Salvador: Deputado Alan Sanches contesta renovação da concessão do Aeroclube Plaza Show até 2056

Em registro de 2 de setembro de 2002, a vista aérea do Aeroclube Plaza Show, em Salvador.
Em registro de 2 de setembro de 2002, a vista aérea do Aeroclube Plaza Show, em Salvador.

O deputado estadual Alan Sanches, presidente municipal do PSD, levando em consideração que falta apenas 47 dias para o a posse do novo prefeito e dos vereadores eleitos de Salvador, acha temerário o executivo municipal querer aprovar a concessão do Aeroclube Plaza Show até 2056 sem antes resolver “o grande problema” que lá existe e sem o mínimo debate com a sociedade.

“Hoje nós possuímos um grande mausoléu no meio da nossa Orla, que é o Aeroclube. Um local que muito já frequentei com minha família e hoje fico triste e decepcionado em saber que, na situação que se encontra, pretendem renovar uma concessão por mais 30 anos, mais os atuais 14, que resultará em, nada menos, que 44 anos. E a pergunta é: o porquê dessa concessão elástica sem nenhuma contra-partida para o município e diante de todo imbróglio que envolve o espaço”, questionou.

O deputado Alan Sanches, no entanto, diz acreditar que os atuais representantes da Câmara irão se debruçar sobre o projeto e perceber que Salvador não pode abrir mão desse equipamento público de lazer sem antes debater com a população e autoridades competentes. “Tenho certeza, que meus amigos vereadores tomarão a decisão mais acertada”, frisou, o presidente do PSD, que já foi vereador por dois mandatos e presidente do parlamento.

Histórico

Em 2006, o empreendimento, administrado pelo grupo Iguatemi e por empresários do Rio de Janeiro, passou a investir no setor de varejo, o que atraiu lojistas para o local. Com isso, uma série de obras de ampliação do shopping começou a ser colocada em prática em 2008.

Foi neste ano, em janeiro, que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) embargou as intervenções, a pedido do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

À época, o desembargador responsável pelo caso alegou que era necessária autorização do órgão federal para o início das intervenções, por se tratar de uma área tombada.

A partir daí, o shopping passou a ser acionado judicialmente por lojistas que alegavam prejuízos e nunca mais voltou a funcionar como no início da operação comercial.

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