Professora Maria da Conceição comenta sobre a importância da arqueologia urbana como forma de resgate das heranças das sociedades

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Maria da Conceição Lopes: "Eu considero a arqueologia urbana um procedimento técnico e cientifico fundamental para resgatar as heranças que estão escondidas, as heranças do passado e trazê-las para o presente,"
Maria da Conceição Lopes: "Eu considero a arqueologia urbana um procedimento técnico e cientifico fundamental para resgatar as heranças que estão escondidas, as heranças do passado e trazê-las para o presente,"
Maria da Conceição Lopes: "Penso, que desse ponto de vista, apesar de haver muitos problemas, a arqueologia urbana no Brasil está percorrendo um caminho, que pode transformá-la em uma grande arqueologia urbana, em um grande laboratório do conhecimento da arqueologia urbana."
Maria da Conceição Lopes: “Penso, que desse ponto de vista, apesar de haver muitos problemas, a arqueologia urbana no Brasil está percorrendo um caminho, que pode transformá-la em uma grande arqueologia urbana, em um grande laboratório do conhecimento da arqueologia urbana.”
Maria da Conceição Lopes: "Eu considero a arqueologia urbana um procedimento técnico e cientifico fundamental para resgatar as heranças que estão escondidas, as heranças do passado e trazê-las para o presente,"
Maria da Conceição Lopes: “Eu considero a arqueologia urbana um procedimento técnico e cientifico fundamental para resgatar as heranças que estão escondidas, as heranças do passado e trazê-las para o presente,”

Nos dias 26 a 27 de setembro de 2012, a professora doutora Maria da Conceição Lopes ministrou curso com o tema ‘Arqueologia na Cidade: um projeto onde a cidade se encontra com a sua construção’. O evento ocorreu nas dependências da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira. Na oportunidade, entrevistada pela equipe do Jornal Grande Bahia, Maria da Conceição discorreu sobre a importância do projeto de arqueologia urbana “como ação propiciadora do encontro do conhecimento do passado com a cidade atual e da conjugação de ambos numa perspectiva de participação e desenvolvimento da comunidade assume-se, assim, como uma instância que convoca a comunidade a participar como elemento ativo na preservação da sua memória e no usufruto do seu passado.”.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Como avalia a importância da arqueologia urbana para as sociedades?

Maria da Conceição Lopes – Eu considero a arqueologia urbana um procedimento técnico e cientifico fundamental para resgatar as heranças que estão escondidas, as heranças do passado e trazê-las para o presente, de maneira que as comunidades do ponto de vista do desenvolvimento possam utilizar essa herança como fator de decisão. Relativamente daquilo que querem preservar no futuro.

JGB – Como analisa o atual estágio de desenvolvimento da arqueologia urbana no Brasil?

Maria da Conceição Lopes – Eu acho que a arqueologia urbana no Brasil está em uma prática que eu considero muito desenvolvida e muito valiosa, digo até que na Europa nós aprendemos bastante com o modo como se vai fazendo aqui no Brasil. Não quero deixar ninguém de fora, mas, lembro, por exemplo, dos meus colegas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Recife, Salvador, são trabalhos muito bons e que foram ao longo do tempo criando metodologias e formas de abordagens novas, com as quais temos aprendido.

Penso, que desse ponto de vista, apesar de haver muitos problemas, a arqueologia urbana no Brasil está percorrendo um caminho, que pode transformá-la em uma grande arqueologia urbana, em um grande laboratório do conhecimento da arqueologia urbana.

JGB – Com relação ao intercâmbio na área de arqueologia urbana entre Brasil e Portugal. Como avalia esse estágio?

Maria da Conceição Lopes – Acho que podemos trabalhar algumas coisas, algumas práticas que estão sendo discutidas e debatidas em conjunto. Nós já fizemos em conjunto três Fóruns da Arqueologia Urbana, o primeiro em Salvador, o segundo em Coimbra e o terceiro em Recife, estamos preparando o quarto. Esses fóruns são momentos de colaboração entre instituições e entre países, diversas metodologias, técnicas e objetivos desta arqueologia urbana. Penso que temos a caminho a percorrer, mas que o caminho já está construído.

Perfil da entrevistada

Maria da Conceição Lopes nasceu a 14 de Fevereiro de 1961, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, Portugal. É professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Licenciada em História, Variante de Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no ano de 1984. No ano de 1987, obteve o Diplôme d’Études Approfondies (D.E.A.) na Université de Bourdeaux III.

Doutorou-se pela Universidade de Coimbra, no ano de 2000, defendendo a dissertação “A cidade Romana de Beja. Percursos e debates acerca de Pax Iulia”, com a qual obteve o Grau de Doutor, com louvor e distinção, por unanimidade.

A prof. Dra. Maria da Conceição Lopes é diretora do Centro de Estudos Arqueológicos da Universidade de Coimbra e Porto, coordenadora de projetos internacionais, consultora da UNESCO para questões de reconhecimento do Patrimônio Mundial, coordenou escavações no Egito, Turquia, Síria, Angola e várias regiões de Portugal.

Baixe

Minicurso de Extensão – Arqueologia na Cidade

Confira o áudio da entrevista

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