Deputado Carlos Geilson critica duramente política de saúde do município de Feira de Santana e atinge José Ronaldo

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Carlos Geilson dispara críticas contra José Ronaldo no setor de saúde. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Geilson dispara críticas contra José Ronaldo no setor de saúde. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Geilson dispara críticas contra José Ronaldo no setor de saúde. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Geilson dispara críticas contra José Ronaldo no setor de saúde. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

O dublê de radialista e deputado estadual Carlos Geilson (PTN-BA) criticou duramente a política de saúde pública de Feira de Santana. Em nota encaminhada a redação do Jornal Grande Bahia, o deputado afirma que “são exatamente 154 leitos para atender a Feira de Santana e mais 28 municípios pactuados pelo SUS. Além disso, são apenas 12 leitos de UTI neonatal, para gravidez de risco, sendo seis no Hospital da Mulher e seis no Hospital Geral Clériston Andrade. É evidente que é muito pouco”.

Geilson explica que nos últimos 20 anos os investimentos no setor de maternidade hospitalar foram insuficientes, e declarou: “Ou Feira de Santana tem uma maternidade ampla e moderna, à altura do município e da microrregião, ou muitas grávidas ainda vão viver o vexame e a falta de respeito na hora de dar à luz aos seus filhos.”.

A crítica do deputado atinge o aliado e atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. No terceiro mandato, mas tendo o grupo político comando os destinos do município nos últimos doze anos, oito de Ronaldo, seguidos por quatro anos de Tarcízio Pimenta, sendo retomado o comando do paço municipal por Ronaldo em 2013. As críticas de Geilson atingem o alcaide que ao longo das gestões destinou parte substancial das receitas federais da saúde para o pagamento de exames laboratoriais.

A rede de atendimento básica implantada no município durante as gestões de José Ronaldo é algo vexatório e vergonhoso, declara um médico feirense, e segue afirmando que a política de implantação de postos de saúde no município não obedece à lógica da boa gestão, sendo implantados em condições inadequadas aos procedimentos médicos.

Medidas polêmicas

Ronaldo e a atual secretária Denise Mascarenhas optaram por construir um edifício anexo ao hospital da Mulher, e nele, implantar um hospital para atendimento infantil, mesmo sendo um prédio anexo, contíguo ao terreno do hospital da Mulher.  Com a implantação do Hospital Estadual da Criança pelo Governo e Jaques Wagner, o prefeito relutou em mudar o objetivo final do hospital municipal da criança. Perdeu a oportunidade de ampliar os serviços médicos do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher).

Outra medida polêmica tomada por Ronaldo no setor, diz respeito ao prédio sede secretária de saúde, localizado na Avenida João Durval. Que foi construído durante a administração de Clailton Mascarenhas, e transformado em repartição administrativa por José Ronaldo. “O prédio deveria abrigar serviços médicos. Foi projetado e construído com esta finalidade, mas José Ronaldo preferiu implantar um serviço burocrático. Foi uma trágica decisão que prejudica a qualidade dos serviços hospitalares do município”, declara o profissional da área.

Escândalos

Para relembrar. Durante o início do Governo Tarcízio Pimenta dois escândalos ligados ao setor de saúde foram denunciados pela imprensa feirense. A excessiva compra de pulseira de identificação de recém-nascidos, que pelo número de pulseiras compradas, seria suficiente para identificar os nascidos em Feira de Santana durante décadas. Outro escândalo foi os das quentinhas, que eram transportadas dentro de ambulâncias para serem servidas aos funcionários do hospital. As práticas tiveram início durante o Governo de José Ronaldo, denunciou à imprensa na época.

Recursos

A gestão dos recursos é uma verdadeira “caixa preta”. Embora a Lei estabeleça a total transparência com relação aos gastos públicos, é difícil identificar como os recursos da saúde são geridos. Feira de Santana pactuou o sistema pleno de saúde, sendo o município responsável pela gestão dos fartos recursos federais. Que contemplam não apenas Feira de Santana, mais os demais municípios que mantêm convênios com sistema de saúde local.

O deputado Carlos Geilson acerta na crítica.

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