Especialista fala sobre Mioma e Infertilidade em Congresso Baiano de Ginecologia

O ginecologista e especialista em Reprodução Humana Joaquim Lopes, diretor do Cenafert, palestra sobre o tema 'Mioma e Infertilidade'.
O ginecologista e especialista em Reprodução Humana Joaquim Lopes, diretor do Cenafert, palestra sobre o tema 'Mioma e Infertilidade'.
O ginecologista e especialista em Reprodução Humana Joaquim Lopes, diretor do Cenafert, palestra sobre o tema 'Mioma e Infertilidade'.
O ginecologista e especialista em Reprodução Humana Joaquim Lopes, diretor do Cenafert, palestra sobre o tema ‘Mioma e Infertilidade’.

Estima-se que cerca 50% das mulheres do mundo em idade reprodutiva – especialmente entre 30 e 48 anos de idade – são portadoras de um ou mais miomas uterinos. De caráter benigno, o mioma é um tumor sólido de tecido muscular que aparece no útero e nem sempre exige um tratamento, mas a depender da sua localização e do seu tamanho pode comprometer a fertilidade da mulher, impedindo a gestação ou, mais frequentemente, causando abortamento ou parto prematuro . O ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Joaquim Lopes, diretor do Cenafert, vai falar sobre o tema ‘Mioma e Infertilidade’, no próximo dia 25 de outubro de 2012, durante o XIX Congresso Baiano de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece no Hotel Pestana.  O evento é promovido pela Sogiba – Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia.

A maioria dos miomas não interferem na fertilidade, mas é comum encontrá-los em pacientes que não conseguem engravidar ou que têm abortamentos de repetição. Há três tipos de miomas. Os que diminuem a chance da mulher engravidar são os chamados “submucosos”, ou seja, que ocupam a cavidade interna do útero e também os “intramurais”, que ficam na parede do útero podendo até distorcê-la. “Quando o mioma instala-se na cavidade endometrial ou quando ele causa a compressão das trompas é possível que ele prejudique a fertilidade”, explica o especialista Joaquim Lopes. Já os miomas chamados “subserosos”, que crescem para fora do útero, geralmente não interferem na fertilidade.

Mulheres que têm casos de miomas na família, mulheres negras e as que nunca tiveram filhos têm bem mais chances de desenvolver miomas. Mulheres que usam anticoncepcional por longos períodos ou já engravidaram têm menos possibilidade de desenvolver o tumor. Muitos miomas são assintomáticos e muitas mulheres, às vezes, ficam sabendo que têm um ou mais miomas uterinos ao realizarem algum exame ginecológico de rotina. “É importante o acompanhamento médico de rotina para identificar esses miomas precocemente já que alguns casos exigem um tratamento”, explica o médico.  Quando a mulher apresenta um sangramento menstrual intenso e prolongado,  às vezes, até com coágulos (que pode até provocar anemia), cólicas abdominais, distensão abdominal com sensação de peso e dor durante as relações sexuais, é possível que ela seja portadora de um ou múltiplos miomas. A vontade frequente de urinar  e a constipação intestinal, causadas pela compressão do tumor sobre a bexiga e sobre o reto, também são sintomas de mioma.

Aproximadamente 30% dos casos de mioma requerem algum tratamento, sendo considerado um dos principais fatores que causam as cirurgias de retirada do útero todo (histerectomias). Geralmente, são miomas aumentados com diâmetro com mais de 4 ou 5 cm. O tratamento indicado para miomas depende dos sintomas apresentados, do tamanho, da localização, da idade da paciente e se ela ainda pretende ter filhos. O tratamento pode ser medicamentoso através hormônios e anti-inflamatórios ou mesmo cirúrgico para a retirada apenas do mioma (miomectomia) ou do útero todo.

Redação do Jornal Grande Bahia
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