Em Salvador, Olívia Santana denuncia que administração de ACM Neto adota material didático depreciativo a imagem do negro

Olívia Santana
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Olívia Santana: “o material didático adotado pelo prefeito e pela equipe de educação representa um material totalmente defasado e antiquado, no que diz respeito à concepção que se tem de gente, de ser humano. É um material depreciativo da imagem do negro, dos pobres. É um material que achincalha a condição social das pessoas e a condição racial.”
Olívia Santana: “o material didático adotado pelo prefeito e pela equipe de educação representa um material totalmente defasado e antiquado, no que diz respeito à concepção que se tem de gente, de ser humano. É um material depreciativo da imagem do negro, dos pobres. É um material que achincalha a condição social das pessoas e a condição racial.”

Lotada como chefe de gabinete da SETRE (Secretária Estadual do Trabalho Emprego e Renda do Governo da Bahia), Olívia Santana concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia onde avalia os primeiros meses da administração do prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), em Salvador.

Sem poupar críticas, Olívia afirma que a administração de ACM Neto “começou muito mal.”. Ela segue afirmando que a gestão tem sido um total retrocesso na educação por adotarem o sistema Alfabeto, que tem como suporte material didático contrário ao que determina a Lei 10.639. “Uma Lei que representa importante conquista da população negra, que valoriza o papel da cultura afro-brasileira na escola.”, explica.

Elevando o tom crítico, Olívia declara que o “material didático adotado pelo prefeito e pela equipe de educação representa um material totalmente defasado e antiquado, no que diz respeito à concepção que se tem de gente, de ser humano. É um material depreciativo da imagem do negro, dos pobres. É um material que achincalha a condição social das pessoas e a condição racial.”.

Contestação

Olívia explica que está tendo uma revolta muito grande na educação. Os professores estão juntando o material e empilhando na porta da secretária de educação, afirmando não querer aquilo. “Então o prefeito diz que é facultativo, Ele está gastando dinheiro público em um material que os profissionais da rede de ensino público não querem. Um material que é ruim para a imagem da população negra e dos estudantes negros, isto ocorre em uma cidade que tem a maior população negra do Brasil. Eu espero que o Ministério Público tome uma posição efetiva no sentido de pedir a imediata suspensão da distribuição deste material.”, finaliza.

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