileiros e as brasileiras esperam muito de nós. Temos responsabilidade e obrigação de continuar transformando o sonho de um Brasil mais justo em realidade.”

erimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
erimônia de posse dos ministros de estado da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

Dilma pede que novos ministros trabalhem para modernizar ministérios

A presidenta Dilma Rousseff pediu aos três ministros empossados hoje (16) que trabalhem para modernizar e melhorar os serviços prestados por suas pastas. A presidenta empossou Antônio Andrade, na Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Manoel Dias, no Trabalho e Emprego; e Moreira Franco, na Secretaria de Aviação Civil (SAC), remanejado da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Os três vão comandar “setores de relevância estratégica” para o governo, segundo a presidenta, e têm desafios que serão enfrentados em conjunto. “São grandes esses desafios, só podemos vencê-los juntos, nenhum ministro em um governo é uma entidade isolada”, lembrou a presidenta.

A Moreira Franco, Dilma pediu que dê continuidade ao processo de modernização do setor aéreo, com a meta de interiorizar os aeroportos, ampliando a infraestrutura aeroviária do país. “Espero que o Moreira não pense que era feliz e não sabia. Tenho certeza que vai desempenhar o trabalho à frente da SAC com a mesma competência que teve na SAE”, disse.

Moreira Franco disse que a orientação da presidenta de que modernizar e ampliar o setor aéreo, vai além dos grandes eventos esportivos que o Brasil vai sediar nos próximos anos, que é atender de forma permanente o aumento da demanda pelos serviços. “Temos de 36 milhões a 40 milhões de brasileiros que, em função da mobilidade social dos últimos anos, chegaram ao mercado de consumo e passaram a integrar os clientes do sistema, isso em um prazo extremamente reduzido de seis, sete anos. Tivemos pressão sobre os serviços que nos impõe um esforço de melhorar a qualidade”, avaliou o novo ministro da SAC.

Para o novo ministro do Trabalho, Manoel Dias, que conhece Dilma há 30 anos, a presidenta também reforçou a necessidade de modernização do atendimento ao cidadão que procura os serviços do ministério. “O nosso governo tem pacto sólido com os trabalhadores, por isso são a base da sustentação e principal motivação de um modelo de desenvolvimento com inclusão social, distribuição de renda e criação de postos de trabalho e de formalização do trabalho no Brasil. O Ministério do Trabalho cada vez mais tem de se modernizar para atender todos esses desafios”.

Dias substitui Brizola Neto, que ficou no governo menos de um ano. O novo ministro é ligado ao ex-titular da pasta Carlos Lupi, afastado em dezembro de 2011 após denúncias de corrupção no mesmo ministério. “Eu sou ministro do PDT, o partido me colocou. Vou fazer políticas publicas. O partido sai fortalecido, somos partido, não pessoas”, argumentou.

No Ministério da Agricultura, entre as tarefas do novo ministro estão o gerenciamento de um Plano Safra com mais recursos que o último (2011/2012), de cerca de R$100 bilhões, a criação de uma agência de assistência técnica rural e a articulação de uma política para pesquisa e inovação do setor.

“Temos grandes e profundos compromissos com a agricultura comercial do nosso país. A agropecuária é fundamental e por isso precisa do apoio, do incentivo, de todas as linhas de financiamento que o governo é capaz de dar. Isso para garantir não só as exportações, mas também a produção e a qualidade da alimentação do nosso povo”, disse a presidenta.

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