Península de Maraú ganha Polo de Informações Turísticas

Península de Maraú.
Península de Maraú.
Península de Maraú.
Península de Maraú.

A população da Península de Maraú, na Bahia, passa a contar com uma importante ferramenta que vai ajudar no desenvolvimento da educação profissional e do turismo na região. Trata-se do Polo de Informações Turísticas da Península de Maraú, do Centro Territorial de Educação Profissional do Litoral Sul (Cetep).

Este é o primeiro dos quatro polos a serem instalados no Território, antes do verão, pela Secretaria da Educação do Estado. Os demais funcionarão nos povoados de Tremembé, Caubi e Saquira. Nos polos, os estudantes do curso técnico em Guia de Turismo irão recepcionar os visitantes de todas as partes do Brasil e de outros países interessados em conhecer as atrações culturais, históricas, arquitetônicas e, sobretudo, as belezas naturais da cidade que já foi chamada de Mayrahú e habitada pelos índiosMayra.

O polo funcionará na Associação dos Amigos da Península de Maraú, localizada na Avenida Beira Mar, nº 5, Centro. O local é estratégico e é dotado de infraestrutura para o atendimento ao turista. Os estudantes distribuirão materiais, como folders que ajudam a contar a história da Península e que foram elaborados por eles em sala de aula. Há detalhes sobre a cidade, como por exemplo, a origem da Paróquia São Sebastião, construída em 1915 e roteiros turísticos alternativos, como trilhas ecológicas que levam a lindas cachoeiras.

Além disso, está tudo na “ponta da língua”, como afirma a estudante do 4º curso técnico em Guia de Turismo, Daniele Figueredo, 18 anos. Ela está entusiasmada. “Meu coração está a mil. É um projeto que visa aprimorar o turismo em atuação no polo que vai valorizar a nossa cidade. Daremos orientações sobre trilhas e serviços, falaremos sobre a história da Península, das manifestações culturais. Vamos indicar, também, os atrativos naturais e culturais. Vai ser muito bom”, disse.

Meio ambiente – Naila Marinho, 17 anos, acredita que o trabalho será enriquecedor para a comunidade. “Conscientizar sobre a importância de cuidar e conservar o meio ambiente é uma das nossas práticas nesse projeto. Queremos trazer turistas para a nossa cidade, mas turistas que respeitem e valorizem o meio ambiente. No guiamento, temos essa preocupação de pedir que os turistas não joguem lixo pelo caminho, não deixem nada nas cachoeiras, nas praias. De forma alguma queremos que as belezas naturais da Península sejam degradadas. Chamamos atenção para isso o tempo todo, inclusive nos folders”.

A professora Edinete de Oliveira, vice-diretora do CETEP Litoral Sul, disse que esta atividade é caracterizada como um estágio social. O estágio é um componente curricular que coloca o estudante em contato direto com a realidade do mundo do trabalho. Possibilita, desta forma, que o estudante desenvolva habilidades e atitudes necessárias para agregar conhecimentos e práticas, exercitar a autonomia e emancipação, socializar e refletir sobre a relação dialética estabelecida entre teoria e prática.

Orientados por professores, os grupos de quatro a seis estudantes se revezarão no atendimento aos turistas de domingo a domingo, das 7h30 às 20h, no Polo de Maraú e de domingo a domingo, das 8h às 18h, nos polos dos povoados. Cada turma permanecerá nos polos por quatro horas.

Para a vice-diretora, Edinete Oliveira, os polos revitalizarão o turismo da Península de Maraú. “Os estudantes estão encantados, muito envolvidos e felizes com a possibilidade de viverem daquilo que passaram quatro anos estudando e se preparando. E, melhor ainda, é o fato de que poderão continuar trabalhando onde nasceram. A expectativa é firmar parcerias e instalar outros polos no território, em locais a exemplo de Barra Grande”, afirmou.

O professor-orientador, Marcílio Góes, ressalta que está sendo firmada uma parceria com a Secretaria de Cultura de Maraú. “Nossos estudantes já estão em parceria com a Secretaria de Cultura, desenvolvendo uma agenda cultural que será disponibilizada em pousadas e restaurantes. A ideia é que os turistas tenham acesso a todos os eventos que vão acontecer na cidade ao longo do ano, como as manifestações culturais, a exemplo do Cocumbi, da caipora e dos mascarados. Atualmente, os visitantes estão restringidos a observar apenas as belezas da cidade, sem conhecimento histórico. Agora, com os polos, os turistas terão estas informações por meio dos nossos estudantes que estão muito bem qualificados e preparados para isso”, festeja.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9381 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).