Editorial | Ilha de Itaparica, a alternativa para reorganização do espaço de Salvador passa pela construção da ponte que não tem trem

“Pontes são construídas para unir extremos. Sobre rios ou mares, as pontes possibilitam um viés de chegada ou saída que acelera o desenvolvimento, possibilita a geração de emprego e renda e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.”, explica Marcelo Déda, governador de Sergipe.
“Pontes são construídas para unir extremos. Sobre rios ou mares, as pontes possibilitam um viés de chegada ou saída que acelera o desenvolvimento, possibilita a geração de emprego e renda e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.”, explica Marcelo Déda, governador de Sergipe.
Vista de Salvador a partir da ilha de Itaparica. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Vista de Salvador a partir da ilha de Itaparica. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Desde o primeiro governo de Jaques Wagner, o anúncio da construção da ponte ligado Salvador a Ilha de Itaparica e desta forma ligando Salvador a BR 101, é um dos mais acalentados desejos do governador.

Em Sergipe, três pontes foram construídas. A mais extensa, com 1800 metros, liga a Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros. Elas foram construídas durante a administração do governador Marcelo Déda. Então, construir uma ponte não é algo tão difícil e complexo, como alguns podem imaginar.

O problema reside na concepção da ponte. Todas as perspectivas ilustradas da ponte, ou seja, a projeção de como ficará a ponte depois de pronta, apresenta apenas vias que contemple a ligação por veículos automotores, deixando de lado a possibilidade de se acrescentar uma ligação ferroviária entre a Ilha de Itaparica e Salvador.

“Pontes são construídas para unir extremos. Sobre rios ou mares, as pontes possibilitam um viés de chegada ou saída que acelera o desenvolvimento, possibilita a geração de emprego e renda e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.”, explica Marcelo Déda, governador de Sergipe.
“Pontes são construídas para unir extremos. Sobre rios ou mares, as pontes possibilitam um viés de chegada ou saída que acelera o desenvolvimento, possibilita a geração de emprego e renda e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.”, explica Marcelo Déda, governador de Sergipe.

Não se concebe, que em pleno século 21, oportunidade em que os governos discutem a melhor maneira de integrar as pessoas e de diminuir o uso do transporte individual, que o planejamento de uma importante via de ligação, que pode provocar impactos urbanos, tanto em Salvador, como na Ilha de Itaparica, não contemple um sistema que integre os dois espaços territoriais e as populações,  com transporte de massa ferroviário.

O governador Jaques Wagner pode entrar para história como um visionário, ou se apequenar diante do projeto que é apresentado. Tudo depende de como ele vislumbre o que é ser governante. E como foi dito em outro momento: “Governar é agir com visão de futuro.”.

*Carlos Augusto é jornalista, dirige o Jornal Grande Bahia e é mestrando em ciências sociais pela UFRB.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9393 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).