PT: De onde viemos, onde estamos e o que virá | Por Zé Neto

José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto): Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

Todos nós vivemos de política. 35 milhões de brasileiros saíram da pobreza e foram para a classe média, desses, a cada cinco quatro são negros. Essas pessoas ascenderam não apenas por questões individuais, mas porque aproveitaram oportunidades que foram criadas a partir de políticas adequadas que fizeram com o que país saísse da situação absurda que vivia, devendo FMI, com inflação avassaladora, salário abaixo de 100 dólares e outras tantas heresias que há quinhentos anos fomos condenados.

A Bahia tinha apenas uma universidade federal e não mais do que quatro campos, hoje possui quatro universidade federais e vai chegar a dezenove campos. Tínhamos apenas uma escola técnica federal, hoje já temos mais de 15 e vamos a 29 já contratadas, isso faz a diferença.

Tínhamos apenas quatro mil estudantes em escolas técnicas na Bahia, hoje já temos quase 60 mil. O TOPA garantiu que um milhão de baianos saíssem do analfabetismo, quando encontramos 2 milhões e 200 mil baianos analfabetos; isso demonstra que todos nós dependemos de política.

O Bolsa Família, considerado uma esmola pelo DEM, gerou nesse país um novo mercado, um novo comportamento, dando dignidade para as pessoas. Isso também não pode ser esquecido.

Temos consciência do momento que estamos vivendo, inclusive com o julgamento do mensalão, explorado exaustivamente pelos conservadores. Porém, há que se ponderar que 8 dos 11 ministros que estão votando no supremo foram indicados pelo PT, inclusive Joaquim Barbosa. Assim, podemos questionar: será que a subserviência do passado daria condições da justiça atuar com tanta independência? Fica a reflexão.

Quanto à questão dos professores, é bom lembrar que nós tivemos na Bahia, no dia 24 de novembro de 2011, um projeto de lei aprovado pelos professores e pela APLB, onde ficaram definidas claras políticas salariais para os anos de 2013 e 2014. Naquele momento, a APLB não queria que o aumento do salário base fosse estendido para todos os professores, porque vigorava o entendimento de que o reajuste seria baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação. Mesmo assim, nós aprovamos o aumento real de 3% em 2013 e 4% em 2014, combinado com a APLB.

Encerramos dezembro como o mais democrático dos governos, que fez um acordo no dia 11/11, que fez um projeto de lei oriundo do acordo no dia 24/11 e que encerrou o ano sendo considerado um excelente governo. Em fevereiro o jogo mudou porque muda o índice, sai de inflação, que era 6%, e vai para o índice aluno de 22%.

Com o orçamento fechado em dezembro do ano anterior, não tínhamos orçamento para dar o que os professores queriam e foi o trauma que todos acompanharam… O tempo dirá quem é que realmente tem razão na construção da caminhada. A Bahia é o 24° em orçamento per capita, paga o sexto melhor salário médio dos professores do Brasil, e que agora em março do próximo ano vamos chegar a 54% de ganho real acima da inflação, lembrando que o DEM em oito anos deu pouco mais de 6%. Isso é quase 8 vezes mais do que o reajuste do período governado pelo DEM.

Talvez as pessoas não percebam a dimensão da caminhada, nós estamos no meio do trajeto, se queremos ir adiante cuidado com quem vamos seguir. Se chegamos até aqui não foi com o DEM, com o PSDB, ou com a velha direita disfarçada. Continuo mais do que nunca dentro dos campos da esquerda, lutando por um país mais justo.

Ainda tem muita coisa para acontecer. O Brasil não é só o Brasil da Globo, da Veja, da Folha de São Paulo, do Estadão, que tem sido os protagonistas das tantas agressões estapafúrdias ao partido que construiu nesses últimos doze anos, um caminho digno para nossa república.

Nós temos um projeto que mudou pra melhor a vida dos brasileiros, e uma parte do velho coronelismo, uma elite raivosa e individualista, jamais aceitará que tantos ”índios e padres e bichas, negros e mulheres, façam o carnaval” como já dizia o saudoso Caetano Veloso.

Vamos continuar acreditando, sonhando e entendendo que não haverá saltos na grande e árdua tarefa de construir o Brasil mais justo; haverá passos com um olhar mais sensato para a história desse país, principalmente a história mais recente dos últimos 50 anos. Podem ter certeza que os passos dados pelo PT e os aliados que entenderam o seu projeto, são os melhores passos já dados pelo povo brasileiro em sua história. Seguiremos lutando e cientes do nosso papel com a memória a nos nortear.

José Cerqueira de Santana Neto (Zé Neto), é feirense, advogado, deputado estadual e líder do governo Wagner na Assembleia Legislativa da Bahia.

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