Governo do Estado apresenta potencial da Bahia a grupo chinês

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Eduardo Salles e representantes de empresas chinesas.
Eduardo Salles e representantes de empresas chinesas.

Como fruto das missões do governador da Bahia Jaques Wagner à China, realizadas desde março de 2010, diretores de uma grande empresa chinesa especializada na fabricação máquinas e implementos agrícolas – foram recebidos pelo secretário Estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, pelo superintendente e a diretora da Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), Paulo Guimarães e Andrea Lanza, e pela representante da Secretaria para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia (Serinter), Cristiane Gouvêa, na manhã desta segunda-feira (22/10/2012), na sede da Seagri, em Salvador, quando o grupo chinês indicou a possibilidade de implantar uma de suas fábricas na Bahia, conhecida como destino preferido para investimentos chineses.

O primeiro contato com este grupo de empresários aconteceu em dezembro do ano passado, quando Eduardo Salles e técnicos da Seagri, SICM e Serinter acompanharam o governador Jaques Wagner em missão à China, em Shandong, estado-irmão da Bahia.

“Além do bom relacionamento entre a Bahia e a Província da China, o que nos atrai ao Estado é o apoio para investimento estrangeiro, além de a Bahia ter a possibilidade de desenvolver-se ainda mais, e com mais rapidez, no setor agrícola”, afirmou a diretora de assuntos internacionais da empresa, Wenny Jiang.

Incentivos para investir 

Paulo Guimarães apresentou o quadro relativo ao avanço industrial baiano e traçou um panorama do setor automotivo e de máquinas na Bahia e no Brasil, além de apontar os incentivos fiscais e as vantagens de se investir no Estado, que, por sua posição estratégica, pode facilmente atingir o mercado de tratores e máquinas agrícolas do Nordeste.

“A importância de uma fábrica de equipamentos agrícolas na Bahia é muito grande porque nós temos uma grande quantidade de agricultores familiares que precisam ter melhores condições de trabalho e acesso a equipamentos. E a empresa chinesa produz máquinas com o perfil que nossa agricultura familiar precisa, com menor potência, adequados para pequenos e médios agricultores”, disse o superintendente de Desenvolvimento Econômico da SICM, Paulo Guimarães, segundo o qual o qual o Brasil possui 11 fábricas de máquinas agrícolas (nenhuma delas nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste).

Ao avaliar o resultado desta primeira reunião, Paulo Guimarães afirmou que os empresários mostraram interesse em investir na Bahia. “Nosso estado está fora do eixo das empresas já estabelecidas no Brasil. A empresa esta em fase inicial, de prospecção do tamanho do mrcado, mas deixou bem claro gostou bastante das informações que recebeu aqui”, frisou Guimarães, ao lembrar que “uma fábrica deste tipo sempre emprega muita gente”.

Próxima reunião será na sexta (26/10) 

O grupo reiterou seu interesse nos investimentos na Bahia e retorna na próxima sexta-feira (26) para reunião com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e representantes do segmento privado de tratores e máquinas agrícolas no Estado.

Por que investir na Bahia? 

Além de ser o primeiro estado do Brasil a instalar e manter um escritório permanente de negócios em Pequim, com vistas a atrair investimentos para o Estado, o titular da Seargi enfatizou, ao apresentar o potencial da agropecuária baiana, que a Bahia é o estado que possui o maior número de agricultores familiares (aproximadamente 650 mil famílias) do país. No ranking de produção agropecuária, encontra-se sempre como um dos maiores produtores do maior número de produtos, consolidando-se como o maior produtor agrícola do Norte/Nordeste. Embora o potencial de crescimento agrícola brasileiro encontre-se no Centro-Oeste e no Nordeste, de acordo com Salles, as fábricas de tratores, por exemplo, estão instaladas apenas no Sul do Brasil.

Para o secretário, a implantação de fábrica de máquinas e implementos agrícolas na Bahia possibilitaria a venda de equipamentos a preços mais baixos além de gerar mais emprego e renda. “A distância média entre os locais onde se encontram as fábricas de grandes máquinas agrícolas é de três mil quilômetros. Por isso consideramos a visita dos investidores importante não apenas para a Bahia, mas para os demais Estados do Norte/Nordeste”, complementou Salles.

“Fizemos nossa primeira abordagem a este grupo de investidores na China e o fato de eles virem à Bahia demonstra, efetivamente, seu interesse na instalação de negócios em nosso Estado. A reunião de hoje é nossa primeira abordagem direta, onde ficou claro que eles possuem interesse em se instalarem aqui e nosso trabalho será neste sentido, mostrando os números reais do crescimento do mercado no Norte/Nordeste”, informou o superintendente de Política do Agronegócio da Seagri, Jairo Pinto Vaz

Neste sábado (20), o grupo visitou a cidade de Feira de Santana para verificar as revendas de tratores agrícolas na cidade.

A empresa 

O grupo é especializado na fabricação de caminhões, tratores, veículos de pequeno porte para indústria, máquinas e implementos agrícolas e possui capacidade de fabricação anual de 360 mil unidades/ano. Seus produtos são exportados para mais de 50 países, como Brasil, México, Estados Unidos, e França.

Governo da Bahia quer atrair indústria de equipamentos agrícolas chineses.
Governo da Bahia quer atrair indústria de equipamentos agrícolas chineses.
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