Registrada primeira morte no Carnaval 2013 de Salvador

Coletiva avalia índices de criminalidade do Carnaval 2013.
Coletiva avalia índices de criminalidade do Carnaval 2013.
Coletiva avalia índices de criminalidade do Carnaval 2013.
Coletiva avalia índices de criminalidade do Carnaval 2013.

Apesar da redução de 15,8% do número de atendimentos nas unidades municipais de saúde montadas nos circuitos do Carnaval em relação ao ano passado, o segundo dia oficial de folia registrou um aumento das ocorrências consideradas graves. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou sete ocorrências por arma de fogo, todas no circuito do Campo Grande, com uma vítima fatal. Uma pessoa de 25 anos foi assassinada, e o responsável pelo crime está preso, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Em coletiva realizada na Sala de Imprensa da Prefeitura, na manhã de sábado (09/02/2013), no Icba, Corredor da Vitória, o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura chegou a informar que a morte teria sido provocada por bala perdida. Logo depois, essa informação foi corrigida. Além dessa vítima, outra pessoa, de 30 anos, está internada no Hospital Geral do Estado (HGE) também por ter sido alvejada por arma de fogo.

O secretário municipal de Saúde, José Antonio Rodrigues, que participou da coletiva ao lado de Bellintani e da titular da pasta da Ordem Pública, Rosemma Maluf, informou que aconteceram duas agressões provocadas por espetinho, uma delas envolvendo um menor, mas nenhuma de maior gravidade. “As ocorrências envolvendo espetinhos caíram bastante em relação ao primeiro dia oficial de folia”, disse o Rodrigues.

Segundo o secretário, os Módulos de Assistência à Saúde instalados pela Prefeitura nos circuitos do carnaval realizaram 1309 atendimentos entre 18h de quinta-feira até as 6h de hoje. No mesmo período do ano passado, foram realizados 1555 atendimentos, o que representa um decréscimo de 15,8%. A principal causa de atendimento continua sendo as agressões físicas (312), sendo os postos Piedade (68), Sabino Silva (45), Ademar de Barros (44) e Shopping Barra (43) os que apresentaram o maior número de atendimentos por esse tipo.

Apesar dos casos mais graves no Campo Grande, onde aconteceram as agressões por armas de fogo, o circuito Dodô (Barra-Ondina) registrou 64% de todas as ocorrências. “Nesse circuito, as ocorrências mais graves aconteceram a partir da 1h de hoje e pararam depois que um determinado bloco terminou seu desfile”, disse José Antônio Rodrigues. O bloco ao qual o secretário se referiu foi o “A Bronkka”.

Módulo da Piedade é o mais movimentado 

Os Módulos de Assistência à Saúde instalados pela Prefeitura de Salvador nos circuitos do Carnaval realizaram 1.309 atendimentos entre 18h de quinta-feira até as 6h deste sábado (9). No mesmo período do ano passado, foram realizados 1.555 atendimentos, o que representa um decréscimo de 15,8%.

A principal causa de atendimento continua sendo as agressões físicas (312). Os postos da Piedade (68), Sabino Silva (45), Ademar de Barros (44) e Shopping Barra (43), tiveram o maior número de atendimentos por esse tipo.

Dos 1.309 atendimentos, 9,6% (126) necessitaram de intervenção da equipe de bucomaxilofacial. O sexo masculino predominou com 115 atendimentos. O módulo da Piedade registrou o maior volume de atendimentos (42), seguido pelo Sabino Silva (30). Quando analisado o mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 28,6%.

Do total de atendimentos prestados nos postos do circuito, 75,6% foram clínicos (990). O posto Ademar de Barros registrou 18% (179); Sabino Silva, 14,8% (147); Piedade, 8,0%, (80); e Espanhol, 9,0% (89). Em relação aos atendimentos realizados nos Módulos Assistenciais, o circuito Dodô realizou 63,2% dos procedimentos, o Osmar; 33,8%; e Batatinha, 3%.

O Posto Ademar de Barros continua liderando o número de atendimentos, com 17,6% (231), seguido pelo da Sabino Silva, com 15% (197), Shopping Barra, com 11,9% (156), Piedade, com 10,8% (142) e o Módulo Espanhol, com 7,8% (102).

O maior número de atendimentos prestados (441) compreende a faixa etária de 20 a 29 anos, seguido de 30 a 39 anos, com 308 atendimentos, e de 15 a 19 anos, com 189. Do total de atendimentos prestados, 60,8% foram para usuários do sexo masculino.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9385 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).