Desempenho da economia brasileira em 2012 foi frustrante, avalia CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, apresentou hoje (3) projeções da entidade para a economia. Os números apontam estagnação e queda do desempenho da indústria este ano, mas preveem recuperação em 2013.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, apresentou hoje (3) projeções da entidade para a economia. Os números apontam estagnação e queda do desempenho da indústria este ano, mas preveem recuperação em 2013.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, apresentou hoje (3) projeções da entidade para a economia. Os números apontam estagnação e queda do desempenho da indústria este ano, mas preveem recuperação em 2013.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, apresentou hoje (3) projeções da entidade para a economia. Os números apontam estagnação e queda do desempenho da indústria este ano, mas preveem recuperação em 2013.

A economia brasileira teve um desempenho frustrante em 2012, considerado um ano perdido na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou hoje (03/12/2012) uma edição especial do Informe Conjuntural com dados de 2012 e projeções para 2013. As previsões da CNI indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – fechará este ano em 0,9% .

Para a confederação, o resultado confirma que “o modelo de crescimento brasileiro”, com base no consumo, “é insustentável”.

A CNI destaca ainda que, desde o fim do ano passado, chama a atenção o fraco desempenho da economia, particularmente da indústria. Segundo a confederação, é preciso aumentar o ritmo dos investimentos em equilíbrio com o consumo das famílias. Pela avaliação dos industriais, os investimentos terão uma queda de 4,5% neste ano, enquanto o consumo das famílias aumentará em 3,1%.

“Não se sustenta crescimento apenas com o consumo, que tem certa limitação. Às vezes, tem importância para alguns setores, como o automotivo. Houve aumento do consumo, mas não dos investimentos no setor”, disse o presidente da CNI, Robson Braga.

A CNI enfatiza ainda que, com a queda da atividade industrial, a participação do setor no crescimento da economia diminuirá ainda mais, com a perda de competitividade nos mercados interno e externo.

A CNI traçou dois cenários para as projeções. O primeiro, com base nas medidas do governo adotadas para o ganho da competitividade da indústria, e a inclusão do aumento da confiança do empresário para 2013, do crescimento da utilização da capacidade instalada e da volta dos investimentos.

No cenário alternativo, as projeções levam em consideração que as medidas do governo terão efeitos parciais, a indústria avança menos na competitividade e o consumo será direcionado para o mercado externo.

A CNI estima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – em 0,9% em 2012. Para 2013, a projeção da confederação é que a economia cresça 4%. Já o PIB industrial ficou em -0,6% este ano. Para 2013, a expectativa é que haja uma expansão de 4,1%.

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