O Planserv que tínhamos e o Planserv que temos. É preciso reconhecer os avanços | Por Zé Neto

José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): “Paciência na estrada é fundamental para construir a caminhada”. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Hoje eu estou me recordando muito bem do período que passamos, aproximadamente dois anos atrás, quando resolvemos fazer com que o Planserv fosse modernizado no ponto de vista administrativo, e me lembro exatamente das dificuldades enfrentadas para convencer a opinião pública, diria mais, a opinião publicada e a entidades sindicais e organizações dos trabalhadores, do servidor público, que, naquele momento, em boa parte ficaram contra o projeto que previa a reestruturação do plano e aplicação da coparticipação. Aliás é bom lembrar que coparticipação já era um instrumento usado por todos os grandes planos do Brasil. E Planserv perdia, em média, R$ 8 milhões por mês para o que vinha ocorrendo em função de mau uso ou uso inadequado do cartão do Planserv e dos seus serviços.

Estou lembrando esse assunto porque como líder do governo sofri um desgaste grande naquele momento, mas persistir em seguir em frente com a aprovação daquele projeto porque sabia exatamente que o que estava acontecendo com o Planserv ia sem nenhuma dúvida levar o plano a sua falência. Um plano que nós vimos nos últimos anos, ter uma evolução extraordinária em seus números. Saímos em 2007 de aproximadamente, 900 prestadores, para atualmente estar, e à época estávamos próximos, a 1.500 prestadores.

Um aumento de 40% em cinco anos. E à época da aprovação, o Governo já havia consolidado números que eram extraordinários. Tínhamos ampliado atendimentos, ampliado prestação de serviços e ampliado recursos. Para vocês terem uma noção do que eu estou dizendo, saímos de um investimento no Planserv, em saúde, na ordem de cerca de R$ 35 milhões para, aproximadamente R$ 80 milhões/mês, hoje já estando com mais investimentos mensais. Os pagamentos do Planserv que eram feitos em 2006, que levava em torno de 60 a 90 dias, atualmente estão entre 20 e 30 dias, no máximo, isso de forma tranquila e segura.

A desprecarização e a organização, bem como a regularização do atendimento, foi um fato fundamental, já que não tínhamos editais, não tínhamos nenhum marco legal para contratação de prestadores (clínicas, hospitais, etc.). Atualmente, todos os contratos do Planserv são oriundos de editais e de um processo legal extremamente transparente, visível e tecnicamente adequado.

Com a aprovação do projeto, nós demos um passo decisivo no controle dos gastos e dos gastos desnecessários, principalmente. O Planserv deixou de perder recursos mensalmente para garantir superávits e controle financeiro de seus custos, o que deu estabilidade para o plano, e a segurança de que o plano não entraria mais no campo de risco que possibilitasse a sua extinção. O Governo passou a investir mais no Planserv, e passou a ter instrumentos importantes para a garantia do uso adequado. A biometria, por exemplo, em 2011, rendeu ao Planserv, em torno de R$ 14 milhões em glosas e controles adequados. Recursos que voltaram para rede melhorando tecnologia, melhorando atendimento e ampliando o número de profissionais que prestam serviços de saúde aos servidores do Estado.

As filas foram reduzidas. Os serviços, do ponto de vista da diversificação foram ampliados. E hoje o Planserv já conta com 470 mil vidas passando a ser nesse momento, o maior plano de saúde do Norte e Nordeste, e entre os três maiores do país em sua ordem, se tornando um plano sólido, equilibrado e atrativo. Tão atrativo que os editais estão sobrecarregados de prestadores que esperam serem contemplados e buscam ao máximo a contratação do Planserv para garantir as suas prestações, um plano que hoje é conhecido em todo país como um plano que deu certo e haverá de crescer.

Agora é preciso lembrar que as medidas tomadas desde o início do governo, quando tivemos uma determinação de utilizar medicamentos genéricos, em até 80% dos casos que tinham substituição possível e implantação de controle de uso de materiais vimos que algumas daquelas medidas não iriam ser bem vistas no primeiro momento, mas que depois foram abraçadas, entendidas, e hoje defendidas por todos aqueles que fazem que o Planserv tenha o êxito que hoje pode comemorar.

Assim fica mais uma vez a lição de que em determinados momentos nós não devemos ter outro objetivo se não de servir melhor, e se não conseguirmos passar em determinado instante, a importância de atitudes como as que foram tomadas no Planserv, com a maturidade com a qual foi tomada, evidentemente que não estaremos preparados para a vida pública. É como estarmos dentro de casa, cuidando de nossa família. Em determinados momentos sabemos o que é melhor para a família, mas nem sempre os filhos entendem, nem sempre a esposa entende, e nós temos que ter consciência e seguir em frente porque foi isso que fizemos e hoje pudemos comemorar com cada servidor público que, com certeza, hoje reconhece um plano mais seguro, com mais qualidade, e que ainda tem muito a ser construído. Não estou dizendo que está 100%, nós estamos sempre procurando melhorar, mas com certeza, para o que encontramos e onde estamos, e diante do quadro que estamos enfrentando na sociedade onde permanentemente a ANS (Agencia Nacional de Saúde) tem bloqueado atendimentos de planos, considerados planos grandes, principalmente na Bahia, que os 20 maiores planos foram, pelo menos esses dois últimos anos suspensos por diversas vezes em seus atendimentos em diversas unidades, o que não aconteceu em nenhum momento com o Planserv em função da qualidade do seu atendimento. Muito nos falta, vamos continuar a seguir em frente, mas fica a lição.

*José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto) é advogador, deputado estadual pelo PT, e líder do governo e da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia.

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