Jornal Grande Bahia estreia série de reportagens ‘Cartões Postais de Feira de Santana: a violação do espaço urbano’

Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro) é um exemplo de como a nossa cidade de Feira de Santana é administrada, sob o aspecto da ocupação do solo.
Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro) é um exemplo de como a nossa cidade de Feira de Santana é administrada, sob o aspecto da ocupação do solo.

Com objetivo de contribuir para o debate permanente da sociedade, o Jornal Grande Bahia (JGB) estreia a série de reportagens ‘Cartões Postais de Feira de Santana’. Em alusão a ideia de beleza, mas utilizando o sentido anverso, o JGB vai publicar semanalmente reportagens ilustradas com fotos, que denunciam situações em que cidadãos e poder público municipal contribuem para deixar a cidade desorganizada.

Para a reportagem desta semana foi selecionada a Avenida Rio de Janeiro, no trecho que compreende o anel de contorno e o cemitério Piedade. Uma série de fotos denunciam o abandono da avenida, que é ocupada de forma irregular por habitações comerciais e residenciais, ferro velho e entulho. A situação ‘in loco’ é ainda mais crítica do que é apresentada nas fotos desta reportagem.

Responsabilidade

A cidade é uma construção coletiva. Se por um lado, cidadãos pouco informados, ou mal formados agem no intuito de violar o espaço público. Do outro lado está à prefeitura de Feira de Santana, que é liderada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM – 3º mandato). O prefeito, ao longo das gestões passadas e no início desta, age com omissão ou permissividade, no que concerne a fiscalização do uso do solo. Contribuindo para a destruição ou empobrecimento estético da cidade. Violando as praças com a construção de barracas (quiosques), diminuído o número de áreas verdes, aprovando a constituição de bairros novos sem que espaços públicos dotados de praças e jardins sejam determinados.

Confira reportagem fotográfica

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Entulho é jogado às margens da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana.
Primeira visão de quem ingressa na cidade através da pela BR 101 em Feira de Santana é de uma cidade desorganiza
Barraca de madeira construída às margens da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana
Conjunto de barracas de madeira e estruturas de concreto pré-moldado sobre o que deveria ser a calçada da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana
Na imagem, ocupações irregulares ao longo da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana
Carroceira de ônibus e caminhão sobre o que deveria ser uma calçada da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana
Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro) é um exemplo de como a nossa cidade de Feira de Santana é administrada, sob o aspecto da ocupação do solo
Carroceira de ônibus e caminhão sobre o que deveria ser uma calçada da Avenida Francisco Pinto (Avenida Rio de Janeiro), em Feira de Santana

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Sobre Carlos Augusto 9508 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).