Conde: Aurantiaca inicia produção de manta de fibra de coco e biorolo em janeiro de 2013

Siribinha, no município de Conde. Empresa investe nos recursos naturais do município.
Siribinha, no município de Conde. Empresa investe nos recursos naturais do município.
Siribinha, no município de Conde. Empresa investe nos recursos naturais do município.
Siribinha, no município de Conde. Empresa investe nos recursos naturais do município.

A indústria de coco do Grupo Aurantiaca, que está sendo instalada no município do Conde, iniciará a partir de janeiro de 2013, a produção de manta de fibra de coco e biorolo, utilizados em sistemas de contenção nas estradas. A fibra de coco que será produzida pela Aurantiaca deverá ser utilizada pelas indústrias automobilísticas instaladas na Bahia e para a utilização de derivados de coco em fábricas de cosméticos sediadas no Estado. Em um estágio mais avançado do projeto, haverá a produção de outros produtos de coco, entre eles, água, óleo, leite e farinha. “Entendemos que ações do Estado neste sentido, articulando e incentivando o uso de produtos baianos na nossa própria economia, alavancam e viabilizam iniciativas de investimentos como os da Aurantiaca”, afirma Piet Henk Dörr, presidente da empresa.

Segundo o vice-presidente da Aurantiaca, Roberto Lessa, “não existe no mundo uma indústria similar em termos de total aproveitamento do coco”. Haverá aproveitamento da água do coco; da polpa, para produção do leite de coco e coco ralado; da casca, como fonte de nutrientes para o solo das fazendas e da concha do coco, como combustível nas caldeiras de produção da indústria. A indústria irá produzir cerca de 600 mil frutos em suas fazendas próprias e vai comprar coco de produtores locais. “Me parece um projeto muito interessante, que demonstra capacidade de gestão e consistência. Entendo que vai dar estabilidade à agricultura familiar. Vamos acompanhar”, comenta o Secretário de Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli.

A produção de coco é um assunto que vem merecendo atenção por parte do Secretário de Planejamento, que tem formação em Economia. De acordo com ele, a Bahia é favorecida com condições ideais para o desenvolvimento dos coqueiros. “Temos terrenos arenosos na maior parte da faixa costeira e sol forte”, destaca.

Gabrielli sinaliza que essas condições físicas encontradas no Estado representam uma potencialidade para que a comercialização do coco ocorra durante todo o ano. Dessa forma, possibilita que o produtor mantenha um fluxo contínuo de faturamento no decorrer da vida produtiva do coqueiro. Dados do segmento revelam que a produção de coco no Brasil está em franco crescimento, com quase três milhões de toneladas por ano.

O município do Conde, onde estão sediadas as fazendas da Aurantiaca e onde está sendo construída, com recursos próprios, a fábrica, tem uma área de mais de 15 mil hectares plantados com coco. Esse território é maior do que a área plantada em estados como Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Com a chegada da indústria, as perspectivas são de melhorias para os produtores de coco. Segundo dados do IBGE, cerca de 90% dos que atuam nesse segmento, no Brasil, têm um perfil de agricultores familiares, com propriedades de até 50 hectares.

De acordo com José Sérgio Gabrielli, a expectativa é de que o consumo de água de coco no mercado brasileiro salte de 1,4%, para 5%, atingindo a marca de 500 milhões de litros. “Com o aumento contínuo do consumo da água de coco, esse é um mercado bastante promissor, competindo, inclusive, com as bebidas do tipo isotônicas”, comenta.

Redação do Jornal Grande Bahia
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