O eleitor brasileiro e o mau uso do voto

Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.
Antônio Alberto de Oliveira Peixoto.

O eleitor brasileiro, infelizmente, ainda não aprendeu a utilizar o seu voto, que carrega um grande poder de decisão, pois elege ou não determinado alguém para gerir seus interesses e de toda comunidade. O voto pode ser também usado como arma contra os maus políticos, que fazem do cargo a ele conferido pelo voto do povo, meio de vida e chegam até a usar sua posição de representante popular em transações ilícitas, aumentando a corrupção que a muito assola este país.

Em se tratando do voto de protesto é pior ainda. Eleger Macaco Tião, Tiririca – nada contra a pessoa do artista – e tantos outros de igual nível político, não é a atitude mais correta; este voto só agrava a situação. Porém como a maioria dos brasileiros não são politizados, dá para entender certas atitudes do eleitor, mas se a situação já não é boa, como resolvê-la fazendo protestos inúteis, ou seja: “se a casa já está suja, como limpá-la jogando mais lixo dentro”?

Antes de fazer qualquer tipo de crítica aos maus políticos, deve-se fazer uma reflexão e, com certeza, vai ser constatado que o erro também é do eleitor que escolheu mal ou se deixou enganar pelas campanhas “fantasiosas” e não cobra nenhum tipo de prestação de contas destes. A maioria nem lembra mais em quem votou no último pleito.

O Brasil além de ser uma nação de analfabetos funcionais com índices bastante elevados, é também um país de analfabetos políticos, fato este motivado pela falta de investimento em educação. Mas para que dar educação ao “povão”? Seria uma espécie de suicídio, dos próprios políticos que estariam preparando os eleitores, para contestar suas incompetência e atitudes corruptas de forma mais incisiva.

É preciso que os mais esclarecidos – que são bem poucos no Brasil – tomem a iniciativa e se mobilizem contra esta situação insustentável. Onde está o grito dos universitários e dos caras pintadas? – movimento constituído por uma multidão de jovens e adolescentes, que foram às ruas protestando contra os acontecimentos que vinham abalando a sociedade, na época do então presidente Collor de Mello. Será que a luta destes jovens, hoje já senhores, pais e profissionais não serviu para exemplificar, que só o protesto organizado e incisivo leva a vitórias e mudanças?

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br. Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.