Universidades Estaduais da Bahia paralisam atividades acadêmicas e realizam ato público

Servidores das universidades estaduais da Bahia voltam a cobrar regulamentação de lei.
Servidores das universidades estaduais da Bahia voltam a cobrar regulamentação de lei.
Servidores das universidades estaduais da Bahia voltam a cobrar regulamentação de lei.
Servidores das universidades estaduais da Bahia voltam a cobrar regulamentação de lei.

Com o intuito de dar continuidade ao calendário de mobilização da campanha salarial 2012, aprovado na assembleia geral de professores das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Uesc, Uesb, Uneb e Uefs), as atividades acadêmicas serão paralisadas nesta quinta-feira (22). Na oportunidade, haverá um ato público em frente à Assembleia Legislativa, às 10h, que reivindicará outros dois aspectos da campanha ainda tratados com descaso pelo governo do Estado: orçamento e autonomia universitária.

A paralisação mostrará à sociedade que, na Bahia, o ensino superior público é desvalorizado e passa por um processo de sucateamento. Com o ato na Assembleia Legislativa, os docentes pretendem denunciar o corte efetuado pelo governo Wagner para os orçamentos de 2013 das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) e pressionar os deputados para se posicionarem contrários às medidas governamentais que impõem o contingenciamento orçamentário.

“A proposta não é somente denunciar os problemas da universidade para a sociedade, mas sensibilizar os deputados para que aprovem emendas que compensem os cortes efetuados no orçamento pedido pelas Ueba para 2013”, diz a coordenadora do Fórum das ADs e diretora da Aduneb, Zózina Almeida.

Os professores, que depois de muita mobilização conseguiram conquistar o agendamento de duas reuniões técnicas para discutir a reivindicação salarial até o final do ano, consideram a mobilização fundamental. Além disso, é preciso que a categoria esteja mobilizada, pois as experiências anteriores demonstram que o governo Wagner não merece a confiança dos docentes.

Estudantes e funcionários também estão mobilizados para o ato, que fortalecerá a luta unificada das categorias em prol de uma educação pública e de qualidade.

Também consta na pauta docente a revogação da lei 7176/97, que fere a autonomia universitária, e o reajuste salarial de 28% para equiparar parte da perda que faz do salário dos docentes das Ueba um dos piores do Nordeste.

APOIO DOS REITORES 

Os reitores das quatro Ueba reuniram-se com o Fórum das ADs, no dia 19 de setembro, informando que solicitarão suplementação de verba para suprir as demandas de custeio e investimento em ensino, pesquisa e extensão ainda para 2012. Isso porque, atualmente, o repasse da Receita Líquida de Impostos (RLI) não chega nem ao proposto pelo próprio governo, que é 5%.

O Fórum de Reitores ainda assinou um documento conjunto com o Fórum das ADs reivindicando, no mínimo, 7% da RLI para as Ueba, com revisão desse valor a cada dois anos e orçamento nunca inferior aos executados nos anos anteriores.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9397 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).