Brasil vai enviar 2 mil professores de ensino técnico para capacitação na Alemanha

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e a ministra Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, durante encontro no MEC.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e a ministra Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, durante encontro no MEC.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e a ministra Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, durante encontro no MEC.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e a ministra Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, durante encontro no MEC.

Parceria firmada hoje (05/10/2012) entre Brasil e Alemanha no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras prevê o envio ao país europeu, nos próximos dois anos, de 2 mil professores de institutos técnicos federais e de escolas técnicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Durante cerimônia de assinatura de dois memorandos, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que a parceria vai trabalhar a capacitação dos professores por meio do modelo dual, com aulas teóricas durante uma parte da semana e, na outra, contato direto com a indústria por meio de um estágio.

“Temos um grande desafio que é aumentar a competitividade da economia brasileira, ou seja, aprender a produzir com mais qualidade e com menor custo. E o melhor caminho é investir na formação dos trabalhadores, especialmente dos jovens que vão chegar ao mercado de trabalho”, explicou.

De acordo com o ministro, o governo pretende iniciar a experiência no modelo dual de formação do ensino técnico no Brasil. “É um modelo alemão que deu certo, que é um grande êxito. E o Brasil quer avançar nessa direção”, disse. “Isso acelera a formação e, especialmente para pequenas e médias empresas, o custo é muito mais barato para ter um profissional habilitado aos seus desafios tecnológicos”, completou.

A ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, avaliou que a experiência de seu país com o modelo demonstra que as empresas se engajam ao projeto e passam a investir mais na formação de jovens profissionais. “A formação teórica e prática combate a falta de pessoal qualificado”, disse.

Segundo a ministra alemã, a indústria do seu país demonstrou maior estímulo à contratação de trabalhadores após a implantação do modelo dual de ensino técnico-profissional.

Sobre Carlos Augusto 9759 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).