Produtos nacionais agradam comprador dos Estados Unidos

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Empresa de Miami se entusiasma com itens de alimentos e bebidas produzidos no Nordeste 

Sucos de frutas tropicais, chocolate com 67% de cacau, cajuína e outros produtos a base de caju entusiasmaram Paulo Leoni, dono da Mastergate, em Miami (EUA). Ele trabalha com representação de empresas brasileiras na América do Norte. O empresário veio ao Brasil especialmente participar do XVI Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (EINNE), que ocorre na capital baiana até esta quinta-feira (25/10/2012). “Tenho interesse por produtos nacionais e de qualidade. O mercado americano é muito exigente, mas tenho encontrado aqui itens de excelência”, observa.

Para a empresária, esse é o momento de tornar a marca de sucos conhecida. A fábrica em Ubajara (CE) utiliza frutas brasileiras, como acerola, goiaba, maracujá, caju, uva e manga. “O sabor natural é o nosso diferencial”, garante a industrial para o representante da Mastergate.

Desde 1973, a Marasuco engarrafa o sabor do Brasil. A capacidade atual é de até 24 mil garrafas por dia. Segundo Amanda, hoje, a indústria fabrica 40% desse total. Com vinte funcionários em dois turnos, o faturamento anual da empresa é de R$ 3 milhões. “A rodada propicia a conquista de novos mercados. Tenho certeza de que farei muitos negócios no futuro com países como Estados Unidos, Angola e Itália”, avalia.

De acordo com Leoni, da Mastergate, o volume de negócios da Marasuco com o exterior pode chegar a US$ 200 mil por ano. “O produto apresenta espessura diferenciada”, assinala ao revelar interesse em levar os sucos fabricados no Ceará para os EUA.

Estreante na rodada internacional, o piauiense Francisco Queiroz, da Doce Império, apresentou produtos feitos a partir do caju, como doce, vinho, cajuína, rapadura e outros itens. Na opinião dele, o encontro é de fundamental importância para desenvolvimento do negócio tanto no mercado nacional quanto no externo. “O Sebrae alavanca todas essas possibilidades porque nos incentiva a abrir nossos horizontes”, observa.

Segundo Leoni, a cajuína é excelente para trabalhar nos Estados Unidos por ser pouco conhecida. “É preciso fazer um estudo de mercado para ver a aceitação do produto pelos consumidores americanos. É um sabor inovador que pode arrebentar lá fora”, resume.

Para o produtor do chocolate gourmet Fazenda Sagarana, Henrique de Almeida, que está há dois meses no mercado, o evento significa oportunidade de expansão da empresa, além de disseminar a iguaria fora do país. O empreendimento produz chocolates com alta concentração de cacau, cerca de 67%, em Coaraci (BA). A produção é de mil barras por mês. “Meu chocolate não deve nada aos concorrentes belgas”, assegura.

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