Câncer de mama é tema de discurso da deputada Graça Pimenta

Movimento Outubro Rosa busca chamar a atenção da sociedade,explica Graça Pimenta. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Movimento Outubro Rosa busca chamar a atenção da sociedade,explica Graça Pimenta. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Movimento Outubro Rosa busca chamar a atenção da sociedade,explica Graça Pimenta. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Movimento Outubro Rosa busca chamar a atenção da sociedade,explica Graça Pimenta. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

O aumento do número de casos do câncer de mama entre as mulheres do Brasil, em especial da Bahia, tem preocupado a deputada estadual Graça Pimenta (PR). Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, até o final deste ano, o Estado vai registrar 2.920 novos casos da doença. O assunto levou a parlamentar a discursar na tribuna da Assembleia Legislativa (AL) nesta quarta-feira (17/10/2012).

“Como mulher, profissional de saúde e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento desta Casa, tenho o dever de vir a esta tribuna para alertar a sociedade sobre o aumento no número de casos do câncer de mama entre as mulheres do nosso Estado. Conforme levantamento feito pelo INCA, até o final deste ano a Bahia vai registrar quase três mil novos casos da doença. No país, o instituto estima o registro de 52.680 mil novos casos de câncer de mama”, explica a parlamentar.

As informações do INCA apontam ainda que o câncer de mama é o segundo mais frequente em todo o mundo e o mais comum entre as mulheres, sendo o responsável por 22% dos casos novos a cada ano. “O número de mortes por conta da doença é entristecedor. Conforme o Instituto, em 2010 o câncer de mama tirou a vida de 12.852 pessoas, sendo 12.705 mulheres e 147 homens. Em nosso país, as taxas de mortalidade devido ao câncer de mama permanecem elevadas”, acrescenta Graça Pimenta.

Diante dos dados, a parlamentar acredita que existe uma ameaça constante à sáude humana, principalmente a do público feminino. Um dos fatores apontados como favoráveis à morte de pessoas com essa doença é o diagnóstico em estágios avançados, o que dificulta o sucesso do tratamento. “Com o câncer de mama sendo diagnosticado e tratado de forma correta em tempo hábil, a previsão do tempo e qualidade de vida do paciente é relativamente bom. No mundo, a sobrevida média após cinco anos é de 61%”, declara.

Para chamar a atenção sobre o tipo de câncer em questão, durante todo este mês está sendo realizado o movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa. Iniciado nos Estados Unidos, na década de 90, os idealizadores do movimento escolheram outubro por conta dele ter sido o mês que o Congresso Americano aprovou como o Mês Nacional de Prevenção do Câncer de Mama. A cor rosa foi escolhida pela fundação que deu início ao movimento, difundido pelo mundo tempos depois.

 A iluminação em cor de rosa de prédios públicos e monumentos são a marca mundial de adesão ao movimento. “Todas as ações do Outubro Rosa buscam chamar a atenção sobre a importância da prevenção do câncer de mama através do diagnóstico precoce. Acredito que cabe aos poderes públicos implantar mais políticas públicas eficazes no que diz respeito a prevenir e tratar este tipo de câncer. Agindo assim, poderemos combater a doença de modo mais abrangente, possibilitando às nossas mulheres uma vida saudável”, finaliza Graça Pimenta.

Elevador Lacerda no Outubro Rosa.
Elevador Lacerda no Outubro Rosa.
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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).