Governador Jaques Wagner cria a Comissão da Verdade na Bahia e afirma que vai lutar para preservação de terreiro

Lideranças políticas da Bahia recepcionam as ministras do governo Rousseff em Salvador.
Lideranças políticas da Bahia recepcionam as ministras do governo Rousseff em Salvador.
Lideranças políticas da Bahia recepcionam as ministras do governo Rousseff em Salvador.
Lideranças políticas da Bahia recepcionam as ministras do governo Rousseff em Salvador.

Na noite desta segunda-feira (10/12/2012), dia dedicado aos Direitos Humanos, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) esteve com o governador da Bahia, Jaques Wagner, junto com a ministra Maria do Rosário, titular da pasta no governo Dilma, para participar do ato que selou a criação da Comissão da Verdade na Bahia, que passa a investigar os crimes cometidos durante a ditadura no estado. A assinatura do decreto estadual aconteceu durante a abertura da 1ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na Rua, realizada em Salvador, na segunda (10) e terça-feira (11), na Praça do Cruzeiro, no Pelourinho.

Além disso, o chefe do executivo baiano afirmou, durante seu pronunciamento, que vai desapropriar a localidade onde funciona o terreiro de candomblé Ilê Axé Ayrá Izô, no bairro de Campinas de Brotas, em Salvador. “Não é uma decisão que vai de encontro com o poder judiciário, mas o governador tem autonomia para desapropriar e se pela justiça os povos de terreiros não conseguiram, vamos pelo poder executivo e garantir que essas pessoas continuem cultuando sua religião no local de origem”, afirma Wagner.

O deputado Marcelino Galo, reiterou a importância de continuar um debate social que começou no governo federal e que já toma os estados brasileiros. “Temos agora constituído uma comissão que vai investigar os crimes cometidos durante a ditadura militar na Bahia e que será um mecanismo para reescrever a história de pessoas que sofreram torturas e que ainda sentem isso na alma”, declara o parlamentar, que recepcionou a ministra Maria do Rosário em sua chegada no aeroporto de Salvador.

Já a titular da pasta de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a ministra Maria do Rosário, destacou o projeto na capital Salvador. “Essa é a primeira sessão de cinema que fazemos na rua. Estivemos em outras capitais antes, mas aqui em Salvador é a primeira vez que realizamos a ação no meio da rua, uma nova dinâmica para o cinema e para esse projeto. A intenção é que o projeto continue de forma itinerante no ano de 2012”, finaliza.

Entre os títulos que foram exibidos nesta segunda no Pelourinho, destacam-se obras como “O Cadeado”, de Leon Sampaio, que revela a problematização de um cotidiano existente em diversas regiões do país e aponta esperançosamente para a crença no outro, na coletividade e nos valores humanos. Também estão na lista, “A Galinha que Burlou o Sistema”, de Quico Meirelles e “Funeral à Cigana”, de Fernando Honesko.

Sobre Carlos Augusto 9758 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).