Feira de Santana: Frei Cal acredita em “golpe” do Sincol contra a Coopetrafs

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Frei Cal reafirmou: “a gente começa a perceber, de uma forma muito clara, que está havendo aí já um golpe. Como sempre, a corda vai terminar quebrando do lado do mais fraco”. 
Frei Cal reafirmou: “a gente começa a perceber, de uma forma muito clara, que está havendo aí já um golpe. Como sempre, a corda vai terminar quebrando do lado do mais fraco”. 

O anúncio do advogado do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sincol) de que será rescindido o contrato com a Cooperativa de Transporte Alternativo de Feira de Santana (Coopetrafs), que faz a alimentação Sistema Integrado de Transporte (SIT), foi alvo de discurso do vereador Frei Cal, na sessão da Câmara, desta terça-feira (23/10/2012).

Sobre o impasse entre os envolvidos, Frei Cal declarou que “a Prefeitura diz que o Sincol deve ao Município e Sincol diz que o Governo Municipal é quem deve ao sindicato, e a Coopetrafs está nesse meio. Nós estamos sentindo que aí vai acontecer um grande golpe”, observa.

O peemedebista informou que o Sincol veio a público, através do advogado Leonardo Cirilo, para dizer que rompe o contrato com as vans do transporte gratuito, alegando que o transporte alternativo “deixa a desejar com suas obrigações sociais com funcionário, recolhimento de INSS, entre outros”.

O vereador diz achar interessante que somente agora, depois que a Coopetrafs passou a cobrar o débito do Sincol, “é que o sindicato reconhece que o serviço não está dentro da lei”.

 Frei Cal reafirmou: “a gente começa a perceber, de uma forma muito clara, que  está havendo aí já um golpe. Como sempre, a corda vai terminar quebrando do lado do mais fraco”, disse. O vereador declarou que espera imparcialidade da Justiça ao julgar os fatos.

Corpo de mulher vítima de assassinato permanece há dois meses no DPT 

Há 60 dias, aproximadamente, familiares tentam, sem êxito, a liberação do corpo de Clemilda Fraga da Silva, que se encontra no Instituto Médico Legal (IML) de Feira de Santana. A denúncia é do vereador Luiz Augusto de Jesus – Lulinha.

 Em discurso na Câmara, ele informou que a família de Clemilda está em desespero, uma vez que, devido à burocracia, não consegue fazer o sepultamento da mulher, apesar de apresentar todos os documentos da vítima.

 “Eu peço o apoio da imprensa e dos órgãos competentes do município de Feira de Santana para ajudar essa família”, cobrou Lulinha.

Após ser sequestrada, a senhora Clemilda, de 42 anos, foi encontrada morta, no dia 23 de agosto, em uma cisterna, no povoado Alto do Rosário, no distrito de Jaíba, zona rural de Feira de Santana. O assassino foi preso dias depois.

O Departamento de Polícia Técnica alegou na ocasião que só pode liberar o corpo para sepultamento com apresentação de documento de identificação. O vereador Lulinha diz que o documento já foi providenciado, mas mesmo assim não ocorreu a liberação.

Vereador apresenta sementes cheias de gorgulhos supostamente distribuídas pela Prefeitura 

Amostras de sementes de feijão e milho contendo gorgulhos, supostamente distribuídas pela Prefeitura para o plantio entre pequenos agricultores da zona rural de Feira de Santana, foram apresentadas na Câmara, nesta terça-feira (23) pelo vereador Lulinha.

Na sessão ordinária da Câmara de ontem, o democrata denunciou que alguns dos sacos que armazenavam estes grãos continham gorgulhos vivos, impossibilitando que o alimento fosse consumido pelos moradores dos distritos. Gorgulho é a designação comum aos insetos que perfuram produtos como madeira, cereais e feijão armazenado, reduzindo-os a pó.

 Lulinha acredita que “o Governo Municipal já sabia que essas sementes não teriam mais condições para o plantio”, em vista disso, deixou para distribuir a maior parte dos grãos após as eleições temendo uma repercussão negativa.

“Fomos informados, após as denúncias, que antes das eleições foram distribuídas essas sementes em algumas localidades, onde várias pessoas consumiram esses feijões, por não saberem que eles continham agrotóxicos”, disse, afirmando que os grãos não têm condições para o plantio nem para o consumo.

Vereador diz que MP deve intervir em “grande massa de demissões” na saúde 

“Isto é coisa até para o Ministério Público intervir”. A advertência é do vereador David Neto. Diz respeito a “grande massa de demissões, sem motivo nenhum”, que, segundo ele, estaria ocorrendo na área de saúde da administração municipal.

 Em discurso na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (23),  o vereador afirmou que estão sendo demitidos até mesmos  servidores que têm trabalho reconhecido pela população.

Ele citou, como exemplos, a exoneração do enfermeiro de prenome Murilo, que prestava serviço no Programa de Saúde da Família (PSF) do bairro Panorama, e da enfermeira Camila Marques, do PSF do bairro Fraternidade.

 Disse também que, recentemente, foi demitida uma profissional de saúde do bairro Pedra do Descanso, de prenome Naiara. “Estão sendo exonerados funcionários bons, que atendem a comunidade bem”.

Segundo David Neto, os moradores do Panorama estão fazendo manifestações em frente à unidade de saúde contra as demissões. Para o vereador, não é justo que bons profissionais sejam substituídos, sem necessidade.

 O vereador ressaltou que esses servidores mencionados não são pessoas ligadas a ele. “Eu estou reivindicando em nome do povo; não estou reivindicando em nome do vereador David Neto não”, disse.

Ele acrescentou: “quando você substitui um profissional é porque ele não está correspondendo com as expectativas. Agora, você substituir um profissional que está correspondendo, que o povo gosta, que está dando um bom atendimento?”, questionou, dizendo que não consegue entender “essa atitude do governo”.

Vereador sugere audiência pública para discutir o transporte coletivo em Feira de Santana

O impasse entre o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sincol) e a Cooperativa de Transporte Alternativo de Feira de Santana (Coopetrafs) deve ser alvo de uma audiência pública na Câmara Municipal. A proposta é do vereador Ailton Araújo Rios – Ailton Mô.

Em virtude de um débito do Sincol, a Coopetrafs ameaçou suspender a alimentação do Sistema Integrado de Transportes (SIT). A Secretaria de Transportes e Trânsito interpretou o ofício da Coopertrafs como rescisão contratual e determinou que o Sincol acionasse micro-ônibus para fazer o serviço de alimentação do SIT. As empresas de ônibus assim fizeram.

Os donos de vans continuam fazendo o transporte, mas podem não ser remunerados, como ameaça o Sincol. O vereador espera que o Sincol faça o repasse dos recursos para que os motoristas de vans e kombis, que fazem o transporte alternativo, “possam continuar trabalhando sem prejuízos”.

Segundo Ailton Mô, foi encaminhado um documento da Coopetrafs ao prefeito Tarcízio Pimenta e ao secretário de Transportes e Trânsito, Flailton Frankles, comunicando sobre a “situação caótica que vem passando os pais e mães de famílias que vêm operando no SIT”.

Ele disse que alguns desses profissionais do transporte alternativo fizeram empréstimos bancários. “No entanto, ao invés de ter seus rendimentos, estão pagando para trabalhar”, afirmou.

O vereador informou que não estão levando em consideração um contrato entre o Sincol e a Coopetrafs, composto de várias clausulas, dentre elas, preço da tarifa, reajuste, condições de trabalho e multas para o não cumprimento do documento.

 “Infelizmente, a sensação desses pais de famílias é de que eles estão prestes a perder suas vagas”, lamentou. Ailton recomenda à Câmara que promova uma audiência pública, em regime de urgência, com o objetivo de discutir e viabilizar a resolução do problema.

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