SEI lança estudo sobre construção civil onde aponta crescimento de 19% na qualificação da mão de obra baiana

O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, divulgou hoje (22/11) um estudo sobre a construção civil na Bahia e no Brasil, publicado como Texto para Discussão. O trabalho, desenvolvido conjuntamente pela diretoria de Pesquisa e a diretoria de Estatística da SEI, investiga os determinantes da dinâmica da construção civil no Brasil e na Bahia, avaliando impactos de alguns indicadores como renda, financiamento habitacional, spread e obras e instalações públicas.

Para a realização do estudo, estimou-se um modelo econométrico em dados longitudinais com informações das 27 unidades da federação para os anos de 2002 a 2009 e se verificou qual o comportamento das variáveis em termos de efeito e intensidade em relação à produção do setor da construção civil. O trabalho demonstra que a Bahia ocupa lugar de destaque no setor, sendo o quarto maior estado em valor adicionado (soma de todo produto final da construção civil), terceiro em financiamento habitacional, quarto em emprego formal e quinto com os maiores gastos estaduais em obras e instalações entre as unidades da Federação. Desde 2005, a Bahia vem obtendo taxas de crescimento anual superiores às do país em relação ao valor adicionado da construção civil.

No que diz respeito ao emprego, observa-se não só a expansão da geração de postos no setor, mas também uma mudança qualitativa desses empregos. O percentual de trabalhadores qualificados passou de 21% para 40% na Bahia e de 19% para 34% no Brasil, entre 2002 e 2009. Tais dados demonstram que, no período em análise, a construção civil cresceu sensivelmente no cenário nacional e ainda mais na Bahia, o que explicita a relevância do setor na dinâmica econômica do estado. Urandi Paiva, coordenador de estatística da SEI, explica o cenário favorável: “A indústria da construção no Brasil, em função do seu comportamento positivo, promete ser o motor de crescimento da economia nos próximos anos. Tal propulsão é motivada pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida, da Copa do Mundo de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016, pela expansão do crédito, ampliação das linhas de financiamento, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2”.

O resultado do estudo econométrico aponta uma forte influência dos financiamentos habitacionais, do PIB e dos gastos públicos sobre a produção do setor da construção civil. “Um avanço neste estudo é a certificação de que os investimentos públicos em obras influenciam de forma significativa no crescimento da construção civil, apresentando um impacto superior ao representado pelo financiamento habitacional”, aponta Armando Castro, diretor de Pesquisas da SEI.

O Texto para Discussão intitulado Análise do crescimento da Construção Civil no Brasil e na Bahia: uma abordagem em dados em painéis para o período 2002 a 2009, esta acessível no site da SEI (www.sei.ba.gov.br).

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Sobre Carlos Augusto 9994 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).