‘Cartões Postais de Feira de Santana’ visita o centro da cidade e constata o abandono por parte da gestão pública

Várias lojas são 'enfeitadas' nas fachadas com as barracas que ocupam as calçadas.
Várias lojas são 'enfeitadas' nas fachadas com as barracas que ocupam as calçadas.

O Jornal Grande Bahia visita o centro da cidade com objetivo de documentar fotograficamente a segunda série de reportagens ‘Cartões Postais de Feira de Santana’. Dando sequência a ideia contrária ao sentido de cartão postal, as reportagens objetivam denunciar como a atitude de cidadãos e do poder público contribuem para a degradação da vida em sociedade.

A política de ocupação das praças e espaços públicos com barracas (quiosques) conduziu segmentos da população a ocupar ilegalmente estes espaços, na esperança que em um determinado momento a prefeitura legalizasse as ocupações.

O resultado é mais do que evidente. No centro comercial da cidade de Feira de Santana, barracas de plástico com telhado de zinco, barracas de ferro, ou de madeira, além de outros tipos de materiais, comercializam produtos de origem questionável. Produtos que não possuem selo de qualidade e que podem ser resultados de trabalho infantil, escravo ou semiescravo. Sem constatar a origem dos produtos é difícil avaliar as implicações sociais e econômicas dos mesmos.

Outro aspecto degradante é o mau cheiro que exala das ruas. Além da dificuldade de transitar nas calçadas, e o aspecto estético de uma sociedade pobre, degradada e desorganizada. Dia após dia, quadras são tomadas com barracas. Uma praga social que se espalha com a conivência da prefeitura e do Ministério Público Estadual.

A política implementada pelo prefeito José Ronaldo, que foi continuada pelos liderados do prefeito durante a gestão de Tarcízio Pimenta, e que agora é retomada com o próprio José Ronaldo evidência a falência de um modelo de gestão que empobreceu a cidade do ponto de vista organizacional e social.

Tendo como horizonte o voto destas pessoas, durante o processo eleitoral as lideranças políticas usurparam a Lei e violaram todos os códigos de conduta administrativa. O objetivo não foi constituir uma cidade que nos orgulhe, mais a manutenção no poder dos que apenas pensam em si mesmos. Os gestores privatizaram espaços públicos e foram omissos na fiscalização do solo.

Se Feira de Santana algum dia foi princesa. As fotos demonstram que a cidade está mais para uma dona de cortiço.

Confira reportagem fotográfica

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Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
Calçadas do centro da cidade de Feira de Santana ocupadas por barracas.
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Sobre Carlos Augusto 9463 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).