Adutora do Algodão irá permitir retomada de projeto de irrigação, afirma presidente da CODEVASF

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Com abastecimento de água por meio de captação no rio São Francisco, a Adutora do Algodão permitirá a solução do problema de suprimento de água de forma definitiva da região.
Com abastecimento de água por meio de captação no rio São Francisco, a Adutora do Algodão permitirá a solução do problema de suprimento de água de forma definitiva da região.
Elmo Vaz: "A Codevasf tem um papel e um compromisso com o desenvolvimento regional; e a água, além de saúde, traz desenvolvimento. Ceraíma sofreu com o colapso da barragem, mas agora, aos poucos, iremos retomar o projeto”
Elmo Vaz: “A Codevasf tem um papel e um compromisso com o desenvolvimento regional; e a água, além de saúde, traz desenvolvimento. Ceraíma sofreu com o colapso da barragem, mas agora, aos poucos, iremos retomar o projeto”

A retomada do projeto de irrigação de Ceraíma, paralisado desde 2008 quando a barragem de Ceraíma entrou em exaustão e deixou de fornecer água, será um dos reflexos benéficos da entrada em operação da Adutora do Algodão – parceria do Ministério da Integração Nacional (MI), por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e o Governo do Estado da Bahia, por meio da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que será inaugurada nesta sexta em Malhada, na Bahia, às 9:30 h, pela presidenta Dilma Rousseff.

A expectativa foi expressada pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz, aos jornalistas que participaram da entrevista coletiva na manhã desta quinta (08/11/2012), em Salvador. “A Codevasf tem um papel e um compromisso com o desenvolvimento regional; e a água, além de saúde, traz desenvolvimento. Ceraíma sofreu com o colapso da barragem, mas agora, aos poucos, iremos retomar o projeto”, disse.

O projeto de irrigação de Ceraíma, em Guanambi, é de responsabilidade da Codevasf e conta com uma área de 420 hectares irrigáveis distribuídos em 112 lotes agrícolas de produtores familiares, com destaque para a produção de manga, seguida do cultivo de banana. A estimativa inicial para o projeto apontava um potencial de gerar 370 empregos diretos, 550 indiretos e produzir 2,2 mil toneladas anuais de alimentos. Além do suprimento hídrico ao projeto de irrigação, a barragem de Ceraíma – que passa agora a ser alimentada pela Adutora do Algodão -, irá fornecer água para outros produtores externos e beneficiar diretamente uma população de cerca de 1,7 mil pessoas.

Inauguração da Adutora

O ato de inauguração nesta sexta terá a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e do governador da Bahia, Jaques Wagner. Nessa primeira etapa, os investimentos totalizam R$ 136 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo R$ 75,7 milhões repassados à Embasa e outros cerca de R$ 60 milhões aplicados diretamente pela Codevasf. Na segunda etapa, serão investidos R$ 55 milhões, aproximadamente.

Com abastecimento de água por meio de captação no rio São Francisco, a Adutora do Algodão permitirá a solução do problema de suprimento de água de forma definitiva da região.
Com abastecimento de água por meio de captação no rio São Francisco, a Adutora do Algodão permitirá a solução do problema de suprimento de água de forma definitiva da região.

“Essa obra estruturante, executada pela Embasa, permitirá a solução definitiva do problema de suprimento de água na microrregião de Guanambi. Isso, porque as barragens de Ceraíma e de Poço do Magro, mananciais que eram utilizados para abastecer a região, vinham apresentando redução de seu volume acumulado. A água do São Francisco está chegando para atender as necessidades da população que, anualmente, convive com estiagem prolongada”, explicou o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, que também respondeu às perguntas dos jornalistas na coletiva à imprensa.

A primeira etapa do empreendimento compreende 279,5 quilômetros de adutoras, uma estação de tratamento de água, uma estação de tratamento de lodo, seis elevatórias, seis reservatórios e uma estação de tratamento com capacidade de vazão de 450 litros por segundo. Ao final das duas etapas, a Adutora do Algodão irá abastecer as casas de cerca 165 mil habitantes.

Na primeira fase, serão beneficiados os municípios de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto, Candiba, Pindaí, Matina e Guanambi; as localidades de Mutãs (Guanambi) e Pajeú do Vento (Caetité), além de localidades rurais situadas ao longo da área de influência do sistema. Já na segunda etapa, a obra vai reforçar o abastecimento de água na sede municipal de Caetité e nos distritos de Morrinhos (município de Guanambi), Maniaçu e Brejinho das Ametistas (município de Caetité) e Ibitira (município de Rio do Antônio).

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