Em mensagem ao Congresso, a presidenta Dilma Rousseff pede apoio na implementação de medidas

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Dilma Rousseff lembrou a redução média de 20% nas tarifas de energia, o que, segundo ela, terá impacto em toda a economia do país, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de empregos.
Dilma Rousseff lembrou a redução média de 20% nas tarifas de energia, o que, segundo ela, terá impacto em toda a economia do país, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de empregos.
Dilma Rousseff lembrou a redução média de 20% nas tarifas de energia, o que, segundo ela, terá impacto em toda a economia do país, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de empregos.
Dilma Rousseff lembrou a redução média de 20% nas tarifas de energia, o que, segundo ela, terá impacto em toda a economia do país, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de empregos.

Na mensagem para a abertura dos trabalhos legislativos de 2013, lida ontem (04/02/2013) em sessão do Congresso, a presidenta Dilma Rousseff fez um balanço das medidas implementadas pelo governo em 2012 que tiveram como objetivo o crescimento e a geração de emprego, a exemplo de concessões de aeroportos e da expansão do setor de energia elétrica. A presidenta também pede a colaboração do Congresso  para a implementação de medidas necessárias para o crescimento do país.

O setor de infraestrutura foi bastante destacado na mensagem. Dilma lembrou a redução média de 20% nas tarifas de energia, o que, segundo ela, terá impacto em toda a economia do país, contribuindo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de empregos. O crescimento do setor de telecomunicações e a oferta de tecnologia de quarta geração (4G) de telefonia celular também mereceram ênfase na mensagem.

A presidenta lembrou também que este ano será muito importante para o setor de petróleo e gás, com a realização da 11ª rodada exploratória de blocos de petróleo e da primeira rodada sob o novo regime de partilha, em novembro. Segundo Dilma, todos os editais para concessões de rodovias e ferrovias anunciados pelo governo serão publicados no primeiro semestre deste ano. Ela informou que o leilão para o trem de alta velocidade vai ocorrer no segundo semestre.

No setor de agricultura, a presidenta destacou o crescimento da produção de grãos para a safra deste ano e anunciou medidas para ajudar na agricultura familiar e aprimorar a política de seguro agrícola. Dilma também destacou avanços na área educacional, com a criação de novas universidades e mais acesso ao financiamento estudantil.

A presidenta citou os preparativos do governo para a Copa do Mundo de 2014 e garantiu a conclusão de obras em estádios, aeroportos, portos e mobilidade urbana, além de ações de infraestrutura turística nas cidades-sedes e investimentos em telecomunicações e segurança. Segundo a presidenta, as metas anunciadas do Programa Minha Casa, Minha Vida serão cumpridas, garantindo a entrega de 2,4 milhões de moradias até 2014.

Ao final da mensagem, cuja leitura durou mais de uma hora, a presidenta reconheceu o papel do Congresso Nacional para a construção de um país mais democrático, justo e soberano, e pediu o apoio dos parlamentares para avançar em temas sensíveis e necessários, como as mudanças no sistema tributário, a reforma política e as alterações do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

“Em 2013, o Brasil colocará mais um tijolo na extraordinária e histórica obra da construção de uma economia mais competitiva e de uma sociedade mais justa e com mais oportunidade para todos. Em parceria com Congresso Nacional, daremos mais um passo na direção de um Brasil desenvolvido, que garanta os direitos de todas as brasileiras e de todos os brasileiros, nosso legado conjunto para as gerações futuras”, disse a presidenta, em mensagem lida pelo primeiro-secretário da Câmara, deputado Marcio Bittar (PSDB-AC).

Dilma Rousseff: “O tempo em que o governante olhava para o governador ou o prefeito perguntando de que partido ele era passou. Hoje, jamais olhamos para opção política, religiosa ou esportiva do prefeito ou do governador. Isto não pode ser critério para que nós façamos ou não parceria porque quem nos elegeu - a mim, ao governador e aos prefeitos - tem um nome só: é o povo deste país”
Dilma Rousseff: “O tempo em que o governante olhava para o governador ou o prefeito perguntando de que partido ele era passou. Hoje, jamais olhamos para opção política, religiosa ou esportiva do prefeito ou do governador. Isto não pode ser critério para que nós façamos ou não parceria porque quem nos elegeu - a mim, ao governador e aos prefeitos - tem um nome só: é o povo deste país”

Presidenta Dilma diz que não discrimina oposição

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (04/01/2013), em Cascavel (PR), que o tempo em que o governante perguntava a filiação partidária de governadores e prefeitos para decidir fazer ou não parcerias passou. Dilma participou da cerimônia de abertura da feira Show Rural Coopavel 2013 e de entrega de retroescavadeiras a 29 municípios paranaenses, ao lado do governador do estado, Beto Richa, do PSDB, e da ministra-chefe da Casa Civil, a também paranaense Gleisi Hoffmann.

“O tempo em que o governante olhava para o governador ou o prefeito perguntando de que partido ele era passou. Hoje, jamais olhamos para opção política, religiosa ou esportiva do prefeito ou do governador. Isto não pode ser critério para que nós façamos ou não parceria porque quem nos elegeu – a mim, ao governador e aos prefeitos – tem um nome só: é o povo deste país”, disse Dilma.

Antes da presidenta, Beto Richa havia tocado no assunto durante seu discurso, dizendo que “o tempo das bravatas, da perseguição, ficou no passado”. Segundo ele, o momento é de dar as mãos e caminhar rumo ao mesmo objetivo, que é o desenvolvimento econômico e social do Paraná.

Dilma ressaltou a importância das parcerias com governadores e prefeitos para a execução de grandes programas do governo federal, como o Bolsa Família. “É uma visão absolutamente patrimonialista e oligárquica achar que o estado ou os recursos do estado pertencem ao governante. Eles pertencem ao povo deste país e é para eles que temos que olhar”, concluiu.

As 29 retroescavadeiras entregues hoje serão usadas na construção e reestruturação de estradas vicinais necessárias aos agricultores familiares para vender seus produtos nas cidades. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que investiu R$ 4,1 milhões nas máquinas, cerca de 88 mil pessoas do oeste e sudoeste paranaense serão beneficiadas.

A meta do governo é entregar retroescavadeiras e motoniveladoras a todas as cidades com até 50 mil habitantes, o que, segundo a presidenta, representa quase 90% dos municípios. Dilma também disse que, a partir do segundo semestre deste ano, as prefeituras receberão caminhões-caçamba. “É fundamental, para ter uma agricultura sólida, que essa estrutura das estradas vicinais esteja mais bem acabada e mais bem estruturada”.

A presidenta disse que se surpreendeu com a qualidade da feira, organizada pela Cooperativa Agroindustrial de Cascavel, que serve como vitrine para empresas apresentarem aos produtores rurais novos equipamentos e tecnologias. “A feira coloca à disposição do Brasil inteiro o que tem de melhor em tecnologia agrícola”.

Ainda hoje a presidenta viaja até Arapongas (PR), onde fará o lançamento do Programa Terra Forte, que busca promover a agroindustrialização de assentamentos da reforma agrária. O lançamento será feito na inauguração da Agroindústria de Leite da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa, instalada no Assentamento Dorcelina Folador. 

Sobre Carlos Augusto 9652 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).