Indianos chegam à Bahia interessados em ferro e manganês. Empresas estatais indianas NMDC e Moil, ligadas ao Ministério do Aço, iniciam estudos para a exploração de minério

Acordo foi assinado na sede da SICM, com as presenças da delegação indiana, dirigentes da Sicm e da Serinter.

Acordo foi assinado na sede da SICM, com as presenças da delegação indiana, dirigentes da Sicm e da Serinter.

Quinto produtor brasileiro de bens minerais, a Bahia vem atraindo o interesse de grandes grupos do setor de mineração.

Depois de empresas do porte da Bamin (Cazaquistão), Yamana Gold (Canadá) e Mirabela (Austrália) se instalarem no estado, agora é a vez da NMDC e da Moil (ambas da Índia) iniciarem estudos para a exploração de minério na Bahia.

O primeiro passo foi dado pela NMDC, com a assinatura do termo de cooperação com a Zamim para o início dos estudos que levarão a instalação de uma fábrica na Bahia. Também indiana, a Zamim foi a responsável pelo projeto de instalação da Bamim no município de Caetité, sudoeste do estado.

A assinatura do termo aconteceu na sede da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm) e contou com a presença de representantes do Ministério do Aço da Índia. “A Bahia foi escolhida pelos indianos para iniciarem seus investimentos no Brasil devido ao enorme potencial mineral do estado”, disse James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração.

Segundo Paulo Guimarães, superintendente de Desenvolvimento Econômico da Sicm, a NMDC tem um projeto para a exploração e pelotização de minério de ferro e produção de aço, enquanto a Moil se interessa pelo manganês. “As duas empresas são as maiores do setor mineral na Índia”, revela, destacando a importância dos investidores.

De acordo com Rafael Valverde, superintendente de Indústria e Mineração da Sicm, o setor de mineração baiano vem experimentando um grande impulso nos últimos anos. “Atualmente, mais de dez empreendimentos estão sendo implantados, totalizando R$ 14,1 bilhões em investimentos, que vão gerar cerca de seis mil novos empregos”, afirmou. “Agora, com a chegada dos indianos, ele fica ainda mais fortalecido”, disse.

Potencial baiano – A Bahia é hoje o segundo estado do país em requisições de área para pesquisa mineral – especialmente em commodities -, sendo o maior produtor brasileiro de urânio, cromo, salgema, magnesita e talco. O setor gera mais de 13 mil postos de trabalhos. Destes, 11,4 mil estão no interior (região do semiárido) e o restante na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).