Caso Rhodia: Bira Corôa protesta contra ameaça de incineração de lixo tóxico em Camaçari

Bira Corôa: “Convocamos a sociedade civil para começar uma campanha contra esse absurdo, que atenta contra a saúde pública e o meio ambiente”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bira Corôa: “Convocamos a sociedade civil para começar uma campanha contra esse absurdo, que atenta contra a saúde pública e o meio ambiente”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bira Corôa: “Convocamos a sociedade civil para começar uma campanha contra esse absurdo, que atenta contra a saúde pública e o meio ambiente”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bira Corôa: “Convocamos a sociedade civil para começar uma campanha contra esse absurdo, que atenta contra a saúde pública e o meio ambiente”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

O deputado estadual Bira Corôa (PT) fez um protesto contra a autorização, nove anos depois de impedida pela Justiça, da transferência e queima de lixo tóxico proveniente da Rhodia, em São Paulo, no município baiano de Camaçari. “Esse lixo, que já contaminou diversas famílias e trabalhadores, volta a ameaçar a Bahia, pois há risco até no transporte do material”, discursou o parlamentar, nesta quarta-feira (21/11/2012), no plenário do Legislativo estadual.

Em 2004, Bira Corôa era vereador em Camaçari e mobilizou a Câmara e o município para se juntar ao então deputado estadual Zilton Rocha (PT), que moveu ação popular vitoriosa que suspendeu a incineração de 3.600 toneladas de resíduos produzidos pela empresa e que foram transportados para a Cetrel (Central de Tratamento de Efluentes Líquidos), no Pólo Petroquímico de Camaçari.

“Convocamos a sociedade civil para começar uma campanha contra esse absurdo, que atenta contra a saúde pública e o meio ambiente”, disse o deputado, lembrando que a Justiça de São Paulo proibiu a incineração dos resíduos que a Rhodia produziu na antiga fábrica de Cubatão (SP) em todo Estado.

20 anos – Em seu parecer, o juiz Ricardo D’Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Bahia, além de parar a queima, também determinou a interceptação, nas estradas federais e estaduais do país, dos caminhões carregados com o material tóxico, “que aguardou dez anos para encontrar um cliente para a sua mercadoria”.

Na época, a Cetrel chegou a incinerar 900 toneladas do produto antes de ser notificada pela Justiça. “Essa escória já tem 20 anos, um lixo químico que inclui substâncias cancerígenas banidas mundialmente em tratados internacionais”, diz Corôa.

Os lixões químicos da fábrica da Rhodia em Cubatão foram descartados há décadas em terrenos da Baixada Santista, sendo considerado um dos maiores casos de contaminação industrial no Brasil.

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