Pesquisa da CNT mostra que 62,7% das principais rodovias do país têm problemas

Bahia - BR-135 (ponto crítico) - Pesquisa da CNT mostra que 62; 7% das principais rodovias do país têm problemas
Bahia - BR-135 (ponto crítico) - Pesquisa da CNT mostra que 62; 7% das principais rodovias do país têm problemas
Bahia - BR-135 (ponto crítico) - Pesquisa da CNT mostra que 62; 7% das principais rodovias do país têm problemas
Bahia - BR-135 (ponto crítico) - Pesquisa da CNT mostra que 62; 7% das principais rodovias do país têm problemas

Dos 95,7 mil quilômetros de rodovias avaliados este ano pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 60 mil quilômetros apresentam algum tipo de deficiência, o que representa 62,7% do total. Os resultados da 16ª Pesquisa CNT de Rodovias são piores que os apresentados no ano passado, quando 57,4% das rodovias avaliadas foram classificadas com algum tipo de deficiência. Neste ano, 37,3% da extensão pesquisada estão em condições ótimas ou boas de segurança.

Em relação ao pavimento, 45,9% têm problemas e 66,2% têm falhas na sinalização. A pesquisa encontrou 221 pontos críticos nas estradas, como erosão na pista, queda de barreira, ponte caída ou buraco grande. Em relação ao ano passado, houve aumento de 36% nas erosões da pista. A ocorrência de faixas centrais desgastadas ou inexistentes aumentou 28,1%, e o aumento das faixas laterais desgastadas ou inexistentes foi 27,7%. As placas encobertas pelo mato também tiveram aumento de 2,4%.

A CNT estima que seja preciso investir cerca de R$ 170 bilhões para a modernização da infraestrutura rodoviária no Brasil. Segundo a entidade, os recursos devem ser aplicados na construção de novas rodovias e em obras de duplicação, pavimentação, recuperação, entre outras intervenções.

“Além de um maior volume de recursos, é preciso garantir a continuidade dos aportes e a agilidade das intervenções de forma a solucionar os entraves identificados e preparar o sistema de transporte para a demanda futura”, diz o relatório.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 de junho e 31 de julho deste ano. Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais pavimentadas, além das rodovias concessionadas.

Distrito Federal - BR-020 (geometria) - Qualidade das rodovias concedidas é melhor que das administradas pelo setor público, indica pesquisa da CNT.
Distrito Federal - BR-020 (geometria) - Qualidade das rodovias concedidas é melhor que das administradas pelo setor público, indica pesquisa da CNT.

Qualidade das rodovias concedidas é melhor que das administradas pelo setor público, indica pesquisa da CNT

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as condições das principais estradas do país mostra que 86,7% das rodovias concedidas à iniciativa privada, que foram analisadas, são classificadas como ótimas ou boas e 1,8% como ruins ou péssimas. Já as estradas sob gestão pública o percentual de ótimas ou boas é 27,8% e como ruins ou péssimas 34,6%.

A CNT também elaborou um ranking de 109 ligações rodoviárias, compostas por trechos de uma ou mais rodovias de grande importância para o transporte de cargas e de passageiros. As dez primeiras colocadas são concedidas ao setor privado e estão localizadas no estado de São Paulo. As dez piores ligações rodoviárias são públicas e estão principalmente nos estados do Norte e Nordeste, além de Goiás, Mato Grosso e do Tocantins.

 A 16ª Pesquisa CNT de Rodovias analisou 95,7 mil quilômetros de rodovias em todo o país entre os dias 25 de junho e 31 de julho deste ano. Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais pavimentadas, além das rodovias concessionadas.

Sobre Carlos Augusto 9462 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).