Equipe de José Ronaldo comanda município por 12 anos e resultado pode ser percebido na ineficiência do transporte público de Feira de Santana

Prefeito José Ronaldo é cobrado por modelo de transporte público implantando pela equipe ao longo de 12 anos.
Prefeito José Ronaldo é cobrado por modelo de transporte público implantando pela equipe ao longo de 12 anos.

Há 12 anos no poder, parte significativa do governo de José Ronaldo deixa como resultado para a população marcas indeléveis da má administração sobre vários aspectos. Um dos mais críticos está no transporte público municipal de Feira de Santana.

Indignada com o pagamento caro de passagens, população protesta com relação à qualidade dos serviços prestados. Desde os terminais de ônibus, que não contam com uma arquitetura adequada, não possuem espaços verdes, e trazem desconforto. Até uma frota de ônibus velhos, que quando não quebra, pega fogo. Sem contar o traçado da cidade que cresce, mas carece do planejamento de vias para o trânsito de transporte público, além de ruas que foram mal construídas e se encontram em lastimável estado de conservação.

Os prejuízos são inúmeros. Para o empresário que paga pelas horas do trabalhador, e este não chega no horário aprazado. Para o trabalhador, que perde horas para retornar ao lar, regressando à moradia irritado e cansado.

Falta de visão

A situação é agravada por uma falta de postura firme do gestor municipal. Que chegando diretamente ao poder pela terceira vez, deveria ter em mente um conjunto de atitudes que resolvessem a situação.

Sempre faltou ao prefeito José Ronaldo uma visão mais ampla, conhecida como visão sistémica. As soluções pontuais apresentadas por Ronaldo e equipe demonstram a incapacidade intelectual e técnica no trato do problema. Para resolver a situação é preciso diagnóstico adequado, ações planejadas para curto, médio e longo prazo. Como isto nunca ocorreu, o sistema entrou em colapso e a população protesta.

Indignação e manifesto

Quatro entidades assinaram manifesto e convocaram a população para o movimento de protesto, que recebeu o prosaico título “Nem carroça, nem Fogueira. Por um transporte de qualidade!”.  Os populares foram as ruas na quarta-feira (27/02/2013).

Confira o manifesto

Nem carroça, nem Fogueira. Por um transporte de qualidade!

Há muito tempo o transporte coletivo de Feira de Santana vem causando grande revolta no povo, por conta do péssimo serviço prestado e seus abusivos aumentos da tarifa, umas das mais caras do país e a segunda mais cara da Bahia.

Apesar dos superlucros, o $INCOL e a Prefeitura Municipal que juntos formam uma grande parceria, pouco se importam em zelar pela segurança de seus usuários e não tomam nenhuma providencia diante dos constantes acidentes que vem trazendo riscos de vida a população.

No ano passado, uma mulher foi arremessada de um ônibus e nos últimos três anos, cinco veículos pegaram fogo. Além disso, é comum vermos ônibus quebrados pela cidade toda, causando um grande transtorno à população.

Não podemos mais aceitar esta realidade! Enquanto os vampiros do transporte fazem falsas propagandas, os feirenses estão correndo risco de vida nas sucatas ambulantes, sem manutenção nenhuma.

Vamos às ruas, denunciar o descaso e exigir da Prefeitura Municipal que tome providências enérgicas. Não podemos esperar que alguém morra, que Feira de Santana seja mais uma Santa Maria.

Associação Municipal dos Estudantes – AMES

Movimento Levante – UEFS

União da Juventude Rebelião –UJR

Movimento de Luta nos Bairros – MLB

Feira de Santana, terminal rodoviário municipal do Tomba. Mato e barracas compõem o cenário.
Feira de Santana, terminal rodoviário municipal do Tomba. Mato e barracas compõem o cenário.
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Sobre Carlos Augusto 9994 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).