Presidenta Dilma Rousseff defende abertura de portos para investimento da iniciativa privada

Dilma Rousseff: “O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”
Dilma Rousseff: “O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”
Dilma Rousseff: “O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”
Dilma Rousseff: “O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”

A presidenta Dilma Rousseff defendeu ontem (27/02/2013) a abertura dos portos para investimentos privados e destacou que a Medida Provisória 595 – que estabelecerá as novas regras para o setor portuário – não retirará nenhum direito dos portuários.

“O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”, argumentou a presidenta, ao participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

O ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, reiterou ontem (26) que o objetivo da MP 595 foi definido a partir de um diagnóstico de baixa eficiência logística no escoamento da produção e do breve esgotamento da capacidade instalada. Segundo ele, até 2015, a capacidade dos portos brasileiros não dará mais conta da demanda, que vem evoluindo a cada ano.

No último dia 22, o governo e os portuários fecharam um acordo para suspender as greves nos portos até o próximo dia 15 de março. Os trabalhadores protestam por mudanças na medida provisória.

No discurso de hoje, a presidenta disse ainda que as ferrovias também deverão ser beneficiadas com as parcerias público-privadas. “Fizemos um imenso esforço na área de infraestrutura e queremos que esse esforço tenha resultado. Estamos fazendo uma apresentação internacional em alguns grandes centros. Nós acreditamos que o Brasil precisa de um modelo de rodovias simples já testado. O país precisa [também] de ferrovias e hidrovias. É impossível continuar transportando minério, grãos só por estrada. O modelo de ferrovias vai ser objeto agora de avaliação dos investimentos privados nacionais e internacionais. Queremos que essa seja uma solução enormemente bem-sucedida”, disse.

Dilma Rousseff reiterou que o Brasil não corre risco de enfrentar racionamento de energia. A presidenta disse que quem colocou “expectativa negativa gratuita no país” está agora calado, lembrando que, em 2013, serão agregados mais 10 mil megawatts (MW) de energia ao sistema elétrico brasileiro, e que o país conta ainda com os 14 mil MW das termelétricas.

“Eu repito: não vai haver racionamento de energia. Quem disse isso em dezembro e janeiro, hoje se cala. Eles colocam expectativa negativa gratuita ao país, mas este país tem segurança energética”, disse a presidenta. “Não é admissível que se diga que vai ter racionamento, quando não vai haver racionamento. Eu acho que essa irresponsabilidade afeta a vida das pessoas, das empresas”, acrescentou.

Dilma voltou a defender o aproveitamento do potencial hidrelétrico, e que as térmicas são fundamentais para garantir a segurança energética em tempos de reservatórios baixos. “Todos nós defendemos que não se pode construir reservatórios imensos, mas para não construirmos reservatórios imensos temos de construir térmicas”, disse.

A presidenta Dilma Rousseff participa da 40ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES)
A presidenta Dilma Rousseff participa da 40ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES)

Dilma diz que governo mantém pilares da sustentabilidade econômica

A presidenta Dilma Rousseff declarou durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o governo tem mantido todos os compromissos para a sustentabilidade econômica do país. Entre as medidas adotadas pelo governo, a presidenta destacou o controle da inflação, a política cambial flexível e robustez fiscal.

“É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade. Mantemos a inflação sob controle, e achamos que a inflação é um valor na medida em que ela garante não só os ganhos de salário, mas garante também a capacidade de previsão do governo e dos empresários e os ganhos dos empresários e dos trabalhadores”, disse Dilma, a uma plateia de empresários e representantes da sociedade civil.

A presidenta disse que há uma trajetória traçada para que o país chegue ao patamar das nações desenvolvidas, se tornando um país de classe média. Um dos principais caminhos é aumentar a taxa de investimentos, que atualmente não chega a 20%, para o equivalente a 25% do Produto Interno Bruto (PIB). “Queremos isso porque queremos uma renda per capita muito mais significativa e elevada que a atual”, disse Dilma, acrescentando que há uma “imensa tarefa” que é acelerar o ritmo de crescimento.

Para conseguir essa aceleração na economia, a presidenta disse que o aumento da competitividade é essencial. “Viemos tendo uma posição bastante ofensiva em relação à situação do Brasil, porque percebemos que era necessário tomar medidas em direção à competição, ao aumento da eficiência, à resolução de gargalos. Não resolvemos todos, mas seguramente, as medidas que tomamos dialogam com problemas do Brasil”.

Dilma disse ainda que os setores público e privado podem trabalhar em parceria, em todas as áreas, para diminuir o custo Brasil. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez, nesta semana, em Nova York, uma apresentação a empresários estrangeiros das oportunidades que o Brasil oferece de investimento em infraestrutura nos próximos anos. Posteriormente, a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, apresentará o mesmo cenário em Londres.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9375 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).