Pesquisa registra crescimento das vendas em agosto na Bahia

Crescimento das vendas em agosto de 2012

O comércio varejista baiano apresentou, no mês de agosto, acréscimo de 1,9% no Volume de Vendas, em relação ao mês julho, ajustado sazonalmente. Na comparação com agosto de 2011 constata-se um crescimento de 10,7% das vendas. Nas demais comparações o comércio varejista cresceu 10,3% (janeiro a agosto) em relação ao mesmo período do ano anterior, e 8,0% no acumulado dos últimos 12 meses. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento.

No acumulado do ano, comparando-se a média nacional e as demais unidades da federação, a Bahia ocupa a nona posição, acima da média nacional (9,0%).

O resultado da PMC de agosto indica que o setor continua fortalecido, a despeito das incertezas quanto à condução da política monetária no país e do arrefecimento da confiança das famílias na capacidade de consumo segundo pesquisas sobre Expectativas do Consumidor.

Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade

Quando comparados com o mês de agosto de 2011, os dados da PMC apontam resultados positivos em todos os ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas. Listadas pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (72,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (43,1%); Móveis e eletrodomésticos (17,7%); Livros, jornais, revistas e papelaria (13,1%); Tecidos, vestuário e calçados (12,0%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%); Combustíveis e lubrificantes (6,6%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%). Para o subgrupo de Super e hipermercados o resultado apurado foi negativo em 0,3%.

No mês de agosto o comportamento das vendas na Bahia foi influenciado pelo desempenho dos negócios no grupo de Móveis e eletrodomésticos que com uma contribuição de 4,2% expandiu as vendas em 17,7%. Esse comportamento é atribuído ao crescimento do emprego formal, manutenção do crédito, queda nos preços dos produtos eletroeletrônicos dada prorrogação da isenção de IPI, confirmado pelo comportamento do IPCA/IBGE que registrou queda de 7,6% nos últimos 12 meses até agosto.

A segunda maior contribuição para o varejo baiano veio do segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico que registrou a taxa de 43,1% no volume de vendas em relação a agosto de 2011. A data comemorativa do dia dos pais é apresentada como uma das razões que motivaram o aquecimento dos negócios nesse mês. Essa atividade que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc., registrou, no mês, uma contribuição de 2,7% para o volume de vendas.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes com a contribuição de 1,2% para o volume de vendas no comércio baiano apresentou a taxa de 6,6% em relação a igual mês do ano passado, sendo o terceiro maior impulsionador das vendas em agosto. O desempenho do segmento foi influenciado pelo aumento da frota de veículos.

A atividade Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo contabilizou um crescimento no volume de vendas de 1,3% em agosto, sobre igual mês do ano anterior. O mesmo registrou no acumulado do ano a variação de 6,2% e nos últimos 12 meses 4,6%.

No entanto, no subgrupo Hipermercados e supermercados foi apurada uma variação negativa de 0,3% nas vendas em relação ao mesmo mês de 2011. No ano foi registrada uma variação de 4,6% e no acumulado dos últimos 12 meses de 3,3%. Esse resultado é justificado pela elevação nos preços dos alimentos. Segundo o IBGE, os dados do IPCA revelam que os preços dos alimentos cresceram acima do índice geral no período de 12 meses, registrando a elevação de 8,4% no Grupo Alimentação no Domicílio, contra 5,2% da inflação global.

Comportamento do comércio varejista ampliado 

O comércio varejista ampliado que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção apresentou em agosto expansão de 20,7% nas vendas. Segundo a PMC, os ramos que não integram o indicador do varejo restrito obtiveram os seguintes resultados quanto à variação do volume de vendas no mês em questão: Veículos, motocicletas, partes e peças (44,2%) e Material de Construção (10,6%).

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação positiva de 44,2% em agosto, em relação a igual mês do ano anterior. Nos oito primeiros meses do ano a expansão registrada foi de 14,6% e, no acumulado dos últimos 12 meses, 6,6%. Continua merecendo destaque a redução da carga tributária (IPI e do IOF) que incide sobre veículos no país, bem como a redução dos juros e a oferta de crédito.

No que tange ao segmento Material de Construção este apresentou em agosto uma variação positiva nas vendas de 10,6% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, a expansão atingiu a taxa de 7,0%, e no acumulado dos últimos 12 meses a variação do volume de vendas foi de 4,9%. A desoneração do setor produtivo ainda é considerada a principal razão para o aquecimento nas vendas.

IPC apresenta variação de 0,66% em setembro de 2012

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), no mês de setembro, registrou variação positiva de 0,66%, taxa superior à apurada em agosto (0,49%). No mesmo período do ano passado, o IPC havia apresentado variação de 1,05%. No acumulado dos últimos 12 meses (out 2011 a set 2012), a taxa situa-se em 5,27%, resultado inferior ao dos 12 meses anteriores (set 2011 a ago 2012) quando a taxa esteve em 5,68%. Os dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, autarquia da Secretaria do Planejamento (SEPLAN).

Dos sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI, seis registraram aumentos enquanto um apresentou redução nos preços negativamente. Tiveram acréscimos os grupos de Alimentos e bebidas (1,45%); Despesas pessoais (1,13%); Artigos de residência (0,63%); Saúde e cuidados pessoais (0,48%); Habilitação e encargos (0,37%) e Vestuário (0,29%). O grupo de Transporte e comunicação foi o único a apresentar queda, -0,09%.

Dentre os produtos/serviços que tiveram maior contribuição positiva para o saldo do IPC apurado em setembro, podem ser destacados a cebola, que teve aumento no preço de 23,77%, a batata inglesa (19,90%), ovos de galinha (8,62%), cruzeiro marítimo (7,57%), jogos e apostas (6,84%). Em contrapartida, produtos como o tomate e abóbora tiveram queda nos preços de 17,41% e 14,47%, respectivamente, contribuindo negativamente para IPC de setembro.

Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram em setembro do ano corrente foram: cebola (23,77%), maracujá (20,00%), batata inglesa (19,90%), quiabo (16,53%), livro e revista técnica (11,92%), manga (9,16%), CD musical (9,01%), ovos de galinha (8,62%), aimpim (7,58%) e cruzeiro marítimo (7,57%).

Cesta básica: A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399 de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 223,49 em setembro de 2012, representando decréscimo de 2,15% quando comparado com o mês de agosto do mesmo ano.

Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, oito registraram variações positivas: Carne bovina (cruz machado) (3,65%), Pão francês (2,38%), Farinha de mandioca (2,30%), Óleo de soja (2,27%), Manteiga (1,83%), Café moído (1,24%), Leite pasteurizado (0,79%), Arroz (0,49%). Por sua vez, três registraram variações negativas: Banana da prata (0,45%), Feijão rajado (1,45%) e Tomate (17,41%). O Açúcar cristal foi o único que se manteve estável.

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