Votos no colégio eleitoral é que decidem eleição norte-americana

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Barack Obama e Mitt Romney. A dez dias da votação, eleição nos Estados Unidos permanece indefinida
Barack Obama e Mitt Romney. A dez dias da votação, eleição nos Estados Unidos permanece indefinida
Mitt Romney e Barack Obama. Diferentemente do Brasil, onde o candidato que recebe o maior número de votos é eleito presidente, nos Estados Unidos, a disputa é decidida pelo colégio eleitoral, formado por 538 delegados (chamados de electors) em todo o país.
Mitt Romney e Barack Obama. Diferentemente do Brasil, onde o candidato que recebe o maior número de votos é eleito presidente, nos Estados Unidos, a disputa é decidida pelo colégio eleitoral, formado por 538 delegados (chamados de electors) em todo o país.

Diferentemente do Brasil, onde o candidato que recebe o maior número de votos é eleito presidente, nos Estados Unidos, a disputa é decidida pelo colégio eleitoral, formado por 538 delegados (chamados de electors) em todo o país.

O colégio eleitoral, na verdade, divide-se em 51 colégios (um para cada estado norte-americano, mais o Distrito Federal), cujo número de integrantes é definido pelo tamanho da população. Cada delegado tem direito a um voto no colégio.

Porém, o voto do eleitor comum é essencial, porque é ele quem define quantos delegados cada candidato poderá indicar para o colégio eleitoral. Ou seja, quanto mais votos populares conseguir um candidato, mais delegados ele poderá nomear para o colégio daquele estado.

Por exemplo, na Califórnia, que tem o maior colégio do país, são 55 delegados (ou seja, 55 votos). Ali, se um dos candidatos conquistar os votos de 51% dos eleitores, consegue 28 delegados (ou 51% do colégio eleitoral). Se o outro candidato obtiver 49% do voto popular, garante 27 delegados.

O delegado se compromete a votar no candidato do partido que o nomeou. Logo, no colégio da Califórnia, o candidato A receberá 28 votos e o candidato B, 27. No entanto, segundo a legislação eleitoral americana, o vencedor de cada estado leva todos os votos daquele colégio eleitoral, com exceção dos de Nebraska e do Maine (cujos nove delegados podem ser distribuídos entre candidatos diferentes).

Portanto, apesar da disputa ter sido apertada no estado, o candidato A levará os 55 votos da Califórnia e o candidato B não ganhará nenhum. E, assim, a disputa segue estado por estado. Vence o candidato que obtiver 270 dos 538 votos no país.

Na prática, isso faz com que a eleição seja decidida no nível dos estados e não no nível nacional. Assim, para conseguir os 270 votos, é preciso conquistar os colégios eleitorais da maioria dos estados ou, pelo menos, ganhar nos estados mais populosos.

É possível vencer as eleições nos Estados Unidos, por exemplo, perdendo em 40 colégios eleitorais e ganhando apenas nos 11 estados mais populosos: Califórnia (55 votos), Texas (38), Flórida (29), Nova York (29), Pensilvânia (20), Illinois (20), Ohio (18), Michigan (16), Geórgia (16), Carolina do Norte (15) e Nova Jersey (14).

Como o sistema político norte-americano é diferente do brasileiro, pode acontecer de um candidato receber a maior parte dos votos dos eleitores, mas perder no colégio eleitoral e ficar fora da Casa Branca. Isso ocorreu na eleição de 2000, quando o democrata Al Gore teve 51 milhões de votos populares, superando em mais de 500 mil os obtidos pelo republicano George W. Bush (50,4 milhões).

No entanto, por uma vantagem de apenas 537 votos populares no estado da Flórida, Bush acabou eleito presidente dos Estados Unidos. Isso porque, com a pequena vantagem nas urnas, Bush conseguiu mais delegados no estado e acabou levando os 25 votos do colégio eleitoral na época e somou 271 votos no total do país, contra 266 de Gore.

Apesar do resultado da eleição ser conhecido logo depois da apuração do voto popular, já que o número de delegados depende diretamente do voto dos eleitores, a oficialização só é feita mais de um mês depois. Em 17 de dezembro deste ano, os colégios eleitorais se reunirão na capital de cada estado e na capital do país, Washington, para “formalizar” a eleição do candidato vencedor.

Voto presencial antecipado é permitido em mais de 30 estados

Mais de 30 estados norte-americanos permitem que o eleitor vote antecipadamente na eleição presidencial deste ano, segundo o Centro de Informação sobre Voto Antecipado, do Reed College, do Oregon. Os primeiros estados a abrir as urnas foram Dakota do Sul e Idaho, no dia 21 de setembro.

Dois estados – Maryland e Flórida – abriram hoje (27) suas seções eleitorais; Oklahoma faz o mesmo no dia 2 de novembro. “Em muitos estados, o voto antecipado já começou. Neles, cada lado está tentando convencer o maior número possível de apoiadores a votar agora, para que possam concentrar seus recursos naqueles que ainda não votaram”, disse o pesquisador Chris Galdieri, do Saint Anselm College, tradicional instituição de estudos políticos de New Hampshire.

O atual presidente, o democrata Barack Obama, que busca a reeleição, por exemplo, votou antecipadamente no último dia 25, em Chicago, tentando estimular seus eleitores a fazer o mesmo. Como o voto não é obrigatório, não há como saber quantas pessoas votarão neste ano. Em 2008, cerca de 131 milhões de norte-americanos foram às urnas. Segundo a NPR, rede pública de rádio dos Estados Unidos, cerca de um terço dos eleitores devem votar antecipadamente em todo o país.

O consultor financeiro Richard Hemming e sua esposa, a professora Nancy, de Napa Valley, na Califórnia, receberam as cédulas pelo correio e deverão votar na próxima sexta-feira (2), na zona eleitoral de sua cidade, para evitar filas e o trânsito no dia da eleição (6). Eles poderiam votar por e-mail, mas disseram não confiar neste sistema.

Para Hemming, a recuperação da economia norte-americana é uma questão decisiva para seu voto. “A California é um estado democrata e, aqui, a tendência é que Obama ganhe, mas minha intuição diz que [Mitt] Romney vai ganhar”, disse ele.

A dez dias da votação, eleição nos Estados Unidos permanece indefinida

A dez dias da eleição presidencial, marcada para 6 de novembro, a corrida para a Casa Branca permanece indefinida. O presidente que busca a reeleição, Barack Obama, e o candidato republicano, Mitt Romney, disputam voto a voto a preferência do eleitorado dos Estados Unidos.

Quando não indicam pequena vantagem para um dos lados, as pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram empate técnico entre os dois candidatos. Na pesquisa da rede de televisão CNN, divulgada no dia 26, por exemplo, Romney aparece com 48% e Obama, com 47% das intenções de voto.

Já a pesquisa do Instituto Gallup, feita entre os dias 18 e 24 deste mês, aponta liderança de Obama por 1 ponto percentual, com 48% entre os eleitores registrados. Mas, como o voto nos Estados Unidos não é obrigatório, o mais importante são aqueles eleitores que realmente devem votar. E, para este grupo, Romney aparece como favorito, com 50% das intenções de voto, 3 pontos percentuais a mais que Obama.

Um fator que torna mais complexas as pesquisas de intenção de voto nos Estados Unidos é o fato de a eleição ser decidida pelo colégio eleitoral, e não pela maioria dos eleitores. Por isso, mais importante que saber quantos eleitores votarão em qual candidato, é conhecer em quais estados cada candidato será mais votado.

Segundo pesquisa de intenção de voto do jornal The New York Times, com base na votação que cada candidato deve receber por estado, Obama leva vantagem com 185 votos de 15 estados garantidos e 58 votos de seis estados tendendo para ele.

Pela pesquisa, Romney está com 180 votos de 22 estados garantidos e 26 votos de três estados tendendo para ele. No cenário apresentado pelo The New York Times, estariam em jogo, nos próximos dias, 89 votos de sete estados indecisos. Os principais são Flórida (29 votos), Ohio (18) e Virgínia (13).

“Ohio e Flórida, como ocorreu na maioria das eleições anteriores, são locais críticos [para este pleito]. A maioria das pesquisas recentes mostra Obama à frente em Ohio e Romney à frente na Flórida. Em Virgínia, também parece que vai ser apertado. Era um estado majoritariamente republicano até 2008 [quando o democrata venceu ali] e Obama espera repetir ali sua vitória daquele ano”, afirma Chris Galdieri, pesquisador do Saint Anselm College, tradicional instituição de estudos políticos de New Hampshire.

Aliás, New Hampshire, com quatro votos, é um dos outros estados indecisos, segundo a pesquisa do New York Times, junto com Wisconsin (dez votos), Colorado (nove) e Iowa (seis).

Já para a CNN, os seis votos de Nevada, que são dados a Obama pelo New York Times, ainda estariam indefinidos. Isto é, para a rede de televisão oito estados, com 95 votos, ainda estariam indecisos.

“Obama também levou Colorado, Iowa e New Hampshire facilmente em 2008, mas está parecendo muito mais apertado neste ano. Nevada votou em Obama em 2008 e provavelmente o fará de novo neste ano. Mas a campanha de Romney acha que eles têm alguma chance ali”, disse Galdieri.

Segundo o especialista, nos três estados, nenhum dos dois candidatos tem margem suficiente para fazer o outro desistir da disputa. “As [duas] campanhas têm dinheiro e pessoal suficiente para se manter ativas em cada um desses estados

Romney e Obama disputam votos com outros candidatos à Presidência

Nos últimos 160 anos, os presidentes norte-americanos sempre foram democratas ou republicanos, mas isso nunca impediu outros candidatos de disputar o cargo por diferentes partidos ou de forma independente. Neste ano, há mais candidatos na corrida à Casa Branca, além dos favoritos, o democrata Barack Obama, que tenta a reeleição, e do republicano Mitt Romney.

As regras para participação em uma eleição presidencial norte-americana diferem de estado para estado, porque cabe a eles, e não ao governo federal, a realização e a administração do pleito. De forma geral, os candidatos podem solicitar a inclusão de seu nome na cédula de votação.

Como a votação nos Estados Unidos ainda ocorre em cédulas de papel, o eleitor tem possibilidade de escrever o nome do candidato, mesmo que ele não esteja impresso. Por isso, ainda que os órgãos eleitorais não autorizem a impressão do nome, o concorrente pode pedir que os votos a ele destinados sejam computados.

Tal situação pode fazer com que determinados candidatos à Presidência tenham direito de concorrer apenas em alguns estados. Entre os principais oponentes de Romney e Obama, está o ex-governador do Novo México Gary Johnson, do Partido Libertário (Libertarian Party), cujo nome vai aparecer nas urnas de 48 estados e do Distrito de Colúmbia.

Outra candidata independente é a médica Jill Stein, que concorre à Presidência pelo Partido Verde em 46 unidades da Federação – em 37 delas, seu nome aparecerá na cédula. Outros candidatos, como Virgil Goode, do Partido da Constituição, e Rocky Anderson, do Partido da Justiça, participam da disputa em alguns estados.

Na reta final, Obama se apoia na mobilização de eleitores e Romney, na TV

 Na reta final da campanha eleitoral, os dois principais candidatos à Presidência dos Estados Unidos tentam conseguir o apoio dos eleitores indecisos para garantir a maioria dos votos no colégio eleitoral. Segundo o pesquisador Chris Galdieri, do Saint Anselm College, tradicional instituição de estudos políticos de New Hampshire, nesta fase, o democrata Barack Obama vai se apoiar principalmente na mobilização dos eleitores.

O republicano Mitt Romney, por sua vez, aposta em uma presença massiva na televisão e no bom desempenho obtido após o debate em Denver. “Em ambos os lados, SuperPACs [comitês de ação política, que fazem propaganda em nome dos candidatos] estão gastando milhões em propagandas de ataque [ao adversário]”, disse Galdieri.

De acordo com o pesquisador, a disputa deve continuar apertada até o dia das eleições, 6 de novembro, e qualquer descolamento de um candidato nas pesquisas de intenção de voto nos próximos dias, provavelmente, significará sua vitória nas urnas.

Para Galdieri, “emprego e economia” são os assuntos que mais preocupam o eleitor americano. Por isso, grande parte do debate eleitoral nos Estados Unidos girou em torno da geração de empregos e da recuperação econômica do país.

“O presidente Obama argumenta que estamos vendo uma lenta, mas estável recuperação, graças a suas políticas, como o projeto de lei de recuperação e estímulo econômico aprovado em 2009, e que outro mandato permitirá a ele assegurar que a recuperação continue. O governador Romney argumenta que a recuperação está sendo muito lenta e prejudicada pelas políticas de Obama e pelos gastos e regulações do governo”, acrescenta.

Galdieri acredita que, se vencer a eleição, Romney focará em uma política externa “mais agressiva”, no corte dos gastos governamentais, em mudanças dramáticas em programas sociais como Medicare e Medicaid (programas de assistência à saúde governamentais) e na anulação do projeto de Obama de universalizar o acesso a planos de saúde, apelidado de “Obamacare”.

Já Obama, caso seja reeleito, cumprirá um mandato menos calcado em mudanças e mais na manutenção do curso de seus primeiros quatro anos de governo. Galdieri aposta que o candidato democrata tentará mudar a estrutura de impostos e os padrões de gastos do governo.

*Com informações da Agência Brasil.

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